segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um quê de mim


De repente, há um quê de luz pairado no ar. Não sinto luz, percebo o ar. De repente, escuro e turvo, passa, se instala um quê de nada, que toma o ar. De nada, me faço pairar, sou todo o ar. Nada que é toda imensidão, é tão, é chão. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O manifesto do coração


Eis que o coração se manifesta só. A gente traga o vento, encolhe o tempo, pára a razão, esfria a barriga, faz que acredita, no que ainda desconhecido, de beats em beats, palpita. Busca uma resposta, faz que apavora, já não percebe mais as horas. Se entrega ao tempo, que, nem meu, nem seu, é alento. Sopra o medo que evapora no tempo, esse, que é, está e reticente, é presente. Esse é o momento, aqui é o lugar. 

Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sobre o beijo


Ah...o beijo! Beijo é estalo juntinho, é extensão do carinho, é o que sai do meu eu sozinho, junta sabores, constrói amores, desperta paixões. Beijo que instala presença, é calma e afaga, é fogo e desarma, dispara. Beijo é conforto, é fantasia. Beijo encontra energias, prepara armadilhas, mas, é contudo, sinal de simpatia. Beijo é bom todo dia. 
Taynã Lizárraga Carvalho

[in]esperado

Despropósito insólito, solto, que no caminho, tão insosso caminho, num estalo, se fez razão. Encontro incerto, de vias tortas, possível abrigo para o soar do coração. Pouco pretencioso, este coração bate leve, segue o ritmo que percebe, entregue a imensidão. Ressoa no peito, ainda calado, transita entre o sim e o não. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Trégua que sou


Sou do caos, uma trégua assim...ora me envolvo, sou o m de mim. Antes que tudo seja, sou o que se faz enfim. De trégua em fim, sou passo dado, acaso roubado, nó sem laço, sou trégua de mim. É que sou também um certo além. Sou de quem em quem, tanto, que vezes sou nem. Dos ventos além, sou o que toca a cada alguém, mesmo quem de nada vem. Sopro e vôo zen. Dessa trégua que sou, sou calma que volta, tal vento que sopra. Sou caos, sou além, sou vezes quem e sou toda trégua, amém. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Escuro que sou, amanhece em ti

Eu pude doce, perceber, que o encontro é amanhecer. Escurece para que de novo, venha a acontecer. É calmo e tranquilo, é riso escondido, gargalha a alma. É tal, qual, que o coração dispara, o beijo encaixa, o abraço afaga. Um dia, já escuro, é imensidão, é tempo e espaço sem dimensão, passa e se deixo leve, no ar se perde, amanhece e de encontro, reencontro, se abastece. Ora novo, se transforma, toma forma, toda, que enaltece, é agora, passado o momento, é história. Se no pensamento mora, ora, saudade se torna, instala no peito, aquece, este coração que hoje, anoitece. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

De tudo o que sou


É no horizonte, infindo, que residem as minhas respostas. Sou todo céu e todo mar de possibilidades. Sou o tamanho da minha vontade. De tempos e ventos, sou o traço que lanço. Sou a cara que dá, o tapa que leva, o abraço que acolhe, o beijo que cega. Sou sim e sou não do avesso. Sou a onda que traz, que leva e, às vezes, me deixo. Destino largo, passo a passo, ins[piro] os retratos, do vento, do sol, do mar, de cada caso e acaso. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Da incansável busca pela satisfação

Enquanto houver dúvida, há busca. Incansável é o caminho da satisfação. Se é de si, caminha, faz do tempo, morada da vida, faz  de cada dia, eternidade, seja em si, plena e inteira vontade, de ser vida, possibilidade, completa verdade. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Toda sombra, toda luz


Descobriu que de sombra se fazia luz. Era todo e não percebia. Era vida, mas se escondia. De tanto que queria, perdeu, de si, para si, era tédio e poesia. De letra em letra se construía, de nada, vago, se abastecia. Era nada só porque não se percebia. Nada é tudo e não sabia. Hoje, toda sombra, toda luz, é nada e tudo, inteira poesia. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Se de se a gente fosse

Se tudo o que pudesse ser, fosse, metade do que seria, talvez, eu também fosse o que pudesse ser e assim seria. Nada do que fosse, seria, nada do que pudesse, bastaria. Se de se a gente viveria, nada seria, metade do que poderia, metade existiria, nada fosse e nada bastaria. Ainda que eu, você, fôssemos, o que pudesse ser, nem eu, nem você, existiria, nós então, seríamos nada e de nada bastaria. 
Taynã Lizárraga Carvalho

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Percebe que...


