Aqui jaz incontáveis corações partidos, que um dia amaram e se sentiram traídos. Aqui moram desilusões reais, que por amarem demais, se perderam de tais, mesmas. Vivem aqui os mais diversos medos, que de tanto sonharem, na fantasia se perderam. Aqui festejam muitos passados, que vivem encostados em futuros desapropriados. Aqui não há registro de nenhum fundo do coração, pois, não há corajosos que se permitam mergulhar na imensidão. Jaz aqui, um povo feito de amores excluidos do peito. Há a fantasia da razão, daqueles que esperaram amor de onde ele não nasce não. Eu ouso em dizer, que aqui é morada da confusão, daqueles que não aprenderam que o amor brota é do próprio coração. Deixo então, meus sinceros sentimentos àqueles que cegamente, escolheram ocultar suas próprias nascentes. Esclareço-lhes também, que a função do amor é amar. Desejo-lhes força para abandonar a falsa necessidade de retribuição, reciprocidade. Quando se fala sobre o amor, trata-se da sua verdade, espontânea liberdade, sua nata e vasta possibilidade, de que é e ser, já basta. A gente ama que é para alimentar o próprio coração, a própria alma da mais pura bondade. Amor não é apego, não é amigo do medo, amor é conforto no peito, é vida que exala, é de dentro para fora. Deixo aqui então, meu apelo, de que sejamos cada um em si, amor por inteiro e que num minuto de silêncio, sopremos nossas dores, nossos medos, que abracemos a nós mesmos e sejamos justos em nos permitir, ser amor, a partir de hoje, reticente amor.
Taynã Lizárraga Carvalho