Vejo muita gente do tipo que tem tudo e não tem nada. Gente rodeada de caras, mãos, bocas, que querem tudo, mas, não querem nada. Sabe como é? Tá do lado, mas, do lado de fora, tá perto, pra não perder o lugar na roda, tá na sombra, nas costas. Gente que tá presente, mas, é só faixada. Que te abraça retorcendo a cara, que encosta e esnoba na mesma tacada. Gente que finge que sente, que finge o que sente, pra não ser escanteada. Gente que facilmente está adaptada, agrupada, imersa naquele meio comum, nada. Eu sinceramente, descarto essa abundância, aqui, somos poucos, porém, notáveis na significância. Esse tal do social, no seu total, a mim não agrada. Guarde seus abraços frouxos, sorrisos amarelos, olhares julgadores, pra quem curte os números. Aqui eu cuido de sentidos, eu valorizo o pouco, o desmedido, sempre na mesma medida, a única pra vida...ou toca ou não toca.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
sábado, 28 de setembro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
Muitos iguais, muitos previsíveis, muitos desprezíveis...
São muitos iguais. Muitos previsíveis. Você sempre sabe o que esperar, as relações têm girado em torno de uma única forma de ser, ser superficial. Julga-se prontamente pelo o que se vê. Conhecer demanda tempo demais. Limita-se ao prazer do imediato. Caminha-se pelo caminho mais curto e mais barato. Doar-se custa muito caro, normalmente, o perder-se de si mesmo. Falta prática, de ser com, ser para e ser no mundo. Muitos desvios são criados, é uma eterna [pre]ocupação com a fuga, a melhor opção é sempre a de não estar ali. Contudo, você tem a opção de ser o que tantos não são, você mesmo. Você constrói seus próprios caminhos, despreocupado com tudo que não seja seu. É nesse fluxo que alguns esbarrões acontecem, você se depara com uma verdade quase que desconhecida, a verdade do encontro. Essa se dá só para os que não temem a impermanência, que se entregam ao desconhecido, que se permitem descobrir e sentir, que preferem sempre estar ali. Que doam porque sabem que é preciso esvaziar o coração, para preenche-lo de novas emoções. Sabem que a verdade não está nos olhos de quem vê, que não é com os olhos que se enxerga...Que ser superficial é ser igual aos outros...e todos os outros já existem, então, ser igual é não ser. E você, o que é?
Taynã Lizárraga Carvalho
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Escolha < > Consequência
No ato de uma escolha, compra-se também a sua consequência. A liberdade traz de mãos dadas a responsabilidade, se você é senhor de suas decisões, é também senhor do que elas acarretam. Quando há o reconhecimento desse movimento, o sujeito torna-se plenamente capaz de lidar com toda e qualquer dificuldade que venha a aparecer, torna-se maduro e pleno em si mesmo, convive melhor com o outro seja ele quem ou o que for. Evita a tão temida culpa ou arrependimento, encerra e inicia ciclos no mais saudável fluir da vida. A escolha, a renúncia, a responsabilidade e as consequências são ingredientes fundamentais para a construção de um
futuro pleno. A honestidade exercitada consigo mesmo e a lealdade aplicada ao outro, nos torna mais humanos. Seja você senhor dos seus caminhos.
Taynã Lizárraga Carvalho
futuro pleno. A honestidade exercitada consigo mesmo e a lealdade aplicada ao outro, nos torna mais humanos. Seja você senhor dos seus caminhos.
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Out of control...
Queria que fosse só por ser, para na verdade ter algo que fosse. O fato de não ter, mal ela sabe dizer o quê, a tira do controle de ser. Enfim, não tem...e por isso é, mas, pensa que não. Precisou que fosse alguma coisa fora do seu controle, para ver que é, tendo o que tem, ou não, sendo e só, sabendo que só é suficiente. Não confunda só com sozinho e não ter, com vazio, ou melhor, com o pior do vazio. Lembra que vazio é tudo e é nada, que só, pode ser uma tonelada e pode não ser nada. Da mesma forma, não ser, não deixa de ser. Algo ou alguém sempre se remete à existência. É disso que eu estou falando...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Nos embalos de uma sexta qualquer...