A percepção tem os olhos das nossas necessidades. Como eu percebo, é como eu interajo e é como tudo retorna para mim. O outro é o meu espelho, vejo nele, um reflexo de mim mesmo. Tudo é para mim, como eu sou, naquele exato momento. Tudo é como percebo, sinto, penso e manifesto. O outro, existe. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Dos que vem de passagem

E o fim que acompanha a sua conveniência, é frouxo, escapa sem esforço. Tudo aquilo que você se fez ser, se perdeu no ar no primeiro sopro do universo. É que disso o universo cuida, aproxima os semelhantes de alma e afasta os que não cabem no coração. Sempre voa um e os ventos renovam as moradas do peito, só fica o que é verdadeiro.
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eu que sou par de mim

Sou o que fica, o que habita, que de ventos e tempos, transforma. Mas sou, de tudo o que há, meu próprio lar. Sou o eterno par que me acompanha, sou meu orgulho e a minha vergonha. Sou vezes pouco, vezes transbordo, mas sou em mim, a medida do que creio, do que quero, do que posso. Sou choro e sou riso, ora entrego, ora abrigo. Sou seu desconhecido, até quando do peito, eu sou distinto. Sou eu e sou o outro, sou agora e sou sem hora, sou de todo o tempo, sua incógnita. Sou risco. Sou brisa. Sou cada passo, passo-a-passo, sou laço, caso, sou também [des]caso e em reticentes passos, é que me faço. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre o perdão, a permissão

Perdão e permissão são atitudes que abençoam a nossa existência. O perdão é para si, para que se desprenda de laços passados e caminhe livre pelo horizonte. A permissão é a chave da oportunidade, é onde vivem as chances de ser ou fazer qualquer coisa que se queira. Juntos, são combustíveis natos para a satisfação. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O solitário de si mesmo


Tem-se o olhar, o querer, o fazer, viciados. A percepção é enrijecida. Percebe-se com os olhos de suas vontades. A necessidade fica oculta, reside o mais escuro do nosso interior. É grande a dificuldade de expandir, quando limita-se ao que o ego pede. Ignora-se a imensidão do existir. Se age pelos olhos de interesses próprios, não recebe a graça do compartilhar, é um frustrado num mundo de grandes oportunidades, de infinitas possibilidades, de amores que brotam no ar. De tanto limitar-se a si, morre a beira de si mesmo, é um solitário inteiro. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Do que a gente aprende


Com o tempo a gente aprende, é mais feliz aquele que sente, que não entende, que sabe usar da compreensão. A gente aprende que ser próprio, é o grande negócio para manter as relações. A gente contempla a natureza e vê beleza onde o coração sorri. Caminha lento, atento ao presente momento, conta o passado, sem dó nem nó, olha adiante e só respira, o futuro que ainda não nos abriga. O beijo é longo e silencioso, o abraço é forte, a voz é calma, as palavras representam toda uma jornada. O silêncio é paz, música é arte, poesia é paixão. A gente ama o instante, porque conhece bem a impermanência. O riso é solto, devagarinho, que é para durar mais um pouquinho. O choro é coro, dor é remédio. O tempo é amigo. Meu amigo. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Infindo céu


E sempre haverá céu. A noite cairá, as estrelas brilharão, a lua sorrirá, outras vezes, de tão cheia, iluminará todos os caminhos, esteja você como estiver, acompanhado ou sozinho. O sol surgirá e todas as esperanças brotarão da sua luz, o calor aquecerá o coração e até quando cinza for a cor, a sua imensidão trará gratidão. De mãos dadas ou pés no chão, sou todo céu, sou toda e infinda ins[piração]. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

E assim flui...

O ponto que encerra é o mesmo ponto que começa. Para cada fim, um início se apresenta. Para cada não, um sim do avesso. Todo desencontro, é antes, encontro. Todo tempo é vida e vida é o que temos a todo tempo. Abençoa e sopra, abraça e voa. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Que fôssemos todos nus


Que fôssemos todos nus. Crus de rótulos. O que nos veste é a cara da alma, a luz da percepção, do pensamento, a temperatura do sentimento, a voz da ação, sou a cara da consequência, resposta do que me faço ser. Sou o que te faço sentir e sou o que você sorri pra mim, ou não. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Das compreensões

Enquanto nós não compreendermos o outro como totalidade, única, particular, não seremos capazes de conviver com fluidez. A minha satisfação está na minha ação, na capacidade que tenho de agir em prol das minhas necessidades/vontades e não na resposta que o outro emite a respeito da minha ação. O ser humano é autonutritivo, se alimenta dos próprios feitos, a consequência (satisfação) gerada pela ação, é o que nos impulsiona para uma próxima ação e assim por diante, portanto, todo o movimento que faço para fora de mim, volta para mim. Nesse sentido, que saibamos elaborar nossas ações de forma que tenhamos consequências nutritivas, que nos impulsionem sempre para o melhor e caso não seja assim, que saibamos então, usar da nossa capacidade de elaboração, sendo aprendizado, cada passo dado em busca daquilo que se deseja.
Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Do que sou, do que somos


Que a gente aprenda a dar valor ao que é infindo. O tempo passa, os anos se instalam e a todo segundo, tudo se transforma. Que tenhamos propriedade sobre os nossos pensamentos, sentimentos, ações e consequências e que tenhamos compreensão a respeito de nós mesmos e do outro, em totalidade. Que por fim, a gente consiga aprender que os encontros são feitos para a troca e que nem todo contato é encontro, porque se não há troca, não há encontro. Que saibamos que a beleza está no coração de quem sente e que enxergar é diferente de perceber, por isso, importante mesmo é como eu percebo. Sou senhor dos meus caminhos, estejamos juntos ou esteja eu sozinho. Nossos encontros são flores que brotam na nossa jornada, que regamos a cada palavra trocada, risada dada, carinho estendido. Sou eu e sou você, sou com, sou para e juntos, somos além. 


Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Das hipocrisias


A pessoa reclama da política, da violência, da miséria, mas, mente, fala mal das pessoas, se envolve por dinheiro, paga por facilidades, compra drogas, estaciona na vaga de deficiente, foge do carro que bateu...enfim! Hipocrisia pra quê? Quem tem amor no coração cuida de si, cuidar da própria existência demanda atenção demais. Se eu cuido de mim, para que as minhas ações tenham sempre consequências nutritivas, eu faço o bem, tudo afeta tudo. A política, a violência, a miséria é de cada um de nós, constituintes desse todo que é o universo. Enquanto o sujeito não for capaz de olhar para si e transformar em si e para si, não conseguirá ser com o outro de forma plena e saudável. É preciso antes, assumir a responsabilidade pela própria existência, de suas capacidades, de suas consequências. Assumir-se responsável, é chave para a liberdade. Quem ama compreende a existência em cada totalidade e a unicidade do todo maior. Em um universo onde tudo é um todo, tudo afeta tudo e tudo muda o tempo todo, sou eu e sou o outro a todo momento. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Protagonista do todo


A dor paralisa. Congela qualquer sabedoria a respeito da v[ida]. Dor é não, é tom de fim, é alastro lapso, mas, só para aqueles que vivem raso. Dor é antes, sinal de vida. É sinal de alerta, é onde a necessidade se manifesta. A dor que a gente sente, é sentido, é riso avesso, que de tempos em tempos, o vento traz para lembrar que, todo segundo, é tempo de transformar. A sabedoria está no reconhecimento das autocapacidades e na apropriação da responsabilidade sobre a própria vida. A cada passo, desfaço nós descompassados. O rítmo da vida, quem dita, é quem protagoniza. Dessa, sou bailarina. Hoje, cheia de dor, sambo leve e tímida, ins[piro] a graça que, sempre desconhecida, é calmaria, ex[piro] o medo que em meio ao vento, voa... Não há força que paralise a graça desse todo que é tudo e sou eu, todo e com-tudo. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Da percepção

Às vezes não tem mais nada a ver. E não faz mal. Porque acabou, não quer dizer que não deu certo. Nada dá errado, é tudo uma questão de percepção. O que acontece é que nem sempre e eu ousaria em dizer que, normalmente, as coisas não saem bem como o esperado. O tempo é do tempo, a impermanência é lei, por isso, tudo muda o tempo todo. Os gostos, os desgostos, as vontades, as necessidades, mudam, pra que a gente não perca o ritmo, pra que a gente nunca pare. Tudo o que acontece, fica. A nossa história se dá por todas as idas e vindas. É o vento que a todo momento, traz um ponto complemento, que ora fim, ora início, nos coloca reticente. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Falta de si, para si


A falta de compromisso começa do ser humano consigo mesmo. O caminho da busca pela transformação necessária, é um caminho que se perde na primeira dificuldade e a primeira dificuldade é olhar para si. Espero que o outro me alerte sobre os meus comportamentos, espero que o outro me diga por onde seguir, quando e porque. Tomo uma iniciativa por impulsos introjetados, ajo pela percepção do outro e me desaproprio cada vez mais da minha existência. Coloco fora de mim a responsabilidade pela qualidade de vida que levo, me expresso esperando retorno, vivo a espera da reciprocidade, fantasiosa necessidade de que o que faço para fora de mim, volte para mim no mesmo formato. Falta compreender que a satisfação da própria necessidade, está na minha ação e não na resposta do outro. Falta compreender a particularidade, a singularidade da existência de cada um. Falta ainda, aprender a nutrir-se de suas próprias ações e se orgulhar da própria capacidade de ser e estar em si e com os outros, num movimento em prol da própria satisfação, da própria felicidade.
Taynã Lizárraga Carvalho

Da vontade, da vaidade.

E independente da vontade que se tenha, o que acontece, legitima a necessidade. A vontade é então, pura vaidade. Dos sopros que dei ao universo, alguns chegaram a tocar corações perdidos por aí, outros não. Eu não sei então. E não saber, deixa de ser uma questão, é simplesmente o passo que manifesta o acaso. Para ser acaso, é preciso ser passo a passo. Deixo, portanto, estar, lido com o que há, aqui, nesse momento, nesse lugar. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Mente e coração em união

É tão somente quando mente e coração se conectam, que as nossas ações são nutritivas, à nós mesmos e ao outro.
Taynã Lizárraga Carvalho 

De tudo o que não morre

De tudo o que vivemos, ficarão histórias para contar. A vida passa e os apegos que colorem as vistas, logo, acabarão. Restarão os sorrisos frouxos, os abraços que demoram a sair do corpo, o cheiro, o gosto do beijo, os apelidos tolos, as zoações sem fim, que demonstram as afinidades afins...a intimidade, que, passa tempo, vêm os ventos, estarão ainda, no lugar onde nada morre, na memória. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Decide


Ou abraça, ou desencosta. Ou beija, ou afasta o rosto de uma vez. As opções são, sim ou não. Ou deixa sentir, ou amarra o coração. Doa ou deixa doer. A verdade é que são infindas possibilidades, só que, o tempo é agora e o que não for, perderá a hora. É preciso coragem para decidir. Meio termo cansa. Aí eu digo, ou toca, ou não toca. 

