É assim, apropriar-se é muito fácil. O ser humano tem tantos espaços vazios que preocupa-se o tempo todo em preenche-los. Não importa como, o objetivo é acabar com o vazio. Eis a verdade, ignora-se o vazio real e utiliza-se de qualquer coisa que está ao alcance, como alimento para aquilo que lhe falta. Assim as pessoas seguem, plenas de outro, desabitadas de si mesmas. É triste, mas, ainda é preferível lidar com o vício de fugir de si mesmo, das próprias questões, a ter que enfrentar os fantasmas construídos pelas próprias mãos. Faz o bem aquele que se enxerga antes do outro, nesse caso, o egoísmo seria a solução, se cada um olhasse para si, veria a distância que existe entre ele e o outro e que o caminho para chegar até lá é construído ao passo em que se movimenta em direção das próprias realizações.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
De coração cheio
Aí você pára pra pensar e vê que nunca falta o que dizer, que muitas vezes, é tanto por dizer, que o silêncio toma conta. Nesse vai e vem da vida, tanta gente chega até a gente...uns não demoram e vão embora, outros chegam e fazem a volta, outros invadem e criam moradia. A cada dia é uma surpresa que a vida apronta, é tanta coisa que acontece que a gente demora a se dar conta. Ora gastamos tempo demais pensando em tudo, ora esquecemos de tudo e de todos, ora esquecemos até da gente de tão preocupados que ficamos com esse movimento todo...mas, sabe que tem gente, que em qualquer momento, seja de confusão ou de alento, vem ao nosso pensamento em forma de atenção, de cuidado...de aliado. Chega de mansinho, acalma o burburinho da mente, toca com carinho o coração que devagarinho se enobrece, se reenergiza, voltar a bater no ritmo que precisa, pra continuar girando e trombando com tantos nesse caos que é vida, às vezes caos, às vezes pura vida. Esse tipo de gente aparece raramente na vida da gente, é gente pura, é gente que sente, que nos faz sentir, vem embrulhada para presente, é presente e se faz presente, é o amor que vem da semente que a gente planta sendo simplesmente a gente. A gente colhe, acolhe...de repente é ente que mora no coração da gente e a cada dia nos preenche, de vida, de alegria, de sabedoria, de energia...é gente que alimenta, que toca e enrosca de tal forma, que vira laço e que vira tatuagem, no porta-retrato, na lembrança, no coração, que simboliza aquele que chamamos de amor da vida, que a frase dita... é amigo que vira irmão por opção, que a gente escolhe e o universo aprova e a convivência põe à prova, a verdade, a sinceridade, as extremidades. Você é gente que veio e ficou e segue, como laço, abraço, tatuagem, a maior verdade, que acalma, cuida e também perturba!
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Há sempre mais onde não há nada e o nada é sempre mais do que parece
O vazio se instala para que haja a compreensão do todo. Vazio é nada e é todo num mesmo passo. De repente você se sente desamparado pela quantidade de espaço que observa a sua volta, porém, todo o espaço é o tamanho da possibilidade que você tem de preenche-lo. Quando você se dá conta de que não há espaço para transitar pelas próprias entrelinhas, é hora de repensar a posição das coisas, das pessoas, rever as necessidade e cuidar para que o espaço seja habitado adequadamente de acordo com o momento.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Tudo pede calma
Tudo pede calma. Calma para pensar com detalhes e realizar com plenitude. Calma para olhar, reconhecer e acolher, você e o outro. Calma para ser a todo tempo, inteiro. Calma para viver no tempo do tempo, aceitar o tempo que é. Calma para perceber as diferenças e aceita-las, para aprender que julgar não leva a nada, não traz compreensão, nem alguma razão. Calma que detalha cada pisada, que prepara, que serve de escala sempre, para a próxima jornada.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Nem lá, nem cá. No caminho...
E quando eu penso que poderia estar lá até agora sem fazer nada...
Teria protegido meus medos, guardado os meus sonhos, acumulado desejos, tudo para manter intacta a minha frustração.
Ninguém mentiu dizendo que seria fácil sair da zona de conforto. Descobri sozinha, quando coloquei os pés no primeiro ponto das incontáveis reticências do caminho da vida.
