Quando as suas desculpas acabam e você tem que enfrentar a verdade. Você já não sabe mais porque não vai e não tem motivos pra ficar. Estende o discurso porque o silêncio é constrangedor, ou some no ar porque é mais fácil que enfrentar, que dizer, ou simplesmente calar e se deixar entender. Repete histórias porque quer, deixa o destino desenhar o caminho, não vai em frente, se deixa empurrar. Vive um texto cheio de vírgulas, não consegue colocar um ponto final, se prende ao passado e fica. Vai fazer o que com o que já foi? O tempo não pára.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
terça-feira, 27 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Com o tempo eu aprendi...
Com o tempo eu aprendi que o amor não vem de um lugar certo. Não há certeza, pensando em todas as variáveis que nos rodeiam. A gente nasce de um pai e uma mãe que não necessariamente vão representar esses respectivos papéis, aquele amigo de longa data pode se tornar sua maior decepção numa questão de segundos...aqueles segundos, nos quais tudo pode acontecer. O amor da sua vida não é aquele que esteve ao seu lado por vários anos, pode acontecer num plim inesperado. Aliás, quantas coisas acontecem em estalos inesperados?! Uma coisa que não muda, independente das variáveis, é que você é o único responsável pelo o que é, pelo o que sente, pelo o que pensa, pelo o que faz. Portanto, não espere amor, ame. Ame a si mesmo, reconheça suas necessidades e vá realiza-las. Não existe um único amor, são muitos amores, em muitas formas, em muitos lugares. Chorar pela falta, não preenche o vazio, gritar a solidão, não traz pra perto uma multidão, falar mal de alguém, não faz desse alguém uma pessoa melhor, cara feia não assusta, só faz ruga... e por aí vai. As respostas que você espera da vida, não estão em outras pessoas, outros lugares...elas residem dentro de você. É preciso olhar pra dentro para conseguir enxergar o que há do lado de fora. Primeiro, reconhece-se a imensidão do universo que é, para depois, viver na imensidão do universo que se mostra.
Taynã Lizárraga Carvalho
domingo, 25 de agosto de 2013
E assim segue...
E assim segue...os corpos cada vez mais insaciáveis, a cabeça incansavelmente festeira, as relações superficiais, os valores estremecidos, a verdade distorcida. É tempo onde nem o vazio consegue ser vazio, o valor está nas coisas, na aparência, aprecia-se o que se enxerga com os olhos. Os corações estão enrijecidos de tanta dor, dor criada por si mesmo, num descuido vago do próprio eu, onde o amor próprio se perdeu, fugiu. Olhos já não se olham, lábios não conversam, os abraços são frouxos...A vida é morna, porque meio termo é melhor que ser inteiro. Será? Tem sido assim. Falta coragem para ser, as pessoas se acomodaram em co-existir. Navega-se pelo raso, mergulhar é para poucos, é muita vaidade. Muitos aventureiros de aquário, poucos navegadores dispostos a se jogar na imensidão. A entrega custa muito caro, o orgulho...de correr o risco de não ser pra sempre, de rasgar o coração, de ganhar mais uma cicatriz. O medo está estampado na testa, por isso, tantos andam de olhos fechados. Cada vez mais castelos imaginários, florestas encantadas, os sonhos são vividos na fantasia, e a vida passa...e assim segue...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
sábado, 24 de agosto de 2013
E assim ela caminha...
Ela prefere reinventar. Ressignificar sentimentos, valores, transformar a percepção. Acolhe o sol de cada manhã e se lança na incansável busca pelos segundos eternos. Olha para frente, segue de mãos dadas com o acaso, acredita que tudo pode ser, se fizer ser. Assume a responsabilidade de ir e vir dentro e fora de si, da construção dos seus sentimentos e da sua verdade. Ela não é mais uma no universo, ela é um universo no mundo, disposta a caminhar, a conhecer, reconhecer, cada pedacinho de si. Sabe que nunca estará pronta, é reticente...
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Quando equilibra...
É no breve momento de estabilidade, no qual o choro se conforta e o sorriso se instala, que a consciência da existência toma forma. É sob uma linha tênue que o caminho se concretiza. O momento não é de força o bastante, nem de fragilidade que comove, o momento é do entre, nem lá nem cá. É preciso coragem para assumir qualquer decisão, as consequências são todas desconhecidas, o preparo que antecede o ato é quem dita, se essa passa ou fica. Fazer por si é a maior das conquistas, entrega à própria vida, onde ela nasce ou onde ela termina. Aqui, o medo dorme, o calor da decisão se transforma em paixão e aí, tudo pode...mesmo que em um lapso trovão entre emoção e razão, prevalece a sua verdade, que certamente ninguém vê, mas, o importante é levar consigo, o risco do perigo, a certeza de não ser invadido, o controle e descontrole que fazem de si, o seu próprio perigo, amigo, infinito.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 20 de agosto de 2013
A gente faz que...
A gente finge que não liga, aperta o coração e engole o sufoco do não. Faz que passa, faz que ultrapassa qualquer compreensão. Finge ter um plano, dois...que não tem medo, que realiza todos os desejos, mas, no fim... Que nem acredita, chora...se irrita, complica, deixa ser humano...contradiz ação e razão. Pensa que sim, faz que não. Diz que não e chora calado, o sim que da nó, engasga e impede o próximo passo. Anda parado, olha para os lados e não vê imensidão. Se perde na saída, no fim que não acredita, reconstrói a fé, não acredita, mas, finge...para que viva. Coleciona laços imaginários, tem incontáveis nós no peito, esconde borboletas no estômago e silencia a doce verdade que amarga a sua vontade de seguir, de deixar ser e se necessário, partir...de gritar o fim que é começo...finge que não é forte, mas sabe que é força. Num sono profundo, se despede da tristeza do fingir...deixa a aflição do não e parte para a realidade de mãos dadas com a razão. Finalmente é, não se faz, se permite ser...infinito.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Que seja e passe, mas, sem disfarce...