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dos aprendizados


Contudo, aprendi que importante mesmo é doar sem doer, é estar presente, é ser mesmo que instante, pleno o bastante para se fazer reticente. Importante é ser o outro e compreender que nenhum o será. Ser só é ser inteiro e ser junto é ser além. Aprendi caminhando, que a busca é eterna e o tempo é infindo, que de tudo o que há, tudo é possibilidade e será. Para cada fim, um recomeço, para todo não, um sim do avesso. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Do meu canto

E eu cantaria para te encantar, se canto fosse o meu encanto, só que de tanto pranto, perdi o encanto, que agora surdo, implora por encontrar, de canto em canto, sem espanto, aquele que de todo encanto, meu, se fez encantar. E eu ainda cantaria, um tanto de alegria, que de cor em cor, coloriria e você riria, do meu tonto canto, que hoje é seu, mas, porque é vezes pranto, saberia, um canto, qualquer encanto, que tanto é um dia, um dia também acabaria, sem pranto e sem espanto, eu, você, sobreviveria. E tudo isso porque boba e boa é como eu levo a vida, não ligo para o que pareceria, se eu por algum motivo, resolvesse que você seria, não para toda a vida, mas para todo o momento e meu coração, que você ocuparia. 


domingo, 10 de agosto de 2014

Ser que se nutre só


O ser humano é autonutritivo. Que possamos nos apegar às nossas capacidades de autosuporte, autocontrole e autonutrição para seguirmos fluindo pelos nossos caminhos. Que lembremos sempre, que todo o movimento que fazemos para fora da gente, retornará para gente, este é o fim de toda ação. Tudo está na percepção, a partir dela é que podemos elaborar nossas ações, o que se cria em pensamento e o que se sente, é que dará formato a ação e a consequência de cada ato, a cada um pertence. Sendo assim, que usemos da nossa percepção a nosso favor, que nos apropriemos, cada um, de sua própria existência, para que tenhamos a qualidade de vida que queremos. Como percebermos, é que será. Portanto, o amor que se sente, é nutriente de quem sente, a vontade, o desejo, a necessidade, da mesma forma pertencem, a quem de fato sente. E se nos esbarrarmos em sintonia, e as nossas vontades forem de nos fazermos presentes, um ao outro, que saibamos viver o presente. 


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Do fluir


Sobre tudo o que há, que a gente aprenda a deixar que as coisas sejam. Que seja amor, que seja dor, que seja calor, que faça frio, que haja desejo, que se sinta, que haja dúvida e que se permita. Com tudo o que há, que a gente saiba amar, que a gente lembre, que o amor que sai de dentro da gente, é amor que retorna pra gente. Que de toda maneira, a gente seja certeiro nas incertezas, riscos que nos brilhem o riso, que sigamos em frente, de presente em presente, sejamos os próprios presentes.  

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sê de si, sê pleno em si


Em um mundo de imposições, a autenticidade virou artigo de luxo. Existe padrão para tudo e assim seguimos, condicionados. A grande questão está na desapropriação que se dá a cada passo em busca do imediato. Em tempos de interesses rasos, prazeres instantâneos, vive-se pelas beiradas. É mais fácil seguir a estrada já traçada, desviar de obstáculos conhecidos a criar o próprio rumo. É tempo de evitação, esquiva-se do que exige movimento, acomoda-se à inércia, enterra-se no dado padrão. Espelha-se na experiência do outro, adapta-se à gostos e desgostos, mina sua própria criação. Nesse tempo, o valor se perdeu, não reconhece seu próprio eu, sente vazio e se preenche com aquilo que pré-ocupa, se engana na falsa sensação, que espaço cheio é contrário de solidão. Vive só e não sabe, porque não se conhece, não se reconhece, não é de si, não é para si. Pobre sujeito alienado, põe a graça de si, nas mãos de outro desapropriado, esquece do fato, que nessa vida a gente nasce só e só a gente se despede, o entre, que é o estar vivo, a cada um pertence, se não faz por si, será sujeito carente. 
Taynã Lizárraga Carvalho
Bom dia!!!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Valor que é abrigo da gente