Poderia ter evitado tropeções e não saberia o valor de conseguir manter a constância dos passos. Se não fossem os tombos, não saberia como é rir de mim mesma.
Se eu ainda estivesse lá, estaria escrevendo histórias criadas pela imaginação - não que isso seja ruim - mas, não teria uma história própria para contar.
Quando decidi desproteger o meu caminho, abandonei as minhas certezas - mínimas - e me entreguei por alguns segundos ao desespero. Passados esses segundos, pude perceber, que o medo não é do não conhecer, é do não ver. Isso, porque somos tão acostumados com imagens prontas, caminhos já traçados e iluminados, que não conhecemos a nossa própria luz. A dificuldade está em enxergar a si mesmo, no olhar para dentro, não em enxergar o que está diante os olhos.
Se eu não tivesse me permitido caminhar pelas beiradas, não saberia quão grandioso é chegar ao centro do meu todo, desconheceria o valor do todo e do nada.
Esse processo todo de ir e vir, nos leva ao mais profundo ser e estar, que aqui, posso chamar de consciência. Ao soltar as amarras do conforto, seguimos livres e prontos ao encontro do eu consigo mesmo. Esse não é o mais prazeroso dos encontros, implica na flexibilidade das percepções e interpretações mais enraizadas, que facilita o tomar as rédeas do próprio destino. Ser responsável por si, muitas vezes é doloroso, porém, é o passo que nos leva ao mais perto da plenitude do bem estar.
Ao passo que despertamos o nosso eu, em um ritmo fluido, nos desfazemos de tudo o que foi ou que será, para ser no presente momento aquilo que se mostra. Sair do lugar, movimentar-se em direção das legítimas vontades, é que nos coloca no caminho da felicidade, no qual tudo pode ser e o que é, basta.
Taynã Lizárraga Carvalho
Teria protegido meus medos, guardado os meus sonhos, acumulado desejos, tudo para manter intacta a minha frustração.
Ninguém mentiu dizendo que seria fácil sair da zona de conforto. Descobri sozinha, quando coloquei os pés no primeiro ponto das incontáveis reticências do caminho da vida.
Poderia ter evitado tropeções e não saberia o valor de conseguir manter a constância dos passos. Se não fossem os tombos, não saberia como é rir de mim mesma.
Se eu ainda estivesse lá, estaria escrevendo histórias criadas pela imaginação - não que isso seja ruim - mas, não teria uma história própria para contar.
Quando decidi desproteger o meu caminho, abandonei as minhas certezas - mínimas - e me entreguei por alguns segundos ao desespero. Passados esses segundos, pude perceber, que o medo não é do não conhecer, é do não ver. Isso, porque somos tão acostumados com imagens prontas, caminhos já traçados e iluminados, que não conhecemos a nossa própria luz. A dificuldade está em enxergar a si mesmo, no olhar para dentro, não em enxergar o que está diante os olhos.
Se eu não tivesse me permitido caminhar pelas beiradas, não saberia quão grandioso é chegar ao centro do meu todo, desconheceria o valor do todo e do nada.
Esse processo todo de ir e vir, nos leva ao mais profundo ser e estar, que aqui, posso chamar de consciência. Ao soltar as amarras do conforto, seguimos livres e prontos ao encontro do eu consigo mesmo. Esse não é o mais prazeroso dos encontros, implica na flexibilidade das percepções e interpretações mais enraizadas, que facilita o tomar as rédeas do próprio destino. Ser responsável por si, muitas vezes é doloroso, porém, é o passo que nos leva ao mais perto da plenitude do bem estar.
Ao passo que despertamos o nosso eu, em um ritmo fluido, nos desfazemos de tudo o que foi ou que será, para ser no presente momento aquilo que se mostra. Sair do lugar, movimentar-se em direção das legítimas vontades, é que nos coloca no caminho da felicidade, no qual tudo pode ser e o que é, basta.