É importante que seja desconfortável, que esfrie a barriga, que estremeçam as pernas, que sumam as palavras e que o olhar congele. Não importa que seja breve, que perca a cor e o calor, que mude o gosto...Tem que chegar perto. Às vezes vem como quem não quer nada e mesmo que a gente saiba que quer e o que quer, a gente se deixa enganar, nisso, não há mentira, há charme, digno de quem quer conquistar. Não importa que tudo mude o tempo todo, importa que a gente assuma o nosso lugar, que seja ora aqui, ora ali, que não esteja mais aqui para estar lá, é preciso caminhar. Virar as costas não precisa magoar, deixe sem ressoar, passo firme, que faça o sentimento repousar, que não cause dor, que apenas perca o sabor...estenda os braços e dê um abraço, só desfaz o laço. Permita sentir, quando chega e quando for partir, preencha o coração, escreva essa página...deixa encantar o desencantar, que as linhas sejam tortas e que seja nosso, o trabalho de desentortar...Esteja presente, seja o presente e receba o presente do encontrar. Não fuja em linha reta e não corra sem direção, deixa que o coração palpita, ele avisa... seja firme, eternize...breves segundos, intensos sussurros, calores absurdos, carinhos reais, conversas sinceras...Dispensa o raso, não mergulhe no aquário, enfrente o mar, o transparente, se deixe afogar...aprenda a nadar, a remar, se mete na onda e vai...e se deixe ir, chegue, fique e não tenha medo de partir...com outra forma, outra cor, outro sabor... a gente ainda se esbarra por aí.
Taynã Lizárraga Carvalho
A seleção é natural
A vida cuida por si só, aproximam-se os que devem se aproximar e afastam-se os que devem se afastar, a seleção é natural. No balanço da vida, permanece o que é de verdade. A gente escolhe quem quer ter por perto, mas, definitivamente, são as atitudes que decidem quem fica. Mais uma vez... Palavras não preenchem o coração, estar do lado não é estar perto...abro mão dos sorrisos amarelos, dos ditos por dizer, dos olhares perdidos, dos beijos mudos e dos abraços frouxos. Pra reforçar... Ou toca, ou não toca.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Para todo fim, um começo.
Essa vida é um vai e vem sem fim. Quando você pensa que acabou, logo ali, um início se manifesta. A roda volta a girar e aquilo que ontem era assim, hoje é assado. Não importa o quanto você tente cultivar da mesma forma, cor, cheiro, sabor...muda e muda o tempo inteiro e num infinito movimento de chegadas, partidas e transformações. Não há fim para quem sabe acolher um re-começo, assim é feita a vida. Mais uma vez, um início se aproxima...a roda gira...não pára. É tempo de deixar girar, de silenciar e acolher. Quem silencia, presencia...a verdade no momento que é, a necessidade que chama e transformação que aponta.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
domingo, 4 de agosto de 2013
Talvez...nada.
Pode doer, mas, que seja por uma verdade. Chorar o talvez não esvazia o coração, mastigar a incerteza não melhora a digestão do que poderia ter sido e não foi, do "se"... Como pode ser morno quando se trata de coração? Do que vale uma meia paixão? Aquele papo de "quero, mas, não faço questão"... Melhor que seja não, convicto, que talvez subentendido. Que seja claro, que seja raro...que doa doce, só pelo fato de saber, que não é drama, não é confuso, não é escuro. Quando a dor é doce, doce passa.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
...
Acontece numa questão de minutos, breves minutos. Você enxerga o filme da sua vida. Se vê tão vulnerável e impotente...se recolhe à sua incapacidade. Todas aquelas reclamações que você costuma fazer diariamente, vão por água abaixo...deslizam num rio que flui...e você vê que flui com tanta facilidade...é fácil lidar com as próprias questões...difícil é se ver em risco, colocado por um terceiro que não sabe nada da sua vida, que tem como único e exclusivo interesse o que você tem de bem material. Mais uma vez... os bens materiais...Você passa uma vida trabalhando, juntando dinheiro, tranqueiras...pra que mesmo? A sua vida está por um triz. Um segundo é suficiente pra acabar com o que você construiu sem matéria...acabar com a sua própria matéria, ferramenta que te permite conseguir tudo aquilo que vc tem...Olha como as coisas são. O valor está em cada segundo de vida, cada suspiro...Qual é a necessidade de acumular coisas? Quanto mais você tem, menos você é... Dá pra entender? Que a gente gaste nosso tempo adquirindo conhecimento, experiências, amigos, amores...Que o nosso dinheiro alimente nossos sonhos e nos ajude a crescer como seres humanos, não como status da sociedade...Que nos proporcionemos descobrir lugares, sentimentos, pessoas, sabores...e deixemos de lado o exagero do luxo e da tecnologia. Que sejamos fiéis aos nossos segundos, fazendo-os eternos...lembrando que num piscar, simples de olhos, reside uma escuridão sem fim.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
Assinar:
Postagens (Atom)