O valor de qualquer coisa está na forma com que a gente enxerga. A gente é quem cria os adjetivos da vida e de tudo que nos cerca. A gente transforma qualquer fala em figura, sentimento em novela, dúvida em tragédia e por aí vai. A cabeça não quieta, a necessidade de dar forma, nome, valor para as coisas, nos consome minando a naturalidade dos fatos. Nada é e simplesmente é...ou quase nada. A gente cria necessidades ao invés de aceitar as que surgem por si só, as que legitimamente se manifestam, porque a gente sempre quer aquilo que não tem. A gente tem pressa, desespera, cega, só enxerga de olhos fechados a realidade que ninguém vê, realidade sua, construída crua, num pedaço de papel. A gente muitas vezes, vive num quadrado de papel. A gente não se estende muito nem nas palavras, nem nos relacionamentos... A gente chora calado, grita calado e fala gritando, ninguém escuta. A vida pede que a gente se mostre, que a gente sinta e perceba e se manifeste, que a gente aceite a nossa verdade e construa a nossa felicidade, passo a passo, às vezes de pés descalços, em solo quente. A vida só pede que a gente seja a gente e aí ela se faz. Aprendi a abrir os olhos e mirar em frente, acreditar que nada é menos importante e que tudo é incoerente, aprendi a buscar o que me falta no seio, nas verdades que leio, não com os olhos, mas, com o coração. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Sobre certas saudades

E a saudade que a gente sente, é o coração dizendo pra gente que quando a gente tá presente, o que a gente sente, a gente leva com a gente. Passa tempo, passa gente e tem gente que fica, vira lembrança, vira saudade...é gente que desperta vontade, de ser com, de ser riso, gente que vem e transcende o conhecido. Dessa gente eu levo todo o brilho que ilumina e incita a gente ao desconhecido. <3
Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Desses que são a própria solidão


De tanto que já doeu o coração, vivem de não em não, instantes fartos. Beijos rasos que afagam escondida solidão, corpos que se conectam, mas, não se encontram no grande vão. Olhares que vazios, deslizam perdidos pelos corpos que inibem a sensação. Colorem a superfície e engolem escuridão. Em dias de "pegação", pega-se tudo o que instantaneamente engana a razão. De fraco se faz farto e cresce o próprio vão. Ainda insatisfeito, alimenta a solidão. Tolo sujeito que se faz pioneiro da própria escuridão. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

E sigo e só

Se eu vivesse de deverias ou poderias, me queixaria incansavelmente de tudo o que nesse passo, não foi. Hoje, aqui, em meio caminho andado, poderia lamuriar os não feitos, assumindo alguma responsabilidade pela falta, mas, por todo caminho que me falta, me apego à oportunidade que cada novo segundo exala. Deixo que descansem as insatisfações para pontuar cada novo passo e seguir descansado, no ritmo dado pela necessidade de cada momento exato. Ando e não volto o passo. 
Taynã Lizárraga Carvalho

domingo, 20 de julho de 2014

Dos "pra quês" dessa vida

Tudo tem um pra quê e a vida se encarrega de mostrar no tempo em que as coisas são, a função de tudo o que acontece. É mais uma vez tempo de repensar as prioridades, reconhecer as necessidades, legitima-las e com os pés no chão, fazer por si o que ninguém fará. Encher a barriga não nutre, quantidade não representa qualidade e as respostas para a vida não estão em coisas, lugares ou outras pessoas. Cada um tem em si a resposta para o que lhe falta e a capacidade de se movimentar em direção às próprias satisfações. É hora de reposicionar, dizer adeus ao que não cabe mais e acolher o novo que se mostra. Ignora a cor, forma ou sabor, para descobrir o valor de tudo o que é, aqui-e-agora. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Do riso

E que a gente aprenda a sorrir devagar, devagar o sorriso dura mais tempo. E que o tempo não dite o ritmo, que sejamos reticentes e presentes nas linhas do riso. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sê de si

Que cada um cuide de seus próprios nós, seus laços e manuseie suas pontas. O outro não é fuga para o amor ou descanso para a covardia. Sê coragem, faz com que o coração aja em prol de sua própria fantasia. Se é dor, constrói a cura. Sê de si, própria experiência que cria. Sê vida, nua e pura, sê de si, senhor, eterna moradia. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

De outras razões

O outro sempre terá razões desconhecidas. Não há pra quê entende-las. Compreender a existência em si, com todas as suas complexidades, tendo clara a consciência de que o outro também é você, é que te torna capaz de ser [con]vivente.  
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 8 de julho de 2014

Vida - caminho só de ida


A vida é um passo sem volta. Cada segundo é recomeço do enredo ao qual você veio ilustrar. Não há pressa que leve ou calma que esquece, a vida é feita de pontos que seguem, é preciso pontuar. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 7 de julho de 2014

De beats em beats no tic tac do coração

Abençoa e voa. O que é pra ser, vigora, sem hora, sem pressa. Deixa que o vento que é caos, é tal, mesmo, que conserta. Vento que traz é vento que leva. Se apropria de si, que tempo e espaço se abraçam, num mesmo compasso. Dê os passos, todos, esquece a direção, rema adiante, no ritmo do coração. De beats em beats traça a vida, que é embalo constante, a todo instante, do que foi, é e em diante. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Autonutrição

Me atrevo a dizer, que o mal está no tempo que a gente demora a entender, que o amor que a gente sente, é o amor que alimenta a gente. Amor que sai de si, é amor que volta em si. De todas as voltas, esse, é o único que retorna. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 1 de julho de 2014

Do que já foi

É porque eu conheço o afago, que de quando em quando, me embaraço com os retratos, tratados entrelaços que lá foram nó e quente e calmo, tanto abraço, pés descalços, horizontes, crus, que em dividida superfície descansavam, sonhos, pontos e alimentavam um conto, esse, que num futuro longo, tonto, acalmaria o pranto, de frio e só, pé sem nó, puro sono, longe e hoje, estreito sonho. 

Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Do que foi, é e será

E antes que fosse, bastava ser. Mesmo que nada fosse, o que seria, bastaria em si. Um dia de cada vez que fosse, um tom de dia após dia, de calmaria, de cinza que coloria o que branco seria, se fosse. E que se tornasse um pouco de tinta, entornasse vida, num pouco de branco desses dias, que vezes brancos, suaves tornariam, uma vida de tom, que sobre tom, passaria...com toque de cor, toque de sou, palpável sabor do que sempre foi, antes de ser, qualquer vida, que seja, ou que seria, que de simples vida, me pinta e ainda que não fosse ou antes de ser, pintaria. 

domingo, 29 de junho de 2014

Engano


Estar junto não significa estar perto e acolher não é dar razão. Ser com o outro é bem mais que utilizar do outro para preencher o coração, ou qualquer outro próprio vão. Ser com o outro é antes ser em si, é ser inteiro e pleno para expandir. Se de si te falta, ser além é ameaça. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Desse tempo...


Há um tempo em que a vida é tomada por ventanias, tornados, impulsos fortes que nos mudam de direção. A escolha fica implícita pela falta de opção, o que se tem a fazer, é acolher o tormento, que de tempos em tempos, vem para dar alguma direção. Quando não se sabe a que veio, cuida do que estala o peito e acelera o coração. Quando se trata de vida, o que resta é estar vivo, é exclamar qualquer missão. Esse é um tempo que mostra, que todo vazio é mar de opção, que estar só não é estar sozinho e que é mais feliz quem se guia e guarda pelo próprio coração. Antes rodeado de si mesmo, que de tamanhas imposições. Desse tempo, guardo o retrato, que ser só e sem nó, não é fardo, é inteireza, é plena capacidade de ser, o que quer que seja, hoje e sempre, certeiro de si na reticente incerteza. 
Taynã Lizárraga Carvalho

sábado, 14 de junho de 2014

Devaneio


E que doa doce, o que vai e o que chega, que seja leve o sacode que pede, que se entregue, que perdure, sólido, cada passo calcado, em uma verdade que grita, silenciosamente, um dito não, que vezes choroso, é singela declaração, que ora calma, pasma a leve sensação, de que é, que está, num único momento, aqui e agora, nesse mesmo lugar, em si. 
Taynã Lizárraga Carvalho

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Assim seja


Desejo que sejamos sinceros, mesmo quando doa o coração. Que nenhuma dor seja capaz de apagar a alegria de estar vivo. Que o sol sempre esteja presente para aquecer nossos corações e que nenhuma sombra cresça sobre a sua luz. Que saibamos acolher as diferenças a fim de agregar à nossa trajetória e que sigamos firmes nos passos escolhidos. Desejo que tenhamos relações de admiração mesmo quando não houver amor, que a beleza esteja no coração de quem sente e nossos sorrisos sejam combustíveis de busca, sempre busca pela alegria. Que quando estivermos cansados, saibamos usar o amor para recomeçar e que sejamos eternos recomeços. Desejo acima de tudo, que não desistamos, que sejamos vida e amor apesar de todos os pesares do caminho. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Sobre o amor


Com o tempo a gente aprende que para amar, não precisa ser amado. Que "eu te amo" não significa casamento e que beijos não são contratos. A gente aprende que carinho e amor não são sinônimos e que porque chegou ao fim, não foi porque não deu certo, deu certo sim, pelo tempo que durou. Enfim, a gente aprende que de nada adianta esperar pelo príncipe encantado, porque o que virá não será encantado,mas, em algum momento, será o príncipe sonhado. O amor não tem forma, cor ou sabor conhecido, tempo de validade ou manual de instrução. Amor é o que o corpo sente, amor consegue andar com a razão. Paixão desconcerta, amor resguarda. A gente aprende com o tempo, que amor vem do peito da gente e é nutriente. O amor tem a cara da gente, é o caminho que leva o nosso coração pra fora da gente. Mas porque é amor, sempre volta pra dentro da gente. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 10 de junho de 2014

Das idas.


O desafio está em passar por cada porta, fechar e não querer voltar. Sabe-se que o caminho é tal, quando abandona a vontade de retornar ao conhecido e segue rumo ao horizonte guiado por uma única luz, si próprio. Confia a que veio e vai, faz da bagagem combustível, trata a sola do pé porque ninguém disse que é confortável o caminho da fé. Acredita porque é vida, pura e intensa vida, v-ida! Não tem volta. 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

