Vamos então deixar pra lá aquilo que já foi...deixar passar o que já não está. Não importa que seja amor, o que for...cada coisa tem o seu lugar. Para o que não tem remédio, remediado está, não é assim? E que enfim, venha até mim...se for pra ser, mais uma vez...se não for fim. Se for começo, deixa que eu esqueço. Disso tudo, faço um único apelo...não cale o coração que chama, nem fuja do desejo que grita, se hoje pode ser, hoje será, se deixar pra amanhã, as coisas simplesmente mudam de lugar.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
quarta-feira, 31 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
É amor que nunca morre, é chama que arde sem doer...
É seu amigo aquele que te deseja o bem independente de qualquer coisa. Que consegue transitar junto contigo pelos seus extremos sem se assustar. Que compreende as suas pausas e a necessidade de vez ou outra estender um vão entre vocês. Aquele que sente amor, mas sabe que você precisa amar. Que respeita o seu não e entende a sua loucura. Que te deixa descansar no silêncio ... Que te impulsiona pra frente, pro alto...que te deixa cair e te lembra que ser fraco é necessário. Que não abraça a sua causa porque é sua, mas sabe reconhecer os seus erros e te apoia nos recomeços. Que te vê como ser humano, que briga, que grita e que se mostra transparente. Que sabe que esse é só um dos seus amores e não se sente inferior por isso. Que flui a qualquer distância...que é reticente e sempre presente, que se sente seguro no seu olhar, que não precisa de nenhuma palavra, que te aceita na sua completa verdade, que não te julga por uma escolha mal feita e nem repreende os seus encantos. Amigo sabe o lugar que tem, sabe de onde vem e pra onde vai...
A gente escolhe quem quer perto na vida, mas, são as atitudes que decidem quem fica. Palavras não enchem o coração, compartilhar não é repartir o pão, compreender não é te dar razão. É preciso ser muito mais si mesmo, para ser com o outro. É via de mão dupla, sai daqui e de lá, vem e vai ao mesmo passo, é compasso, é ritmo que encontra num fluir sem espasmo. Sai e chega...chega e sai, num movimento vasto. Ser amigo, é ser antes pleno em sua própria existência, é ter o que doar sem deixar se faltar...é poder doar sem doer.
Taynã Lizárraga Carvalho
A gente escolhe quem quer perto na vida, mas, são as atitudes que decidem quem fica. Palavras não enchem o coração, compartilhar não é repartir o pão, compreender não é te dar razão. É preciso ser muito mais si mesmo, para ser com o outro. É via de mão dupla, sai daqui e de lá, vem e vai ao mesmo passo, é compasso, é ritmo que encontra num fluir sem espasmo. Sai e chega...chega e sai, num movimento vasto. Ser amigo, é ser antes pleno em sua própria existência, é ter o que doar sem deixar se faltar...é poder doar sem doer.
Taynã Lizárraga Carvalho
O ser humano e a sua capacidade de amar...
Quais são os obstáculos para o desenvolvimento da capacidade de amar do ser humano...? Essa é uma pergunta que permeia muitos corações rejeitados por aí. A verdade é que os obstáculos se instalam na fronteira de contato entre o ser humano e o meio ambiente e vêm em forma de sentimentos, atitudes, crenças, mecanismos de defesa, no momento de interação entre o eu e o outro. O contato entre o eu e o outro implica em atração e rejeição, aproximação e distanciamento, sentir, avaliar, discernir, comunicar, lutar, detestar, amar. Essa é uma conjunção de ações que compõe a motivação para o amor, segundo Tellegen, 1984.
A disposição para o amor ocorre no encontro entre dois sujeitos. O amor se dá de fato a partir da capacidade que o ser humano tem de se diferenciar do outro, de interagir com permeabilidade na fronteira de contato, sabendo colocar-se e retirar-se quando necessário. Essa fluidez é essencial para que o sujeito entre em contato com as suas necessidades e discrimine-as. Quando se aproxima do outro, concentra-se no presente, realiza-se no aqui e agora, estabelece concretamente o contato. Da mesma forma, quando não é capaz de retirar-se desse contato, não interage com as próprias necessidades, não discrimina positiva ou negativamente suas interações e consequentemente fica impedido de diferenciar-se do outro. Sendo assim, não vivencia sua singularidade. Resumindo, a capacidade de amar, vem naturalmente da capacidade de reconhecer-se como ser único e singular, de enxergar e estabelecer o limite entre o eu e o outro.