Talvez o quanto você se importe não mude nada para o outro, mas, em se importar, você se faz importante. Nada se faz por fazer, se diz por dizer, nada é em vão. Querer não mede qualidade e no fim das contas, o que se faz, não quantifica o querer. Tanto faz é para os que não tem coragem. Assume a vontade quem se importa consigo mesmo, quem abre, encosta, fecha, bate, qualquer uma de suas portas. Que dá a cara, abraça o todo e o nada, beija pelo prazer de saber se sente, ou não sente nada, que reconhece a vontade, a necessidade, de estar, pleno, consigo, com o outro, em qualquer lugar.
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
O que é meu
Para esclarecer, serei sempre responsável pelo o que digo, não pelo o que você entende, ou pela forma que as palavras que eu soltei, tomam, ao chegar em outra boca. Vivemos em mundo de conveniência, age-se pelo próprio interesse em detrimento da verdade. Temem sempre as consequências, há pouco preparo para lidar com o que foge do controle, ou nenhum preparo para enfrentar o que há de pior em si mesmo. Aí está a contribuição para o que tantos reclamam por aí e nem reconhecem a sua participação, a superficialidade das relações. Você não é sincero, oculta a sua verdade, constrói uma falsa imagem de si mesmo e consegue o que com isso? A construção de um mundo paralelo ao real, onde você entra e fica cada vez mais difícil sair dali. A sua percepção da realidade e de si mesmo vai ficando fragmentada, a essência se espalha pelo ar e você fica cada vez mais distante, do mundo, do outro, de si mesmo. Assumir a sua verdade, seja ela qual for, é o que possibilita o contato saudável entre os sujeitos, esse movimento nos torna capazes de acolher e conviver com a diferença, compreender a singularidade na sua totalidade e a sua importância para a reticente caminhada de cada um de nós, sujeitos, em busca da própria construção. Todo o movimento que se faz pra fora, volta pra dentro.
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
O risco de viver - que é a vida
Você sente que o tempo está passando e se questiona sobre os seus feitos. Gostaria de ter realizado muitas vontades, alguns sonhos, mas não os fez. A pergunta é, de que serve o tempo e a vida, se não para realizar? Você passa muito tempo preocupado em cumprir obrigações que muitas vezes só são impostas, esquece do próprio direito de julgar a necessidade dos seus afazeres. Todos temos sonhos e todos temos as possibilidades de realizá-los, é uma questão de enxergar os caminhos e manter o passo firme. Os resultados nem sempre vêm no tempo e forma idealizados, porém, dependendo do esforço que se faz para chegar o mais próximo possível daquilo que almeja, qualquer resultado é sucesso. Mantendo o pensamento de que tudo muda o tempo todo, não vejo motivo para se amarrar às construções. Ao passo que as necessidades vão sendo reconhecidas e supridas, novas surgem, possibilitando o girar do ciclo da vida. Tudo que começa tem um fim e aí vem um novo começo e assim segue. Temos tempo e infinitas possibilidades de realizar, tudo depende de quão legítimo é o desejo e o reconhecimento de que cada um é responsável por si. O seu sucesso só depende de você. Se a única certeza da vida é a morte, tudo que acontece no entre - nascer e morrer - é risco. Portanto, arrisque-se pelo prazer, pela sua verdade, na pior das hipóteses você se satisfez, naquele momento e está pronto para um novo risco.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O gosto que o vazio tem
Já me senti triste quando percebia que havia indiferença onde eu depositava amor. Já chorei muito pela falta de resposta de um e mail tão bem elaborado, uma mensagem num momento de fragilidade, palavras que precisaram de coragem... Já deixei de ir ver a rua porque andar sozinha era como se estivesse nua. Já tanto me incomodei com o vazio e faz pouco tempo que eu aprendi...O vazio pode ser tudo e pode ser nada, é onde começa e onde termina. Independente do que deposito, a quem, quando...o ato de tirar de mim e levar a um outro, me faz livre. Da mesma forma, não respondi, não senti tocar, não acompanhei, não falei... Não há regra, eu sopro e o vento leva, às vezes bate e volta e um novo sopro se monta. Eu gosto do vazio e de como movimento o seu espaço, o meu espaço. Agradeço aos bons ventos, que trouxeram fitas soltas que se emaranharam e que no vazio de mim, chegam e saem e se encontram num mesmo compasso, que me embalam com seus sopros e que mesmo que virem laços, conhecem as suas pontas, o caminho que flui solto, onde cada sopro tem seu gosto e compreendem que mesmo vazio, aqui, somos um todo.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
O que é difícil?