De cada encontro, o compartilhar


Qual seria a graça da vida se não tivéssemos com quem compartilhar, sejam as alegrias, os prazeres, as angústias ou as dores? Me pergunto com certa frequência, se esse não será o propósito dos encontros, o compartilhar. Não importa de fato o tempo, mas, a intensidade do momento vivido, da experiência, que eternizará em cada um dos "encontrados", de forma única, dado momento. A vida naturalmente nos coloca de frente com situações, pessoas, lugares, que exigem movimento para fora de nós mesmos, seja para trocar algumas palavras, usufruir de um produto, experienciar uma sensação, o movimento é sempre para fora de si, que por sua vez, trará um retorno para dentro, onde é dada a forma daquilo que se percebeu e a partir dali, todo aquele processo de sentir o que foi percebido e então, passamos a nos comportar. No ato de compartilhar, está também o confirmar da nossa existência, é quando torna-se possível e claro o perceber de si e do outro como seres únicos e singulares. Só então, acontece a tão valiosa troca. Existências que se encontram a fim de transcender a vida "solo". <3
Taynã Lizárraga Carvalho

domingo, 8 de junho de 2014

Sou instantes

Visto-me de momentos. De tempos em tempos aquela roupa não serve mais. Tudo tem morada certa. Desabrigo o peito e tudo corre para o lugar onde deve estar. Se é passado, veste-se de lembrança, se é presente, faz-se vivo e o que não é, desconhecido, é para onde miro, além, fruto do que foi aprendido. Instante[mente] crio e me crio, sou o que o corpo pede e sou também abrigo. Ora laço, entrelaço, ora nó, desfaço. Sou tanto e sou nada, sou eira, beira e estrada. Sou segundo e sou eternidade, sou o que for, na medida da minha vontade. 
Taynã Lizárraga Carvalho

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Dos desejos


A gente deseja pra sair da mesma. Dá um mergulho na poesia para pintar a vida, de coloridos sonhos que nos mantém risonhos. A gente deseja para brincar com a incerteza, sabendo que ela é a nossa única certeza. Há na fantasia, uma única alegria, de ser guiado por um barbante, com pés flutuantes, num céu de gigantes sonhos. A gente pisa nas nuvens pra sentir macio e vivo o gosto de estar dormindo, acordado. A gente deseja para enfeitar a valsa, para encontrar a graça, mesmo que venha [de-s]graça, sem nada. Quando a gente sente, que falta o chão presente, que o desejo tá fora do papel, a gente corta o barbante e se despede do céu. Volta suave, descansado e renovado e adocica a vida, com toda a graça colhida. A gente ignora a ordem e segue assim.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 2 de junho de 2014

E de repente, nada...


E de repente, nada. Várias voltas e um único lugar alcançado. Melhor voltar para dentro de mim mesma. Dessa escuridão eu manjo. Você, eu passo. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Do que sou...


Sou de tempos em tempos um grande vão. Sou vazio e profundo, mudo. De tempos em tempos sou também reviravolta, sou discórdia, grito, sou maré alta e atrito. Sou por toda a vida, um mix de tudo o que há, eu existo. Sou ora vão e não deixo de ser imensidão, sou vezes fraca, que é para acordar para a batalha. Sou calor e gelo, sou força e medo, medo de não ser mais. Sou amor e sou dor, sou vezes guerra, mas, sempre em paz. Sou eu e também sou você, sou o que mostro e o que ninguém vê. Sou para sempre, ontem, hoje, de repente, sou corrente, reticente. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Um apelo ao desuso do amor...


Aqui jaz incontáveis corações partidos, que um dia amaram e se sentiram traídos. Aqui moram desilusões reais, que por amarem demais, se perderam de tais, mesmas. Vivem aqui os mais diversos medos, que de tanto sonharem, na fantasia se perderam. Aqui festejam muitos passados, que vivem encostados em futuros desapropriados. Aqui não há registro de nenhum fundo do coração, pois, não há corajosos que se permitam mergulhar na imensidão. Jaz aqui, um povo feito de amores excluidos do peito. Há a fantasia da razão, daqueles que esperaram amor de onde ele não nasce não. Eu ouso em dizer, que aqui é morada da confusão, daqueles que não aprenderam que o amor brota é do próprio coração. Deixo então, meus sinceros sentimentos àqueles que cegamente, escolheram ocultar suas próprias nascentes. Esclareço-lhes também, que a função do amor é amar. Desejo-lhes força para abandonar a falsa necessidade de retribuição, reciprocidade. Quando se fala sobre o amor, trata-se da sua verdade, espontânea liberdade, sua nata e vasta possibilidade, de que é e ser, já basta. A gente ama que é para alimentar o próprio coração, a própria alma da mais pura bondade. Amor não é apego, não é amigo do medo, amor é conforto no peito, é vida que exala, é de dentro para fora. Deixo aqui então, meu apelo, de que sejamos cada um em si, amor por inteiro e que num minuto de silêncio, sopremos nossas dores, nossos medos, que abracemos a nós mesmos e sejamos justos em nos permitir, ser amor, a partir de hoje, reticente amor. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 27 de maio de 2014

