A gente nunca sabe no que vai dar, onde vai parar. Se deixa levar pela certeza do momento, o alento que diz e que ali te faz feliz. Mas, um momento é só um momento...e o tempo passa. De repente, tudo perde a graça, os olhos buscam uma direção, não se reconhecem aonde estão. Parecia estar tão certo, não tinha do que reclamar, era a vida acontecendo, naquele momento, naquele lugar, eu tinha companhia, eu sorria, eu queria estar lá. São tantos argumentos, busca-se compreensão, tento enxergar onde foi que eu perdi a minha razão. Volto os olhos para mim e me vejo em partes, está tudo separado, é como se o meu imã não funcionasse, tenho tudo e não tenho nada, minha mente grita e meu corpo cala. A sensação é que perdi o chão, ando flutuante, falo alto mas minha voz está distante, sorrio mas é impróprio, caminho vago, construo um vácuo. O meu elo está frágil, estou cada vez mais distante...de mim mesmo, de segundos, terceiros...Fugi pensando nos meus erros, fui pra longe, estrada inquietante. Pensei que fosse o certo, dei as mão à razão, mas, não era minha...Não adiantou, entreguei as minhas rédeas a um conhecido que pouco depois, desconheci. Construí uma vida dupla, sem sentido, eu me feri. Deixei estar, tentei calar, fiz de um tudo por um nada, tentei me afastar e por mais distante que estivesse, parte de mim estava lá, há um pouco de mim em todo lugar, me vi perdido, confuso, tentando apertar os parafusos de uma cabeça louca e um coração descontrolado. Podei um amor, pra viver uma paixão, que instalaram em mim, não fui eu...ou melhor, foi só parte de mim. Sou hoje um fragmento, em descontento, desamparado pelo meu próprio eu. Não sei pedir socorro porque pareço louco, à vista dos outros, tenho todo o conforto...Já nem me olho no espelho, tenho medo de não conter o desespero, queria você aqui, mesmo que fosse um erro, meu eu estaria inteiro e eu poderia agir. Não lamentaria o que queria que fosse e não foi, não sentiria a dor porque teria espaço pra construir o amor, aquele que eu quis, mas, com tantos outros envolvidos, deixei...e porque deixei, eu até sei...mas tá escondido. No fim das contas, me sinto um fraco oprimido, mas, não me julgue, a dor é minha, vou saber o que fazer, em algum momento, vou juntar as minhas partes, tem um corajoso eu que me permeia, que tece a teia por onde vou caminhar até chegar onde eu sempre quis estar. Talvez, você não esteja mais lá, aqui, ou eu nem consiga te encontrar, digo, externamente, porque se eu forçar o olhar, tá perto como sempre, rosto, cheiro, voz, na mente, no coração...latente.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
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