Grande parte da dificuldade de estabelecer esse tipo de contato, está nas crenças que são impostas culturalmente baseadas num modelo aprendido de relacionamento amoroso, que acabam por ser introjetadas. As pessoas têm necessidade de se basear em modelos prontos ao invés de construírem suas próprias histórias, de vivenciarem seus próprios relacionamentos. Valores vão sendo construídos cada vez mais distante de cada sujeito, superficialmente. Quando deixo de vivenciar, perceber, sentir e concretizar a experiência por conta própria, estou empobrecendo a minha personalidade, fragmentando meu ser e restringindo as minhas possibilidades de satisfação. Para que seja capaz de amar, é preciso confrontar os medos e desapegar-se de experiências passadas, lembrando-se sempre de que cada experiência é única e tudo muda o tempo todo, portanto, não há a possibilidade de passar por um mesmo sofrimento ou decepção, tudo será novo de novo a partir do momento que permitir renovar seus ciclos, fechando e abrindo a medida que se apresentarem, fim e começo respectivamente, mantendo-se no fluxo constante que é a vida.
O valor do amor, está na capacidade de amar, não na reciprocidade. Mais uma vez, faço menção a um importante movimento, o de colocar para fora a nossa emoção, pois, é assim que tornamos possível a expressão da emoção do outro. É no fluir das emoções que temos as maiores construções, aperfeiçoamentos, aprendizagens.
O medo paraliza, a omissão cristaliza, o impasse desqualifica. A capacidade de amar, sua beleza ou o seu terror, está em cada um de nós. Faça ser o seu amor, ame a sua maneira.
Taynã Lizárraga Carvalho
A disposição para o amor ocorre no encontro entre dois sujeitos. O amor se dá de fato a partir da capacidade que o ser humano tem de se diferenciar do outro, de interagir com permeabilidade na fronteira de contato, sabendo colocar-se e retirar-se quando necessário. Essa fluidez é essencial para que o sujeito entre em contato com as suas necessidades e discrimine-as. Quando se aproxima do outro, concentra-se no presente, realiza-se no aqui e agora, estabelece concretamente o contato. Da mesma forma, quando não é capaz de retirar-se desse contato, não interage com as próprias necessidades, não discrimina positiva ou negativamente suas interações e consequentemente fica impedido de diferenciar-se do outro. Sendo assim, não vivencia sua singularidade. Resumindo, a capacidade de amar, vem naturalmente da capacidade de reconhecer-se como ser único e singular, de enxergar e estabelecer o limite entre o eu e o outro.
Grande parte da dificuldade de estabelecer esse tipo de contato, está nas crenças que são impostas culturalmente baseadas num modelo aprendido de relacionamento amoroso, que acabam por ser introjetadas. As pessoas têm necessidade de se basear em modelos prontos ao invés de construírem suas próprias histórias, de vivenciarem seus próprios relacionamentos. Valores vão sendo construídos cada vez mais distante de cada sujeito, superficialmente. Quando deixo de vivenciar, perceber, sentir e concretizar a experiência por conta própria, estou empobrecendo a minha personalidade, fragmentando meu ser e restringindo as minhas possibilidades de satisfação. Para que seja capaz de amar, é preciso confrontar os medos e desapegar-se de experiências passadas, lembrando-se sempre de que cada experiência é única e tudo muda o tempo todo, portanto, não há a possibilidade de passar por um mesmo sofrimento ou decepção, tudo será novo de novo a partir do momento que permitir renovar seus ciclos, fechando e abrindo a medida que se apresentarem, fim e começo respectivamente, mantendo-se no fluxo constante que é a vida.
O valor do amor, está na capacidade de amar, não na reciprocidade. Mais uma vez, faço menção a um importante movimento, o de colocar para fora a nossa emoção, pois, é assim que tornamos possível a expressão da emoção do outro. É no fluir das emoções que temos as maiores construções, aperfeiçoamentos, aprendizagens.
O medo paraliza, a omissão cristaliza, o impasse desqualifica. A capacidade de amar, sua beleza ou o seu terror, está em cada um de nós. Faça ser o seu amor, ame a sua maneira.
Taynã Lizárraga Carvalho
domingo, 28 de julho de 2013
Vazio são, sadio vão.