Dos insights


E você se dá conta que não é de repente que os estalos acontecem. A gente está naturalmente inserido num fluxo e toda a busca feita durante os percursos, tende a virar estalo em algum momento. É quando você se reconhece com propriedade em cada papel que desempenha. Acolhe a realidade que se mostra e deixa descansar a razão. Compreende que é no vir-a-ser que a consciência toma forma e você se coloca devidamente em cada lugar de ser no mundo, ser com o mundo e ser para o mundo.Percebe a singularidade da existência, se vê senhor criador da sua própria existência e aí consegue enxergar com clareza as possibilidades de transformação. Descobre que as dificuldades nada mais são que impulsos que nos direcionam para a mudança, então, apropria-se do desespero, da angústia, para conquistar a mudança. Aprende a conviver com as emoções porque percebe que é a partir delas que surge a necessidade de transformar. Também aprende que não há necessidade de retorno à todo movimento que se faz para fora de si, mas, que é no deixar fluir da nossa emoção, que flui a emoção do outro. Nesse processo, torna-se íntimo das suas questões e descobre que muitas vezes, o outro, aparece como um espelho, que nos coloca de frente com tudo aquilo que é de fato nosso e que traz certo desconforto, assim, busca-se um caminho de volta para si mesmo e desfaz da necessidade de doar responsabilidades e julgar o próximo. É aí que você se vê inteiramente presente na sua existência e consegue enxergar a graça de ser senhor de si mesmo. A resposta de tudo o que você busca, está dentro de você e o caminho voltado para dentro de si, é o caminho da construção. É essencial que de tempos em tempos, acolha o vazio que se mostra, lembrando sempre que, vazio é fim como vazio é começo. É sempre tempo de renascer.

domingo, 25 de maio de 2014

Mira que miro.

Na mira eu tenho o além. Contemplo o que vem, no ar, o vento que traz, a luz que se instala, que paira, que brilha a estrada. O que eu vejo, ninguém vê. 
Taynã Lizárraga Carvalho

domingo, 18 de maio de 2014

A confusão, eu salvo.

Salvo a confusão, que é parte da cri[ação], engano que mexe a gente, que dá sentido ao passo que é dado a frente. Salvo porque ali desfaço, faço, num movimento constante de desembaraços. Laços falhos se desatam e é sempre tempo de abandonar os rastros. Con-fusão que entrega a gente ao sempre incerto presente que é presente. Desorganiza pra não ser tédio. A ordem é o mistério. Nesse mar de fusão eu fico com, fico entregue, sou então e sou entre e às vezes nada. Sou possibilidade sem hora exata. Sou sendo, sou indo, percebendo e sentindo. Sou abrigo de tudo o que há, assim como o ar, com filtro. Sou de toda con-fusão, a busca pelo sentido, que é tido sentir. 
Taynã Lizárraga Carvalho

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Nós somos o mundo

Porque de tudo o que é feito, a única garantia é a consequência. Tudo pode. Somos livres, a liberdade é condição nata, somos condenados à liberdade. Condenados porque não há liberdade sem responsabilidade, não há liberdade sem consequência. Em um universo no qual tudo é um todo e tudo afeta tudo, somos, cada um, em sua própria existência, constituintes do todo, participantes ativos do todo que é construído. A liberdade de escolha é condição saudável de existência, se soubermos utiliza-la com responsabilidade. A responsabilidade a respeito dos nossos atos, é que nos garante a evolução e é esse interminável processo de evolução de cada um, de todos, em novos todos, que dá forma ao mundo. Nós somos o mundo.
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 13 de maio de 2014

De repente, plim!

Um dia qualquer, não se pergunte por quê. Mas, um olhar, uma conversa, um toque...o cheiro, o gosto...tudo faz sentido, é sentido. Todas as negações são compreendidas ao passo que a aceitação, única no peito de quem sente, toma conta. Nega o que não toca, usa o vazio, desvia do que vê. Tece sorrisos, descansa o juízo, aposenta o que se diz por dizer. Navega sem rumo, sem plano, sem eira nem beira, rema com a incerteza que leva pra lá, pra ali, pro além...que segue o caminho que se fez sozinho, num dado momento, num encontro que já era, antes de ser. De mãos dadas com o desconhecido, tira a fantasia, se coloca de cabeça erguida, se faz protagonista do que se cria. Deixa acelerar o coração, desenha na face o gosto daquilo que veio, que veio só, enroscou de jeito, que de toda a imensidão, pousou no peito, o seu.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Incerto e constante...

Não fosse pela incerteza, não conheceria o valor de ser, vez ou outra, certeira. Nos passos dados aliados ao coração, de vão em vão, fiz-me vasta, plena de possibilidades que um dia serão. Incertamente, mas, constantemente, sigo em frente e avante, embora às vezes flutuante, é que eu só preciso de um pouco de emoção, às vezes pouco, às vezes pura emoção. É de não saber, que eu ins[piro] a alma, alimento a calma e respiro vão, tão são. 
Taynã Lizárraga Carvalho

domingo, 11 de maio de 2014

Dos incômodos

Quando uma situação incomoda, a melhor forma de superar o incômodo, é vivenciá-lo. Quando nos colocamos presentes, parte e todo da situação, nos apropriamos dos sentimentos que surgem e só assim podemos transformá-los. O incômodo, a angústia, são alimentos fundamentais para o processo de mundança. Se soubermos enxergar e acolher a função dos des-confortos, maior será o nosso movimento em busca de satisfação e consequentemente mais satisfeitos seremos. Des-conforto, tirar o conforto é essencial para que estejamos sempre girando. Vida é movimento.
Taynã Lizárraga Carvalho