Taynã Lizárraga Carvalho
É o que é
É só quando você pára de se ocupar com os pensamentos, que a realidade chega até você. Nós queremos demais, criticamos demais, esperamos demais, idealizamos a todo o tempo. Nesse ritmo, ignoramos o que está diante os olhos e valorizamos o que está por trás deles. Passamos uma vida brigando com poderias e deverias que nunca serão e deixamos de lado o presente momento que se mostra a cada piscar de olhos. Idealizar demais, nos tira da essência de simplesmente ser. Muitas vezes, para chegar ao que se deseja, abrimos mão da sinceridade, verdade de quem vive e alimentamos sentimentos dispensáveis só pelo fato de servirem como movimento em direção do fim esperado. Ignora-se o longo e duradouro caminho, no qual, passo a passo construímos a vida, para transitar rápida e superficialmente por uma estrada vazia. O que utilizamos para alimentar nossas ações, volta em forma de feitos, bem ou mal feitos. Mais que se empanturrar de ideais e vontades, vale nutrir as necessidades. Não há oração, meditação, perdão, que desfaça um mal feito feito de emoção e razão. Legitime suas necessidades e torne as vontades possíveis dentro das suas leis, porque indispensavelmente, a lei do universo é clara, aqui se faz, aqui se paga.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Veja!
É melhor não se enganar. As mãos, dê ao tempo, os pés, mantenha firmes no chão,
deixe os braços para os abraços daqueles que vem e vão. Dos olhos, preserve o movimento de abrir e fechar e tente sincronizar com o coração. Parece que tem um outro alguém ao seu lado, mas, não confunda, estamos sempre rodeados pelos nossos vários "eus". Vários podem ser os caminhos, mas, uma só é a fiel companhia. Com o tempo você aprende que até o não julgar, julga. Te quer bem aquele que em algum momento, consegue separar o que é seu e o que é dele e olhar para você com inteireza. Como pode ser incondicional se estamos a todo tempo impondo condições? Nem o amor próprio é incondicional. Disso tudo, me apego a uma lição...é melhor fazer as pazes comigo mesmo, porque de tudo e todos que passam por aqui, tudo e todos se vão, fico eu, eus, só pra mim, não direi adeus.
Taynã Lizárraga Carvalho
deixe os braços para os abraços daqueles que vem e vão. Dos olhos, preserve o movimento de abrir e fechar e tente sincronizar com o coração. Parece que tem um outro alguém ao seu lado, mas, não confunda, estamos sempre rodeados pelos nossos vários "eus". Vários podem ser os caminhos, mas, uma só é a fiel companhia. Com o tempo você aprende que até o não julgar, julga. Te quer bem aquele que em algum momento, consegue separar o que é seu e o que é dele e olhar para você com inteireza. Como pode ser incondicional se estamos a todo tempo impondo condições? Nem o amor próprio é incondicional. Disso tudo, me apego a uma lição...é melhor fazer as pazes comigo mesmo, porque de tudo e todos que passam por aqui, tudo e todos se vão, fico eu, eus, só pra mim, não direi adeus.
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Invade e fim...
Eis que toca, antes que seja tarde. De todas as voltas, numa, se embalou... De repente, desconhecido, invade sem hesitar. Aos poucos, já conhecido, toca cheio de ritmo, um coração que já foi partido. Faz de toda diferença, ingrediente que alimenta, em cada passo, fortalece o laço. Era um para cada lado, viviam encontros lapsos...e quando vê, são dois, num encontro raro. Dois olhos, dois corpos...e a mesma disposição. Dois inteiros festeiros, que num estalo, tomados pelo mesmo desejo, topam um mesmo caminho. Se combinam, sem esperar...e de mãos dadas, seguem pelo novo, flutuam leve, entregues...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Há esperança para todos, até para você
A conveniência é o maior agente transformador de pessoas. Encontram tantas dificuldades para mudar o que é necessário, mas, basta ser conveniente e não se mede esforços para ser ou fazer qualquer coisa. O que exige trabalho, não é prazeroso. O que traz recompensa, vale a pena. Está tudo ao contrário. Perderam o valor da conquista. Valorizam o que é imediato, pronto, dado. Ora-se para pedir perdão ao invés de agradecer a graça. É mais forte aquele que mente. Ninguém presta atenção na semente, rega-se na maior parte o que é conveniente. A briga é pela posição, pela quantidade...inclusive, quantidade também mudou de valor, passou a ser qualidade. Nesse esquema todo, até os bons se confundem...É difícil ser pouco num mundo de muitos. Mas eu deixo a você, a minha compreensão, quem não tem nada, precisa mesmo encontrar formas de não morrer segurando a própria mão. Não julgo a sua falsa verdade, porque mesmo que triste, essa é a sua necessidade. Não se preocupe pela sua falta de capacidade, de construir degraus, alcançar amor e confiança, você também pode ter esperança...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Quando você se des-cobre...