Pensando sobre o vazio. O que pode representar o fim e o começo. Que é vão, é inteiro. Vazio que cala, silêncio que instala a calma, quieta a alma, prepara uma nova jornada. Vazio sombrio pra quem vê, puro pra quem sente. Que de repente é tudo e é nada. Vazio que aquece e estremece, atordoa...apetece, enlouquece. Vazio são, sadio vão.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Sentido que sente, que sinto...
E até quando tudo faz sentido, a gente deixa de sentir...passa despercebido, sente pouco, sente triste, sente nada...sente falta, ou nem repara...a gente quer sentido, mas não sente, quer amar, mas não ama, quer dinheiro mas não trabalha. A gente quer sentido pra uma vida que não se sente. Sentir demais não atrapalha, sentir traz o ar da graça...de ser com e para, de ser nó, laço ou não ser nada...sentir é jus ao existir, é ir e vir, dentro e fora de si, é navegar num mar acaso, é ser o caso e o descaso, é ser livre, é ser a própria permissão. Sentir é sentido, sentido é fluir, sentir com ou sem sentido é simplesmente existir...em si, pra si...aqui e ali, lá...sem hora.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Ser já basta...
Aí você conhece centenas de pessoas e de alguma forma, elas passam a fazer parte da sua vida. Não necessariamente como elas gostariam, ou como você gostaria. Elas simplesmente fazem parte, à sua forma. Da mesma maneira, você nasce numa determinada família, na qual, não necessariamente você vai se sentir completamente encaixado, você participa a sua maneira e vice-versa... estamos inseridos em um mundo e núcleos com bases prontas, porém, nem o mundo nem seus núcleos estão prontos, porque, nós, parte constituinte disso tudo, nunca estaremos prontos. Somos criados para fazer parte do mundo, interagir com suas partes, buscando formar um todo, o nosso todo. A busca incansável por pertencer, não nos leva ao pertencimento, mas à angústia de "ter que". O "ter que", só existe pra quem não é, em si mesmo, para si mesmo. Quando a gente simplesmente é, tudo passa a ser sem o sentido de obrigação, tudo é, o todo passa a ser todo com todo sentido.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Ahh...o encontro, a troca...
Algo sobre o encontro e a troca. Ontem ouvi algo que me fez pensar...tudo o que sai da gente é um presente. Toda e qualquer ação que demonstre algo que é nosso, que chega até o outro, seja o outro que for, é um presente. As nossas relações podem então, ser compreendidas assim, a troca é sempre um presente. A gente esbarra com muitas pessoas nessa vida e todas elas deixam uma marquinha por onde passam...assim, vamos somando encontros e trocas que vão se tornando parte da gente. Aquele papo de que tudo é um todo, tudo afeta tudo e tudo muda o tempo todo... Um encontro, de fato, só existe quando há troca e para que haja troca, é necessário que ambos envolvidos estejam dispostos a entregar algo de si, uma entrega mútua, sutil... um vai-e-vem de verdade, sinceridade, vai-e-vem real que nutri ali e volta pra nutrir aqui. As pessoas merecem o seu presente, mostrar o que vc é, é uma contribuição para o vir a ser do outro e por aí vai... Nessa, todo mundo sai ganhando. Então, desejo que os seus, os nossos encontros sejam verdadeiros, que não tenhamos medo de entregar o melhor de nós, que nenhuma consequência seja capaz de anular um encontro, que sejamos sempre capazes de viver com intensidade independente do segundo seguinte.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Vôo livre
Voava por voar, pássara incessante...morava na imensidão de possibilidades, céu. Passeava de lado a lado, pousava pouco...onde lhe convinha e só onde lhe convinha. Bicava de peixe a ar, de nuvem a pedra...voava só. Via muito, não enxergava nada...passava os olhos enquanto voava...sua parada era tática, prática. Mal sentia o tempo passar, o vento lhe acariciava, bastava a si só...se enganava. Começou a sentir falta de companhia pra voar, o vento que acariciava já não saciava mais...de repente começou a voar devagar, assistia o tempo passar...sentia o vento pesado, seus olhos miravam e fixavam em um único lugar...horizonte, longe... Se sentiu cansada, as asas mal abriam mais...parou...olhou, respirou fundo...entregue ao silêncio de si...em si, no momento em que se permitiu parar...mudou o seu olhar, pra si, pro céu...sentiu o vento diferente...parou para sentir lhe tocar...fechou os olhos e parou de ver...para enxergar...mirava perto, onde podia alcançar... estava ali...ou lá, perto...podia tocar. Sentia ir o vento e voltar...devagar... tocava diferente...refletiu...o que estava diferente era mesmo o seu olhar, seu peito aberto, pronto pra trocar...ar...pra ir, deixar estar e levar...e ser consigo...e contigo, quem quiser que seja tigo...mas com, sempre com...mesmo que em vôo solo...em vôo paradoxo...Vôo livre...
