segunda-feira, 11 de abril de 2016

Distante

A distância é espaço para o sentir. 

Aqui, os sentimentos aparecem com a verdade que têm. Os valores são percebidos pelas necessidades que surgem no vão, sem amparo, sem disfarce de uma multidão. 

Distantes, somos essência e estrutura, que ninguém vê. E sabe, o que somos, ninguém precisa ver, precisa sentir. 

O coração é o abrigo das verdades. A parceria não é o favor do dia-a-dia. Parceria é disposição que no peito se cria, não vive de resposta, não vive de expectativa. 
Distantes, sentimos puro, sentimos leve, mesmo aquilo que do outro, não conseguimos, não concordamos. 
Aprende-se na distância que o amor de uma relação não se dá por semelhança ou por aceitação, contrário disso, amor nasce de coração para coração - igualdade que não se julga. 
Por fim, a distância ensina o perdão, que não é para o outro, é para si mesmo.
Taynã Lizárraga Carvalho

Sobre o encontro


Encontro é um sopro de disposição. 
Aqui, não há passado que desaponte um estalo do coração. 
O caminho é incerto e traçado pelo compartilhar. 
Encontro é o acolher do palpitar. 
Encontro é passo cego, é encanto tonto que vive amanhã. 
As manhãs de hoje, são campo fértil do encontro. 
Encontro é suspiro e desejo, é o m de mim entrelaçado no beijo. 
É talvez e é o que não se sabe. 
Te encontro e o que fica, é a ponta de um laço.
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Das distrações do sentir

Eu me confundo no sentir, na vaidade que distrai a necessidade. 
É o que costuma fazer o coração partir.
A verdade, se é que posso afirmar de ponto e letra, é que a satisfação mora no que a gente já mal consegue ver.
Tão cegos, mascarados pelo ego. 
Raso estamos a viver.
E o coração se parte, não é culpa de João, é de tão desencontrados estão, mente e coração. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Sobre a decisão

Dos atos mas importantes, está a decisão.
É onde mora qualquer realização.
Quando decido, pratico meu poder de ser, a minha coragem. 
Na decisão, vivo o eu real, tal qual, ninguém sabe, exercito o eu capaz.
Decidir é pontuar, é tomar as rédeas, é dizer sobre o próprio destino, é ser senhor dos próprios caminhos. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Das esperanças

Falha-se em criar esperanças a partir das experiências vividas.
As esperanças nascem do que se acredita.
A crença é única, é o estímulo para o movimento. 
E o movimento, é o palco onde as esperanças contracenam. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Tempo de renovar

Um dia, a esperança toma o lugar do medo. 
Aprende que o caminho para a realização, se traça com passos calcados no silêncio. 
Percebe que a dúvida inspira o movimento e a acolhe, pois, a graça está no descobrir. 
Aqui, já sabe que a qualidade real, é a que sente no peito. Aprendeu cedo que, os olhos enxergam com vaidade e que a vaidade mascara a sinceridade. 
Aprendeu também que, a plenitude nasce da verdade que vive de si para si mesmo e só então, se estende ao outro. 
Com o tempo, vai sentindo na pele que, a satisfação está no brotar do sentimento, sentir com verdade, é viver pleno. Não há necessidade de retorno, a resposta mora dentro de si. 
Com isso, tem aprendido a não sofrer as decisões. Abençoa os pontos finais e segue em paz, afinal, a leveza está no deixar fluir. 
Sempre é tempo de renovar e o movimento, leva cada coisa para o seu devido lugar, no tempo que é, aqui-e-agora. 
Taynã Lizárraga Carvalho