É difícil quando não se sabe onde quer chegar, quando não sente e não se permite ir. Quando se cala, deixa passar, finge que não se importa, enterra, deixa adormecer. É tudo mais difícil quando não assume o que é, o que quer, o que faz. Quando não trilha o próprio caminho, não se faz senhor do próprio destino. Se engana, faz que não dá conta, não paga pra ver, porque o medo de enfrentar é maior que a vontade de fazer acontecer, de ver acontecer. Será? A verdade é que ser covarde é muito fácil e muitos são. A dficuldade está em ser, em sentir, em dizer, em fazer...ignora-se o coração pra viver um vão, vão que engole a vida. Deixa passar dia após dia, usa de desculpa a correria, falsa correria, que não traz nada pra si, que te deixa ali, enquanto a vida corre, o tempo passa. Busca-se pelo outro, vive-se pelo outro e fica nada, se faz nada, é só mais um, que vive a dificuldade, de não ser. Quando se apropria da própria vida, do próprio eu, não há dificuldade que impessa, vai em frente e atravessa, usa a sabedoria, de usar a angústia pra movimentar a vida. Se fácil fosse, como fácil é, eu só seria mais um no meio desse tanto de mané. Se fácil fosse...logo acabaria, não teria sentido, vida ia...e eu ficaria, aqui, parada...para sempre, a margem de mim mesmo. Vida que segue...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 10 de setembro de 2013
[Des]abafo de um passado que não foi
A gente nunca sabe no que vai dar, onde vai parar. Se deixa levar pela certeza do momento, o alento que diz e que ali te faz feliz. Mas, um momento é só um momento...e o tempo passa. De repente, tudo perde a graça, os olhos buscam uma direção, não se reconhecem aonde estão. Parecia estar tão certo, não tinha do que reclamar, era a vida acontecendo, naquele momento, naquele lugar, eu tinha companhia, eu sorria, eu queria estar lá. São tantos argumentos, busca-se compreensão, tento enxergar onde foi que eu perdi a minha razão. Volto os olhos para mim e me vejo em partes, está tudo separado, é como se o meu imã não funcionasse, tenho tudo e não tenho nada, minha mente grita e meu corpo cala. A sensação é que perdi o chão, ando flutuante, falo alto mas minha voz está distante, sorrio mas é impróprio, caminho vago, construo um vácuo. O meu elo está frágil, estou cada vez mais distante...de mim mesmo, de segundos, terceiros...Fugi pensando nos meus erros, fui pra longe, estrada inquietante. Pensei que fosse o certo, dei as mão à razão, mas, não era minha...Não adiantou, entreguei as minhas rédeas a um conhecido que pouco depois, desconheci. Construí uma vida dupla, sem sentido, eu me feri. Deixei estar, tentei calar, fiz de um tudo por um nada, tentei me afastar e por mais distante que estivesse, parte de mim estava lá, há um pouco de mim em todo lugar, me vi perdido, confuso, tentando apertar os parafusos de uma cabeça louca e um coração descontrolado. Podei um amor, pra viver uma paixão, que instalaram em mim, não fui eu...ou melhor, foi só parte de mim. Sou hoje um fragmento, em descontento, desamparado pelo meu próprio eu. Não sei pedir socorro porque pareço louco, à vista dos outros, tenho todo o conforto...Já nem me olho no espelho, tenho medo de não conter o desespero, queria você aqui, mesmo que fosse um erro, meu eu estaria inteiro e eu poderia agir. Não lamentaria o que queria que fosse e não foi, não sentiria a dor porque teria espaço pra construir o amor, aquele que eu quis, mas, com tantos outros envolvidos, deixei...e porque deixei, eu até sei...mas tá escondido. No fim das contas, me sinto um fraco oprimido, mas, não me julgue, a dor é minha, vou saber o que fazer, em algum momento, vou juntar as minhas partes, tem um corajoso eu que me permeia, que tece a teia por onde vou caminhar até chegar onde eu sempre quis estar. Talvez, você não esteja mais lá, aqui, ou eu nem consiga te encontrar, digo, externamente, porque se eu forçar o olhar, tá perto como sempre, rosto, cheiro, voz, na mente, no coração...latente.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