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 12 de julho de 2013
No caminho que sente...
E você não sabe de nada. Deixa qualquer coisa acontecer...vai, nem olha. Pára. Observa... Dá uns passos, entrega...recebe. Quando vê, ainda está lá, não tem nada diferente fora dali...Olha pra dentro, nota um sussurro...leve, devagar... Respira bem fundo! Sente... alimenta, não sabe, alimenta mesmo assim. Deixa estar...sentir, fluir. Dá outro passo, sem direção, no caminho que sente, palpita... que sussurra...reticente, infinito...passos largos, frente ao acaso, num encontro, raro. Não sabe dizer, não consegue dizer....sente e só...anda e só...e junto, mas só. Embola...enrosca...e fica...e muda, tudo muda...no mesmo lugar, assim...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Que os segundos sejam eternos...
Muitas vezes, num breve encontro acontece um estalo...e a partir daí temos um fato, dois...o encontro e o estalo. Bobeira nossa, pensar que o que traz o valor do encontro é uma sucessão de estalos...ou de fatos...esquecemos que o tempo não disputa com a intensidade. O eterno pode durar apenas 1 segundo.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Quem se [pre]ocupa, "morre" antes do tempo!
Esse negócio de se [pre]ocupar já fez muito tempo perdido. Quis que fosse, quis saber, e depois... e depois... será? e agora? Tanto me ocupei precipitadamente que deixei muita coisa passar, ou, não deixei muita coisa estar...depende. No nada, na multidão, no entre, no vão...dei várias voltas...andei em círculos, parei...olhei...e não vi nada...achava que via tudo, que sabia tudo, que podia esperar...esperar o que mesmo? Às vezes tinha que me perguntar... E eu nunca tinha resposta. Enfim, entendi. Quem [pre] se ocupa, não vive, não vê, não conhece, não sente. Agora sigo...sem [pre]fixos, sem fixar...solta, ocupada só em estar, cheia de sabe-se-lá.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Eu escolhi viver assim...e você?
O maior de todos os meus problemas é lidar com algumas regras...nada demais! Regras bobas de funcionamento cotidiano...Tipo, ter que fazer assim ou assado porque as pessoas esperam que seja assim ou assado ou podem pensar isso ou aquilo. Essas idéias, pensamentos, padrões, prontos, me tiram o tesão de viver aqui. Eu quase posso garantir que o prazer de viver esquizofrênico, num castelo construído num mundo que é só meu, é muito maior do que o de compartilhar a minha existência com esses que se prendem nisso ou aquilo ditos e feitos por segundos, terceiros, quartos...xis. Ter que reprimir a espontaneidade de um ato, porque a consequência que se tem daquilo é premeditada e "você vai acabar perdendo com aquilo", me faz desistir daquilo mesmo antes de vive-lo. Não tem graça não poder ser o que quer que seja, quando quer que seja...não tem graça sentir o que se sente se o sentir tem que ficar oculto...cego, surdo e mudo. Eu não funciono assim. Eu transpiro espontaneidade...eu falo verdades inteiras,faço malcriações feias, minhas caretas não escondem o sentimento que emerge a cada situação vivida, quem me conhece sabe. Eu falo o que eu penso, o que eu sinto, rio e choro quando tenho vontade...Não costumo me preocupar com as consequências do meu expressar, porque lidar com elas, também exige espontaneidade, criatividade... e pra mim, isso é o que o ser humano é, por si só, de natureza, criativo e espontâneo. Porque deixar que as regras de outrem...sei lá quem, ocultem o melhor de mim? Se vc tem os seus pensamentos prontos, que quem faz isso é aquilo, quem fala isso é assim, quem veste isso faz isso, bla bla bla, eu só posso dizer que sinto muito...Os seus julgamentos só te privam de você mesmo, não disso ou daquilo...mas, de você. Não vou perder meu tempo não sendo, se já sou...fingir que não sinto ou guardar o que sinto pra depois...porque, sei lá...vou jogar tudo no ar quando sentir que devo, vou criar formas de ser e estar nesse mundo a cada segundo vivido! O que eu sou pra você não é mais importante do que eu sou pra mim. Eu escolhi viver assim... E você? Beijos.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
