domingo, 22 de dezembro de 2013

Com risco, sem risca

É que a gente só precisa de olhos abertos e calor no coração, fica fácil seguir fora da risca quando a gente petisca e esquece a razão. De perto ou de longe a gente sente, o que se faz presente é o que flui corrente, que, se fecha os olhos, aquece o coração e atento, enxerga, não tem pressa, flui na calma deserta rumo ao que nada espera, vai e entrega...
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tudo novo o tempo todo


E tudo muda, muda o olhar, o gosto, o cheiro, as vontades, as necessidades. Tudo muda para a gente ter graça. As direções, as sensações, mudam, para que saibamos que sempre há mais possibilidades e tantas, que é possível afirmar: só não muda mesmo, a própria mudança. Sempre é tempo de refazer, repensar, reconstruir. Esvaziar é preciso, silenciar a mente e quietar o coração, para enxergar o que o corpo pede, saber usar a razão, deixar de canto a necessidade de compreensão. Um dia a gente aprende, é mais feliz aquele que não entende, o que acolhe, o que sente, o que transcende.
Taynã Lizárraga Carvalho

domingo, 15 de dezembro de 2013

Mente que descansa na dança

Vai e anda, que as pausas servem para a mente. O corpo pede ritmo diferente, segue a si mesmo, esquece a que veio e faz. Pausa-da-mente, sente...e guarda, cuida de cada palavra, discursa para traduzir cada vírgula ins[pirada], cada página virada. Retrata e leva... 
Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vai...


Foram 27 anos vestindo os mesmos abraços, num círculo alimentício que durou a vida inteira, até aqui. Mais uma amarra fica no passado, um passo é dado a frente, soltando o laço, estendendo os braços, entregue, ampliando seus espaços. É tempo de encarar a distância que se cria no espaço e reconhecer a proximidade que se cria no tempo, que não se desfaz pelo momento. É tempo de entender que a natureza pede movimento e que se movimentar é que traz alimento, a vida acontece aí, em cada passo, em cada novo contato. Resolvi mudar o retrato, respirar o novo, deixar correr o rio, desaguar no mar tudo aquilo que já não preciso, abrir a gaveta da lembrança e preencher o coração com aqueles que de corpo ficam, que em mim habitam, representados por um único símbolo " ". É chegada a hora de agradecer, tudo o que veio e o que foi, pedir graça pelo o que virá e se encher de força para recomeçar...
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

É preciso ser humano


A verdade é que nós não criamos filhos, criamos seres humanos - ou deveríamos - . Pais passam longos anos dedicados aos seus filhos, é um fato. Mas, penso de cá, qual será o tamanho saudável dessa dedicação? Excessos desconstroem e tudo o que foi dedicado, pode ser perdido num piscar de olhos - ou melhor - num reconhecer de interesses. O ser humano adulto, se abastece de notáveis interesses próprios e superficiais, em detrimento do que é necessário e combustível construtor. Ignora-se os resultados obtidos pelos excessos e caminham por estradas já existentes, pois, a criatividade é crua e a capacidade de ser sozinho é primitiva. Desde o nascimento, o desenvolvimento do ser humano é em direção à independência, a fala, o andar, o expressar, o sentir, o pensar, tudo isso diz sobre um ser único e singular que teve suas necessidades primárias supridas e a partir daí, está pronto para seguir e construir seu próprio destino. O que pensar de um incapaz, que usa da saúde e capacidade daquele que o criou, para trilhar seus caminhos, cultivar e amadurecer seus frutos...? O excesso de cuidado, impede o desenvolvimento das capacidades natas do ser humano, torna-se um adulto que não pensa, não sente, não age por conta própria, é um ser nada, que não acrescenta, que não se movimenta. Eis aqui, um desabafo e um alerta, o mundo precisa de mais seres humanos.
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Ser sábio é ser sincero

A simplicidade com que o universo cuida das coisas é fascinante! Tudo acontece por alguma razão, se você parar para pensar, encontrará sentido para tudo aquilo que viveu, que tem vivido...para aquelas pessoas que passaram pela sua vida e partiram, aquelas que esbarraram e sumiram, as que chegaram e aí estão até hoje...enfim, tem porquê em tudo o que acontece. Acredito que saber que as coisas tem alguma razão, é suficiente para não apegar-nos à elas, digo, às coisas...às pessoas, às situações, porque uma vez que há a interação, o encontro entre "eu" e o outro, estamos fora do controle do que está por vir, o que precisa ser feito, é lidar com o que aparece, com o fato que se mostra. As atitudes, os caminhos tomados, são as nossas razões para seguir, ficar, ir e voltar... E ter em mente a lei da impermanência, nos deixa melhor preparados para aceitar a vulnerabilidade comum do ser e estar nesse mundo, inerente a todos nós. Nos movimentamos sabiamente ou não, em direção daquilo que nos alimenta, porém, nem sempre conseguimos distinguir a fome da vontade de comer, as barrigas seguem cheias, mas o corpo, pobre de nutrientes. Todo ato é um fato constituinte e o tempo não anda pra trás, segue em frente...dá voltas...mas não volta. Ser sábio é ser sincero.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

E assim eu levo...

Melhor que boas risadas em um momento propriamente dito, são as risadas que se dá sozinho ao lembrar-se de tais momentos. O sentimento que segue o momento vivido é a construção da eternidade do que se viveu. Eternizo as minhas vivências no instalar de cada sorriso, no foi-se que se faz ser ainda e sempre. 
Taynã Lizárraga Carvalho