O nome dele era mais um
Tive tanto medo, não soube guardar segredo, entreguei a mim mesma numa breve confissão. Já era hora de dar a volta, pegar a estrada em outra direção. Troquei as bolas, quando fui embora, não entendi aquela demora, achei que não. Estava mal acostumada, a regra era clara, era eu quem ditava o não. Me enganei na hora, via a derrota...percebia que eu estava fora, mas, não. Era claro, quem estava errado, que mal havia em rasgar o coração? Quis acreditar, ceguei os olhos, parei no tempo, fiz que não. Era estranho, fechava os olhos, via o esboço daquele rosto, dono do [mal]dito não. Devagar, tentei acalmar a pressa, a necessidade que gritava por compreensão. Abri os olhos, cuspi palavras, numa rara tara que teima aparecer, que aquece o peito só em poder dizer. Sincero homicídio de um desejo, que de novo, era mais um erro, daqueles feios, ou não, que não se espera, vem e leva a cada página um pedaço de ilusão. Passou o tempo, deixei escrito...fazia tempo, nada mexeu assim comigo. Você sabe, não acredito em metades, inteira que fui, me retirei, foi muito pra quem coleciona migalhas, hoje eu entendo a minha falha, quis dançar valsa no meio de uma multidão. Não tinha espaço, escapava o laço a cada passo que dava em sua direção. Tá tudo claro, não dá pra culpar um coração fraco, um beijo farto não dá recado, não acaricia, nem mesmo aproxima tom sobre tom. Era mesmo desejo raso, mais um descompasso, um embaraço barato para distrair esse coração. E, olha que engraçado, ainda que passado, o rosto está claro, peito acelerado...acho que gosto mesmo dessa tal de ilusão. Rasgar o coração, conhecer o gosto de uma paixão, seja como for. Na melhor das hipóteses, aí um outro tesão, a ironia, vira mais um tanto de palavras que escritas, compõem a minha vida. Costumo fazer graça, mesmo quando ultrapassa qualquer compreensão, que eu seja a tola, a que tomou um pé na bunda, mas que eu conheça todos os limites do meu coração, que eu reconheça cada emoção. No fim, tudo vira primavera, aqui não termina e sempre recomeça. Essa é só mais uma página, mais um rascunho, mais um pedaço de mim no mundo.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Você quer seguir em frente...
Aí, todos os caminhos que você usou para fugir o levaram para o mesmo lugar, você deu de cara consigo mesmo. Não importa o quanto você se esforce para se enganar, mesmo que queira acreditar que não há engano algum. É preciso encarar os fatos para seguir em frente. Olhar para si não pode ser mais assustador do que não se enxergar. Se perder de vista é deixar passar a oportunidade de concretizar os desejos mais sinceros, que você deixou ocultar. Não adianta pular os degraus, cada passo deve ser dado, é importante deixar rastros, eles o farão lembrar do que é passado e olhar para frente será o caminho.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
V - ida!
Qual é o tempo do tempo? Tudo vem e vai, não tem hora certa pra começar e vai embora sem esperar. Sorte de quem encontra o compasso, se entrelaça, dá nó e caminha, numa linha, de mãos dadas, mas, sabe que ali termina. Logo ali, desencontra...finge que dá conta, acha que é armadilha, põe a culpa na vida. Tudo acontece num segundo e nesse mesmo segundo, transforma. Tudo tem a sua forma, a forma que a gente vê, que a gente cria. A vida acontece pra quem cria, pra quem dança no ritmo próprio, pra quem se ajusta no som, no tom, no embalo da vida, pra quem abraça o tempo que é, se permite ir e gira, no ciclo, na roda que é a vida. Desejo o novo, desamarro o cadarço, livre para entrelaços e nós bem dados, caminhos vastos, linhas bambas, que me dêem coragem de andar por aí, de só ir, de me apoiar no v da vida - v ida.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
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