segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Tempo que sou

Tempo é presente. Presente é abrigo da memória,que ilumina o caminho do que está por vir. Tempo é hoje. É retrato do que passou e impulso para o que ainda não sei. Não vejo o tempo. Sinto. Tempo é abrigo do eu. É onde a realidade se manifesta. É onde eu sou, onde eu estou. Eu sou o tempo. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

Dos encontros

Não há tempo certo para o encontro. O encontro está na disposição. Encontro é presença livre e mútua, é ser [com]. Não tem prazo de validade, nem manual de instrução. É hoje e agora e eterno, no tempo que vigora. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Do que não se sabe

Disseram que eu não entenderia. Mas, não sabem o quanto eu aprecio o "não entender". Adepta da impermanência, meu tempo é hoje, fora de mim não há lugar, eu sou o lugar. É um costume dizer e todos dizem. Falta-nos compreender, costume não é regra, entender não traz compreensão. É preciso saber de si, para ter qualquer compreensão. Faz-se livre de interpretações, seja com o tempo, o que a necessidade traz. Ser-se é o que temos a oferecer. Tempo é como ar, luz é para os olhos de quem a vê brilhar, você, espelho que me vejo, as respostas, residem no peito - de cada um. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

De toda manhã

Sobre o acordar, seu ritual dizia, uma toda gratidão por sentir a luz do dia. Um começo pleno de possibilidades é como recebe o hoje. Colore a sombra do dia, com o gosto de sabedoria. É cor e luz, é tom e vida. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Dos que se perdem na razão

Peca-se pela vontade. Vive-se de satisfação. É negado o sentir e mascarado o sentido. É o que te faz agir. A busca é eterna pelo compasso, não sabe entrar no ritmo que dita o coração. Não se entende com o coração. É tanto e tão pouco no mesmo passo. Teme e se perde na razão. Mais um batido passa. Mais um conto raso pra história. A vida passa e uns insistem namorar a beira. Prisioneiro de si mesmo, vive de pouco que é pra não doer o peito.
Taynã Lizárraga Carvalho

É preciso viver

É preciso viver. Sentir o gosto do sal, que não seja das lágrimas. Pertencer, mesmo que por instantes, à imensidão do mar. Seguir pelo mundo cego de ideais, para ser presente e construir o agora. É o tempo que a gente tem. Contemplar a beleza que não se compra, ser parte e todo no [uni]verso, que é o de todos nós. Amar verdadeiramente, é sentir livre. É necessário desapegar do que já foi, que já não está. Ser livre é ser inteiro, aqui-e-agora, é ser em si, fonte de tudo o que brota, é ser amor e amar.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Amor que vai, volta.

Mesmo que estejam os nossos corações partidos, é de amor que devemos nos abastecer. Amor não é o que vem do outro. Falta-nos compreender, que amor, é essência de cada ser. Amor é m de mim. Um coração partido é adjetivo de uma história, é marca do que bem vivido se levou. Amor não morre, adormece em si e brota sempre que o brilho do encontro estala no peito e faz o coração sorrir. Partido é, o coração que soma histórias, o choro é o que lava a cicatriz e nos diz, aqui o amor exalou. Mas, ainda precisamos aprender, amor mora de onde brota, exala, espalha, mas é pra dentro de si, que o amor volta.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 6 de julho de 2015

De algumas memórias

Vivo desperta a memória de um afago raro. A cada toque doado, um suspiro de amor brotava. Em silêncio, o carinho transbordava. Levou até ai, um quê de esperança que faltava. Mas, no sopro de algumas palavras, uma verdade desfazia. Carinho que afaga, não é história traçada. Mas cada toque de amor que se instala, é memória marcada. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Sempre um novo despertar

A cada adormecer e amanhecer do sol, um novo despertar. Agradece e abençoa o que já não está e acolhe o novo que virá. É tempo de ressignificar. Apropria-se com coragem, age com o coração.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 25 de maio de 2015