Diálogo é o que nos falta
Falta diálogo. É o que nos falta hoje. Os contatos são estreitos, a presença no contato é superficial, tentamos primeiramente, que nos enxerguem da forma que gostaríamos, não da forma genuína. Assim, alimentamos a falsa percepção que as pessoas constroem de nós mesmos. A presença no contato, sem reservas, sem aparência, faz com que estejamos inteiros, plenos no encontro. A comunicação, a auto-expressão plena e mútua, vem de um contato verdadeiramente estabelecido, quando dois sujeitos se dispõem a um encontro onde não há potência e impotência, onde a expressão se dá pela necessidade de expor, mesmo que através do silêncio, a resposta entre os sujeitos, não seja baseada na proteção de si ou do outro, o diálogo ocorre quando cada um se responsabiliza por aquilo que se expressa, respeitando a necessidade legítima de expressão. O fato de que para que o diálogo ocorra, é preciso que a presença seja sem reservas, não diz que devemos dizer tudo o que vem à cabeça, o diálogo tem como função a troca, o compartilhamento daquilo que julgo útil para alimentar o "eu" e o outro, por isso reforço, é necessário que cada um assuma a responsabilidade do que leva para esse encontro. No diálogo, colocamos para a fora a nossa criatividade, o encontro e a comunicação dada nesse momento de dialogar, é arte, é criar formas de estar presente com aquele outro, de ser verdadeiro no encontro, levando de mim e deixando que chegue até mim, conteúdos que são úteis para ambos os processos constantes de transformação, do eu e do outro. Precisamos de mais presença, de plenitude nos encontros, de olhos nos olhos, de críticas construtivas, de expansão de horizontes que nos levem além de onde acreditamos ser o final, de maleabilidade das barreiras para que os contatos aconteçam a todo tempo, para que tudo continue fluindo no ciclo.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 2 de julho de 2013
Nem tudo o que parece, é.
As pessoas têm a necessidade de julgar. Tudo precisa ter um significado. As coisas, as pessoas, não são elas em si, são o que querem que seja. Ainda assim, mesmo com todo esse"poder"de dizer o que as coisas e as pessoas são, ainda colocam a responsabilidade do que vêem, nos outros. Hã? É difícil de entender. Você olha, interpreta e ainda culpa o outro pela sua interpretação? Tem alguma coisa errada aí, não tem? Nem tudo o que parece é, precisamos ir além das coisas em si, chegar no em si das coisas, para validar uma interpretação. Não é tarefa fácil, por isso, ouvimos tanto o "não julgar"... Se você se dá por satisfeito pela imagem que constrói, sinta-se também responsável pela sua construção, abrace o que é seu e solte o que está de fora, afinal, é o em si das coisas que tornam a coisa em si, não você.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
Tanto faz
Eu até tentei entender... mas, me olhei no espelho e o que eu vi, ultrapassa qualquer entendimento. Não é porque é assim ou assado, frito, surrado, tapado...tanto faz...é porque é, ou não é, porque não é. Vai ser...um dia, quizás. O cadeado tá aberto...colado no peito. Olho reto, distante, vejo e não vejo...Escuto. Perturba...lento, lento, quase machuca. Mas, lembro, não é e não vai ser o que quer que seja, só o que for. Confuso, né? Não ligo. Ao menos, tento. Eu não quero entender.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Do bloom ao blupt
Quis inventar um novo beat para o coração. Desacelerar, usar as suas asas, controlar seu vôo. Quis que fosse solto...não dá. Seu beat sincero é acelerado, se faz sentir, vivo, num boom que exoplode, que me arremessa...me põe testa a testa e me testa a cada compasso. Me disponho a vários atos, entrelaços, desfaço laços e volto para o mesmo lugar...o beat é o mesmo, o compasso...às vezes, o distraio, me divirto, agito interno, me interno, mas, sempre, sempre, me entrego. Tenho calma, tenho pressa...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
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