Eu prefiro o que não faz sentido, o que não se espera, que não é rito, que não é passagem, que é vivido. Aquilo que vem à tona sem você se dar conta, que invade numa só onda, traz esperança, preenche a gaveta de lembranças. Sou dos que sorri sem medo, que não faz apelo, que não vê o desespero como uma opção. Valorizo a calma, lavo a alma a cada dito não, respiro fundo e mudo meu olhar sobre o mundo a cada passo profundo no caminho são. Tem dia que o coração aperta, franzo a testa, não escapo da festa interna de minhocas espertas que se alimentam do turbilhão, de pensamentos, de sentimentos, que peregrinam à toa, que desfazem a minha onda boa num minuto de distração. Mas, não é segredo, que não tenho medo, de passar esse aperto do segundo lapso, uso do descompasso para refazer a dança, invento, sustento, sou entregue à mudança. Ninguém disse que é fácil, viver nesse mundo de palhaços, de muito riso torto, de piadas falhas, de graça forçada, num circo ímpeto, de artistas escondidos, de mentiras ricas, de verdades sofridas...Até acho justo o alerta do mundo, que é mais feliz quem se faz de burro, que não se incomoda com o tudo que é nada, que anda pelas beiradas e chega ao mesmo fim daquele é, que não se faz, que só anda, traça o caminho que agrada, se é beirada, meio ou não é nada, se é corda bamba...tanto faz, se joga, pisa forte e fundo, é parte desse mesmo mundo, mas vive inteiro e quando chega ao fim, enxerga o recomeço...essa é a diferença, eu digo então, que é mais esperto quem se lança, quem enxerga a esperança sempre ao lado da mudança, dá as mãos ao que vem e dança, não importa o passo, faz ser o seu compasso, é eterno, é sincero, é feliz no momento que é, é triste se for preciso, mas nada o faz deixar de ser, é sábio, é pleno e não é finito, é desconhecido que se des-cobre em cada choro, cada riso, cada dito.
Taynã Lizárraga Carvalho
Eu prefiro o que não faz sentido, o que não se espera, que não é rito, que não é passagem, que é vivido. Aquilo que vem à tona sem você se dar conta, que invade numa só onda, traz esperança, preenche a gaveta de lembranças. Sou dos que sorri sem medo, que não faz apelo, que não vê o desespero como uma opção. Valorizo a calma, lavo a alma a cada dito não, respiro fundo e mudo meu olhar sobre o mundo a cada passo profundo no caminho são. Tem dia que o coração aperta, franzo a testa, não escapo da festa interna de minhocas espertas que se alimentam do turbilhão, de pensamentos, de sentimentos, que peregrinam à toa, que desfazem a minha onda boa num minuto de distração. Mas, não é segredo, que não tenho medo, de passar esse aperto do segundo lapso, uso do descompasso para refazer a dança, invento, sustento, sou entregue à mudança. Ninguém disse que é fácil, viver nesse mundo de palhaços, de muito riso torto, de piadas falhas, de graça forçada, num circo ímpeto, de artistas escondidos, de mentiras ricas, de verdades sofridas...Até acho justo o alerta do mundo, que é mais feliz quem se faz de burro, que não se incomoda com o tudo que é nada, que anda pelas beiradas e chega ao mesmo fim daquele é, que não se faz, que só anda, traça o caminho que agrada, se é beirada, meio ou não é nada, se é corda bamba...tanto faz, se joga, pisa forte e fundo, é parte desse mesmo mundo, mas vive inteiro e quando chega ao fim, enxerga o recomeço...essa é a diferença, eu digo então, que é mais esperto quem se lança, quem enxerga a esperança sempre ao lado da mudança, dá as mãos ao que vem e dança, não importa o passo, faz ser o seu compasso, é eterno, é sincero, é feliz no momento que é, é triste se for preciso, mas nada o faz deixar de ser, é sábio, é pleno e não é finito, é desconhecido que se des-cobre em cada choro, cada riso, cada dito.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
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