[H]á-mar ❤️

Pensando em AMAR - [H]á-mar. Imensidão. É o que me vem a cabeça. Porém, imensidão conforta e assusta num mesmo passo. Jogados ao mar, difícil é nadar pelas beiradas. Não se tem aos olhos, um campo seguro constante. Ser na imensidão, é ser a própria imensidão. É ser entregue ao que não vê, é remar pelo sentido, é se virar com cada onda que vem e se deixar levar pelo o que flui. [H]á-mar para os que têm coragem, os que agem com o coração, para os que enfrentam a imensidão, porque nela percebem um mar onde tudo há, onde tudo pode e se percebem parte e toda imensidão. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Sobre as reais inspirações

Tenho percebido que as reais ins[pirações] não vêm de fora para dentro. O que ins[pira] é a leveza do ser, o olhar puro, o coração calmo, o passo que é dado no ritmo do próprio embalo. A gente se ins[pira] da verdade que sente e que manifesta. A beleza que se vê, está no olhar de quem sente. O que está fora, é reflexo da gente. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Fim que não há


E por fim, compreendi que não há fim. Os ciclos se encerram para que possamos nos reinventar. Para cada fim, um novo começo. Para cada não, um sim do avesso. A sabedoria está em ser presente em cada momento que se mostra, colhendo frutos que vão nutrir a alma dali em diante. As pessoas se vão, as coisas acabam, o tempo passa, mas, as memórias são infindas. Somos as memórias que construimos. Somos além do tempo vivido. 

Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 12 de maio de 2015

A gente se relaciona pra quê?


Já faz algum tempo, eu descobri que as relações não têm prazo de validade. Todas as nossas interações têm função, todas as relações são de troca. Um dia, se nos damos conta de que não há mais troca, então, não há mais relação e, não é porque acabou, que temos que qualificar o tempo que durou. Tudo dá certo. Só que nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos que fossem, ou duram o quanto desejamos. Tudo vem e vai e todo tempo, é tempo de recomeçar. Tudo vira história. Toda experiência é aprendizado e enquanto há vida, há oportunidade. Aprendi contudo, que, dosar o sentimento, não faz com que ele dure mais tempo. O tempo é agora e o sentimento plantado, é o sentimento que brota. 


Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Canto o além de mim

Eu canto que é pra reconectar.
Manifesto em tom e som, o eu de mim. Manifesto, porque assim, me percebo além. Toco de sopro e nota, os que dispostos estão pelo ar. O sentimento que vai, volta pra me despertar, em outro tom, outro som, sou então, além de mim. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

[Uni]verso, que une

É que o universo encontra os semelhantes de alma.
Não sei se posso chamar de sorte, o que acontece com a gente, quando a gente se mexe.
Quando a energia que o corpo expele, encontra um corpo que pede.
As almas se esbarram no universo.
Os corpos se encaixam no espaço.
Os ventos estendem os entrelaços.
E então, a gente percebe...
Já era amor antes de ser.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Tempo que é vento

Tempo que traz, é o mesmo que leva. Os ventos sopram para renovar os ares da alma, as moradas do peito, as idéias paradas. Abraça o sopro e eleva. Acolhe o tempo, não espera. ✨
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 28 de abril de 2015

Felicidade é questão de ser, de estar


A felicidade está na capacidade de ser sua própria paz. Agir com legitimidade, ser pleno e sereno nas suas necessidades, ser amor e favor independente da reciprocidade. Felicidade é ser em si, toda a capacidade de plantar e brotar, ser e estar, sorrir e sonhar, no tempo que há. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ocupando a existência


Uma preguiça chamada segunda e um tanto de reflexão. É que passamos muito tempo [pre]ocupados e pouco nos ocupamos. Nós somos cada interação, cada manifestação de pensamento, sentimento. Cada palavra, o tom de voz, o toque, o passo dado, a velocidade dos passos, a distância do abraço, os beats do coração, o entrelaço de lábios. Somos um complexo completo de capacidades. Natos executantes de uma única verdade, a existência. Vamos praticar? 


Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sou o tempo


Do tempo, eu nada sei, sinto. Ora breve, sou sopro que voa leve. Ora pausa, sou tempo que instala a calma. Ora se estende, sou este tempo que é o passo dado a frente. De todo o tempo, sou o rastro que fica, o vento que leva, a curva que incerta, é direção. Sou meu próprio tempo, que em interação com os ventos, torno-me imensidão. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Do equilíbrio


Manter-se num caminho retilíneo, não é manter-se em equilíbrio. O equilíbrio está na capacidade de manter-se em constante movimento, em qualquer caminho que se apresente. Equilíbrio é movimento, é ser presente no presente que se mostra, é espontaneidade e criatividade que permite o fluir. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 30 de março de 2015

Só é com, aquele que é em si


Ser sincero com o outro, implica na exposição do sentimento, seja ele qual for. Porém, quando somos sinceros com nós mesmos, não há exposição, há um acolher verdadeiro do sentimento e uma elaboração saudável para a manifestação do mesmo. Não espero que você seja comigo, o que não é para si. Mas, te digo, não serei contigo se não houver um caminho sereno para chegar até aí. Quanto mais nos acolhemos em nossa própria existência, mais nos cuidamos e mais capazes de movimentar nossas fronteiras de contato, seremos. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Eu que se cria e cria


Sê íntimo de si. Acolhe e cuida dos sinais do corpo. Percebe as respostas do universo e elabora suas ações. Interage com verdade, legitima suas necessidades, caminha na direção que dita o coração. Sê de si, pleno e inteiro. Vida é resposta que se cria, pela própria mente, pelas próprias mãos. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 24 de março de 2015

De tom e então


Às vezes preciso de um tom assim, sem cor, sem calor, pra sacudir e colorir, com outro tom, outra cor, a vida que hoje, se instala em mim. Respiro o vento que vem no ritmo do momento, ora furacão, ora alento e me inspira um novo movimento. Pinto com suspiros, o que desconhecido vejo, reticente e presente, da cor que espelho. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 16 de março de 2015

[In]tregue


E sobre tudo o que eu não sei, encontro a resposta na disposição. Se sou entregue, sou toda experiência, sou pleno e reticente na minha existência.
Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 12 de março de 2015

Esse que sou


Um pouco de calma que é paz pra alma. Um pouco de luz, pra clarear o cinza que vezes cru, invade a vida. Um pouco de riso que estampa a brisa, que bem leve, releva os sopros do que não serve. Um tanto de tudo o que em mim há, para caminhar inteiro. Sou o que percebo, o que manifesto e o que levo de cada ato. Sou esse que você sente. Sou esse que de tudo faço. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Coisas do coração


Conhecida a capacidade do coração, não é todo afago que vira imensidão. O coração é desperto pelo toque sincero de troca, pela admiração que brota a cada manifestar. Não tem regra para a entrega. De repente o peito sente, bate forte e a gente segue, abraça o beat e então acontece. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cara pra quê?


Se a gente não dá a cara, não tem como conhecer o que está além. Ter coragem é ser íntimo do coração e tornar a legítima vontade, sua razão. A real satisfação está na capacidade de fazer por si. Faço, porque de mim, eu sei. Do mundo, o que trago, é a coragem de ser. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Grande e raso mar dos tem[idos]


De tanto nó sem laço, posso perceber, que grande é o mar dos que tem[idos], estamos a viver. A onda é a superfície, que rasa, envolve, dissolve e devolve o que lhe basta. Então, somos poeira e nada. Aqui, nada é tudo e tudo é muito do que nos falta. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

Do que o tempo traz.


