terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Do que o universo faz

É que o universo encontra os semelhantes de alma.
Não sei se posso chamar de sorte o que acontece com a gente, quando a gente se mexe.
Quando a energia que o corpo expele, encontra um corpo que pede.
As almas se esbarram no universo.
Os corpos se encaixam no espaço.
Os ventos estendem os entrelaços.
E então, a gente percebe...
Já era amor antes de ser.
Taynã Lizárraga Carvalho

Eu - o tamanho que sou

O tamanho do eu, é o tamanho da minha verdade, que impermanente, está. Aos olhos atentos, oscilo entre ponto e pingo, parte e todo, indiscutivelmente, imerso na imensidão [uni]verso. M[eu] tamanho representa um sentir, único, de quem me percebe existir. Por fim, eu sou como ar, que toca cada ins[pira] e ex[pira] - ação que se deixa tocar.
Taynã Lizárraga Carvalho

Vontade, vaidade que é

Acredito que a grande dificuldade está em desapegar da vontade. Somos despreparados para lidar com o real. Se soubéssemos tapar os olhos para enxergar com o coração, sentiríamos a legítima necessidade e conseguiríamos sem custo, caminhar na direção que se mostra. Já existe um fluxo único, para cada um de nós. A manha, é remar com a maré e, se ora, quase parada, remar com força, o movimento vem da nossa necessidade. Aqui, aprende-se que a vontade é pura vaidade. É com os olhos de dentro que se enxerga o verdadeiro caminho, é dentro de si que moram as respostas perdidas. Deixa o soar do coração te encaixar no ritmo, segue com a fé do sentir, faz-se protagonista do próprio enredo, cria e eternaliza.
Taynã Lizarraga Carvalho

Cor[agem] - agir com o coração

O bastante é pouco e um caminho é só um caminho. Inúmeras são as possibilidades e as necessidades residem no peito. Ignora o raso, o que em si não cabe.  É preciso ter coragem para seguir, sê íntimo de si, age com o coração.
Taynã Lizárraga Carvalho

Discurso

Poderoso é o discurso. Cuida de cada palavra lançada, jogada ao universo, tem força e se instala. Abençoado é o silêncio, abrigo da calma, onde a alma se guarda.
Taynã Lizárraga Carvalho

Passado

E uma hora, a gente deixa de querer perto, de fazer questão. É o que podemos chamar de fim. O sentimento se transforma de tal forma, que não cabe mais. Essenciais são as limpezas da alma. Rever as posições, as necessidades, deixar o peito dançar com o vento, que sempre cuida de renovar suas moradas. Sempre vôa um e só permanece o que é verdadeiro.
Taynã Lizárraga Carvalho

Coração, abrigo de mim

Falta-nos compreender que a casa dos sentimentos é o próprio coração. É mania, a necessidade de depósito e é imposto ao outro, tal papel, de depósito. Preocupa-se mais com o papel designado ao outro, com o outro como signficado pra si, que com os próprios sentimentos. O sentir perdeu o sentido. O sujeito virou objeto. Teme-se a falta, pela falta que há de si, para si mesmo. Não é senhor de si, é para o outro e não é com. Perdeu-se na imensidão, fragmentado. Mal se reconhece, não consegue juntar os cacos. De tanto viver fora si, é sujeito alienado, é sozinho, não sabe preencher seus próprios espaços.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Pausa

Não deveríamos usar de motivos comuns, para nos permitir pausas ao longo da vida. As pausas têm função particular, dizem respeito à necessidade de cada indivíduo, de parar, pensar, sentir, para então, traçar o próximo caminho a seguir. Pausa[da]mente, é descanso para os padrões, é respiro que acolhe o agora, é espaço para ver o que vigora.
Taynã Lizárraga Carvalho

Do que ins[pira]

É que as reais ins[pirações] não vêm de fora para dentro. O que ins[pira] é a leveza do ser, o olhar puro, o coração calmo, o passo que é dado no ritmo do próprio embalo. A gente se ins[pira] da verdade que sente e que manifesta. A beleza que se vê, está no olhar de quem sente. O que está fora, é reflexo da gente.
Taynã Lizárraga Carvalho

Do que com o tempo, vem

Com o instalar dos anos, instala-se também uma maior compreensão a respeito de nossas necessidades. Percebe-se que o querer é pura vaidade e que nem sempre, o querer é o caminho para a felicidade. Aprende-se que o equilíbrio não está em manter-se retilíneo em um caminho, mas sim, na capacidade de movimentar-se de acordo com as demandas do caminho, lembrando que, um caminho é só um caminho. Desapega-se da imagem criada pela vontade do ego, deixa manifestar o coração. Cega os olhos de julgamentos prévios, para ver de perto, protagonizando a própria vida. É regra, o tempo traz consigo um despertar para o real. A fantasia já não cabe mais. Abraça o tempo, abençoa os anos e faz-se vivo, você é senhor do seu destino.
Taynã Lizárraga Carvalho

Equilíbrio - pilar de si

É no bambear da linha que identifica-se o equilíbrio. Sentir instável e não se deixar instabilizar, reconhecer-se como pilar e movimentar-se pelo sentimento que há. É de dentro que vêm os elementos do construir. Concretiza-se a medida que expressa e transforma o sentir. A soma do que manifesta, da resposta regressa, é o forte de si.
Taynã Lizárraga Carvalho