E antes que fosse, bastava ser. Mesmo que nada fosse, o que seria, bastaria em si. Um dia de cada vez que fosse, um tom de dia após dia, de calmaria, de cinza que coloria o que branco seria, se fosse. E que se tornasse um pouco de tinta, entornasse vida, num pouco de branco desses dias, que vezes brancos, suaves tornariam, uma vida de tom, que sobre tom, passaria...com toque de cor, toque de sou, palpável sabor do que sempre foi, antes de ser, qualquer vida, que seja, ou que seria, que de simples vida, me pinta e ainda que não fosse ou antes de ser, pintaria.
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
Engano
Estar junto não significa estar perto e acolher não é dar razão. Ser com o outro é bem mais que utilizar do outro para preencher o coração, ou qualquer outro próprio vão. Ser com o outro é antes ser em si, é ser inteiro e pleno para expandir. Se de si te falta, ser além é ameaça.
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Desse tempo...
Há um tempo em que a vida é tomada por ventanias, tornados, impulsos fortes que nos mudam de direção. A escolha fica implícita pela falta de opção, o que se tem a fazer, é acolher o tormento, que de tempos em tempos, vem para dar alguma direção. Quando não se sabe a que veio, cuida do que estala o peito e acelera o coração. Quando se trata de vida, o que resta é estar vivo, é exclamar qualquer missão. Esse é um tempo que mostra, que todo vazio é mar de opção, que estar só não é estar sozinho e que é mais feliz quem se guia e guarda pelo próprio coração. Antes rodeado de si mesmo, que de tamanhas imposições. Desse tempo, guardo o retrato, que ser só e sem nó, não é fardo, é inteireza, é plena capacidade de ser, o que quer que seja, hoje e sempre, certeiro de si na reticente incerteza.
Taynã Lizárraga Carvalho
sábado, 14 de junho de 2014
Devaneio
E que doa doce, o que vai e o que chega, que seja leve o sacode que pede, que se entregue, que perdure, sólido, cada passo calcado, em uma verdade que grita, silenciosamente, um dito não, que vezes choroso, é singela declaração, que ora calma, pasma a leve sensação, de que é, que está, num único momento, aqui e agora, nesse mesmo lugar, em si.
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Assim seja
Desejo que sejamos sinceros, mesmo quando doa o coração. Que nenhuma dor seja capaz de apagar a alegria de estar vivo. Que o sol sempre esteja presente para aquecer nossos corações e que nenhuma sombra cresça sobre a sua luz. Que saibamos acolher as diferenças a fim de agregar à nossa trajetória e que sigamos firmes nos passos escolhidos. Desejo que tenhamos relações de admiração mesmo quando não houver amor, que a beleza esteja no coração de quem sente e nossos sorrisos sejam combustíveis de busca, sempre busca pela alegria. Que quando estivermos cansados, saibamos usar o amor para recomeçar e que sejamos eternos recomeços. Desejo acima de tudo, que não desistamos, que sejamos vida e amor apesar de todos os pesares do caminho.
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 11 de junho de 2014
Sobre o amor
Com o tempo a gente aprende que para amar, não precisa ser amado. Que "eu te amo" não significa casamento e que beijos não são contratos. A gente aprende que carinho e amor não são sinônimos e que porque chegou ao fim, não foi porque não deu certo, deu certo sim, pelo tempo que durou. Enfim, a gente aprende que de nada adianta esperar pelo príncipe encantado, porque o que virá não será encantado,mas, em algum momento, será o príncipe sonhado. O amor não tem forma, cor ou sabor conhecido, tempo de validade ou manual de instrução. Amor é o que o corpo sente, amor consegue andar com a razão. Paixão desconcerta, amor resguarda. A gente aprende com o tempo, que amor vem do peito da gente e é nutriente. O amor tem a cara da gente, é o caminho que leva o nosso coração pra fora da gente. Mas porque é amor, sempre volta pra dentro da gente.
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 10 de junho de 2014
Das idas.
O desafio está em passar por cada porta, fechar e não querer voltar. Sabe-se que o caminho é tal, quando abandona a vontade de retornar ao conhecido e segue rumo ao horizonte guiado por uma única luz, si próprio. Confia a que veio e vai, faz da bagagem combustível, trata a sola do pé porque ninguém disse que é confortável o caminho da fé. Acredita porque é vida, pura e intensa vida, v-ida! Não tem volta.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
De cada encontro, o compartilhar
Qual seria a graça da vida se não tivéssemos com quem compartilhar, sejam as alegrias, os prazeres, as angústias ou as dores? Me pergunto com certa frequência, se esse não será o propósito dos encontros, o compartilhar. Não importa de fato o tempo, mas, a intensidade do momento vivido, da experiência, que eternizará em cada um dos "encontrados", de forma única, dado momento. A vida naturalmente nos coloca de frente com situações, pessoas, lugares, que exigem movimento para fora de nós mesmos, seja para trocar algumas palavras, usufruir de um produto, experienciar uma sensação, o movimento é sempre para fora de si, que por sua vez, trará um retorno para dentro, onde é dada a forma daquilo que se percebeu e a partir dali, todo aquele processo de sentir o que foi percebido e então, passamos a nos comportar. No ato de compartilhar, está também o confirmar da nossa existência, é quando torna-se possível e claro o perceber de si e do outro como seres únicos e singulares. Só então, acontece a tão valiosa troca. Existências que se encontram a fim de transcender a vida "solo". <3
Taynã Lizárraga Carvalho
domingo, 8 de junho de 2014
Sou instantes
Visto-me de momentos. De tempos em tempos aquela roupa não serve mais. Tudo tem morada certa. Desabrigo o peito e tudo corre para o lugar onde deve estar. Se é passado, veste-se de lembrança, se é presente, faz-se vivo e o que não é, desconhecido, é para onde miro, além, fruto do que foi aprendido. Instante[mente] crio e me crio, sou o que o corpo pede e sou também abrigo. Ora laço, entrelaço, ora nó, desfaço. Sou tanto e sou nada, sou eira, beira e estrada. Sou segundo e sou eternidade, sou o que for, na medida da minha vontade.
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Dos desejos
A gente deseja pra sair da mesma. Dá um mergulho na poesia para pintar a vida, de coloridos sonhos que nos mantém risonhos. A gente deseja para brincar com a incerteza, sabendo que ela é a nossa única certeza. Há na fantasia, uma única alegria, de ser guiado por um barbante, com pés flutuantes, num céu de gigantes sonhos. A gente pisa nas nuvens pra sentir macio e vivo o gosto de estar dormindo, acordado. A gente deseja para enfeitar a valsa, para encontrar a graça, mesmo que venha [de-s]graça, sem nada. Quando a gente sente, que falta o chão presente, que o desejo tá fora do papel, a gente corta o barbante e se despede do céu. Volta suave, descansado e renovado e adocica a vida, com toda a graça colhida. A gente ignora a ordem e segue assim.
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 2 de junho de 2014
E de repente, nada...
E de repente, nada. Várias voltas e um único lugar alcançado. Melhor voltar para dentro de mim mesma. Dessa escuridão eu manjo. Você, eu passo.
Taynã Lizárraga Carvalho
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