Com o tempo, tenho amadurecido a idéia de que tudo na vida tem um pra quê. Se aprendemos a enxergar a função de tudo o que acontece, fluimos melhor no fluxo da vida. Cada vez mais, percebo a importância dos encontros, tantos e tão distintos, mas, que no tempo em que são, fazem todo o sentido. Fato é a impermanência, estamos sempre de passagem e mesmo que os caminhos seguintes, ainda nos encontre, repetidamente, de forma, cor, cheiro ou sabor diferente, algo ainda tem para acontecer. Evitamos aquilo que não entendemos, porque normalmente não temos a compreensão necessária a respeito do que necessitamos, não compreendemos o tempo, os momentos, que são únicos e despertam exclusivamente a necessidade daquele exato tempo. Deixamos muito passar, pela incapacidade criada de não nos respeitar. Passamos por cima de senimentos, porque estes, são facilmente inibidos por prazeres alentos, instantâneos. Ignoramos as legítimas necessidades porque vivemos o ego, que grita mais alto, se impõe a cada passo em falso ou tropeção, mostrando que a superfície está cheia, inúmeros são os enganos do raso. Nos fazemos fracos. Nos limitamos a beira. Vivemos presos ao conforto tolo, que se pinta fácil e acomoda o frágil sem sacudir. Assim percebo. Não julgo, porque ora tenho medo, vivo tanto quanto todos, o teatro do ego. Mas, uma coisa tenho aprendido, o tempo passa, as experiências brotam e nelas, eu me faço, dia fato, dia desfaço, assim sigo, compreensivo, porque de tudo o que não sei, invariavelmente, vivo. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

V[ida] que é


É que viver, despenteia. O vento que sopra, a mão que toca, o corpo que anda, corre, dança. A vida é um grande sopro, vai e vem , não pára. Despenteado, beijado, abraçado, estabefeado, por cada vento que vem com o tempo, somo lembranças. Sou cada fio embaraçado, retrato do movimento que faço passo a passo, nesse grande sopro de entrelaços. V[ida]. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Íntimo de si mesmo


Que tenhamos o interesse de interagir com as nossas próprias idéias. Que saibamos manifestar os nossos sentimentos sutilmente e que não nos importemos com o formato do nosso pensamento, do nosso sentimento, a ponto de minar sua expressão. Que a complexidade das nossas emoções se descomplique em suas expressões e que as nossas impressões não cristalizem as nossas possibilidades. Que saibamos manter íntegra a nossa parceria com nós mesmos. E que sejamos plenos instantes, internos e expressos. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Ponto de partida


Um passo de cada vez. É dado o lance. Mesmo que na direção de um talvez, o que sei, é que algum ponto terá. Ponto que exclama. Ponto que derrama a incerteza. Ponto que instala a pausa. Ponto que finaliza. De ponto em ponto, cada passo é um tanto, tanto de amor, tanto de dor, tanto de não sei, tanto que se fez, que se fará. De tanto em ponto, pontuo breve, pontuo leve, a espera de que tanto virá. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sentimento que sou


Sou também um sentimento. O que eu expresso, com o vento, toca longe, toca único. Sou risco, rabisco, letra e leitura, voz crua e nua, ponto e vão. O que você vê de mim, é retrato seu. O que eu sou, você sente. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

De todos os amores


Amor não tem destino certo. Amor é tentativa eterna. É busca incansável por compreensão, é priorizar a alegria, escantear a razão. Amor é estado de espírito, é disposição para o desconhecido, é dividir o colo e estender o riso. Amor é isso tudo e mais o que eu não sei. Amor brota no peito e exala no ar, toca suave o coração de quem se dispõe a amar. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ser de si


Ser só, não é ser sozinho. Ser só é ser consigo. Ser sozinho é não ser seu próprio abrigo. Se de si consigo vive inteiro, é com o outro todo pleno.
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Das demasias


Sofremos de demasia. Demasiado é o pensamento e demasiado é o sentimento. Demasiadas são as amarras que limitam as ações. E de tanta demasia, vazia, torna-se a vida. Limitada e rasa vida. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Conceito - experiência

Acho que vivemos uma grande confusão conceitual. Precisamos dar mais atenção à experiência, individu[all].
Taynã Lizárraga Carvalho

domingo, 4 de janeiro de 2015

[com]posto

O tempo é pouco. É importante que pense. Porém, pensar e só, não é suficiente. É essencial que expresse. Quando expressa, elabora. A palavra dá forma. Ainda assim, é indispensável que faça. A experiência é que retrata. A ação, concretiza. Do que é vivido, a gente faz a vida.
Taynã Lizárraga Carvalho