A gente faz o que pode, dá a mão, acredita...mas, o vício em acreditar que devemos ser sempre isso ou aquilo, é ainda tão forte, que as pessoas metem os pés pelas mãos. Preferem não ser nada, a correr o risco de ser qualquer coisa que elas não gostariam, ou pensam que poderiam não gostar. A preocupação está enraizada na aparência, ignoram a essência e vivem o que não é, que não vai ser... Vivem superficialmente. Passam tanto tempo perdidas nesses caminhos estreitos de poderias, deverias e afins, que não se encontram mais. A essência passa a ser nada. Quantas pessoas "nada" estão por ai... Perdidas, sozinhas, num nada tão grande, que dá dó. Cada vez mais, fica clara a necessidade de nos alimentarmos dos nossos próprios feitos, do desprendimento que fazemos de nós em prol do outro, mesmo que o outro não faça nada com isso...
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
quinta-feira, 27 de junho de 2013
quinta-feira, 20 de junho de 2013
"Não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou. Se vou, já sei que não fico. Se fico, já sei que não vou." - Ser e existir, a simples tarefa de quem já está aqui.
"Mas ser-no-mundo não quer dizer que o homem se acha no meio da natureza, ao lado de árvores, animais e outros homens...É uma estrutura de realização...O homem está sempre superando os limites entre o dentro e o fora." Heidegger
Ser no mundo é estar com e para o mundo a todo momento, a partir do momento que existimos, estamos inerentes à essa relação. O que confirma a nossa existência, são as mais diversas formas com que nos relacionamos com as pessoas e com as coisas. Tudo está ligado a tudo. No momento em que penso isso ou sinto aquilo, estou me referindo a algo ou alguém, eu só existo porque o outro existe. "As coisas não podem ser sem o homem e o homem não pode ser sem as coisas que encontra."
"Mesmo o estar só, é ser-com no mundo. Somente num ser-com e para um ser-com é que o outro pode faltar. O estar só é um modo deficiente de ser-com."- Heidegger. O mundo é sempre um mundo compartilhado com os outros.
O que tudo isso quer dizer, é que nós temos a capacidade de nos compreendermos mútua e imediatamente, por sermos essencialmente semelhantes, embora na forma concreta do nosso existir, cada um apresenta-se com suas peculiaridades em seu perceber, compreender e comportar-se. Assim, no encontro de um ser com o seu semelhante, ocorre uma relação de reciprocidade, na qual ambos influenciam-se mutuamente, isso é o que torna o ser humano diferente dos animais e das coisas, esse funcionamento, deixa claro que o ser humano tem consciência de si e do mundo. Se não fosse pela oportunidade de nos relacionarmos com outros seres humanos, não conheceríamos as nossas potencialidades como o amor, a responsabilidade e a liberdade, é só porque podemos coloca-las em prática, que também somos capazes de desenvolve-las.
As nossas relações de contato, de comunicação com as pessoas, começam através do nosso próprio corpo, inicialmente, percebemo-nos e comunicamo-nos mutuamente por meio de contatos e expressões corporais, gestos e atitudes, depois introduzimos a linguagem, afinal, essa é própria do contato com os seres humanos. Porém, seja a linguagem que for, só existe porque nós somos seres com e para, existimos em relação a algo e a alguém.
Aí vocês devem estar se perguntando... "e o mundo próprio? não existe um mundo próprio?". O mundo próprio consiste na relação que o sujeito estabelece consigo mesmo, nos termos utilizados aqui, seria o seu ser-em-si-mesmo, na consciência de si e no autoconhecimento. Porém, ainda que exista a sua relação no ser-em-si-mesmo, o ser humano é um ser-no-mundo, ou seja, sempre é uma pessoa com características próprias, em relação a algo ou a alguém. São as vivências e experiências que cada pessoa tem ao longo da vida, relacionando-se com o mundo e com os outros, que vão tornando-lhe capaz de atualizar e desenvolver suas potencialidades, dando-lhe condições necessárias para ir descobrindo e reconhecendo quem é. Ao passo que a pessoa vai desenvolvendo suas noções de autoconhecimento, vai da mesma forma, ampliando suas noções sobre o mundo que a cerca e as suas formas de ser e estar nele. E esse funcionamento acontece em um fluxo contínuo, estamos constantemente existindo, sempre em direção daquilo que pretendemos ser. As nossas características, qualidades...não se limitam aquilo que já fizemos, embora nosso passado forneça elementos importantes para nos conhecer, não fixa a forma de ser, pois estamos sempre prontos para nos modificar, compensando erros ou aperfeiçoando virtudes.
Isso me faz pensar no termo autotranscendência, que é a capacidade que o ser humano tem de transcender a situação imediata, de ultrapassar o momento concretamente presente, o aqui-e-agora, o espaço e o tempo. Com isso, podemos trazer o passado e o futuro para o instante atual de nossa existência e nos reconhecermos como sujeitos responsáveis por nossas escolhas e decisões. Diria que essa capacidade é base da nossa liberdade, pois, permite com que voltemo-nos para o nosso passado e ao mesmo tempo, lancemo-nos ao nosso futuro para refletirmos e avaliarmos nossos próprios recursos e as possibilidades que temos para enfrentar não só a situação imediata, mas, para ir através da imaginação, muito além dela. A existência nos proporciona uma enorme variedade de possibilidades para escolhermos como vamos nos relacionar com o mundo. O tal mundo próprio, então, teria como função, o pensar. O pensar engloba todas as funções como a linguagem, o entendimento, o raciocínio, a memória, a imaginação, a intuição, a reflexão...Platão já dizia, "pensar é conversar com um tema, penetrando-o, é o diálogo da alma consigo mesma...Pensar é uma fala que a alma realiza sobre o que quer investigar...O pensamento se dispõe, por sua própria essência, a poder dialogar com os outros...o monólogo já é uma forma de diálogo."
Bom, toda essa reflexão, é para trazer a importância de nos olharmos como seres humanos que somos, sem diferenças, afinal, se todos existimos, a forma de ser e estar no mundo, particular, de cada um, é o que nos torna capazes de nos relacionar, de buscar a transcendência do ser-no-mundo, de entrelaçar existências, tornando-as em sermos-com-e-para-o-mundo, numa forma sintonizada, que mais do que sermos e ponto, sermos seres-com-e-para-o-mundo-e-além-do-mundo, assim, é que podemos finalmente chegar ao amor, a forma fundida, dual, de ser e estar no mundo. Binswanger disse que o amar, é um modo peculiar de existir, no qual o ser humano vivencia a plenitude de suas possibilidades, encontrando-se profundamente enraizado no solo de sua existência, em paz consigo e com o mundo, destituído de desejos e intenções. Para ele, no amor e somente no amor, a pessoa é capaz de experienciar como uma totalidade, a finitude e o infinito, o fato e a essência...No amor, se realiza o verdadeiro "nós", no qual cada parceiro é criador e simultaneamente ativo e passivo, masculino e feminino...Esta inconcebível e inexplicável qualidade do amor é um mistério que se realiza no duplo milagre de amar e ser amado.
Dizem por aí que é preciso ter coragem para ser, porém, já somos...o que podemos fazer? O ter que escolher e ter que assumir as escolhas, traz um sentimento de apreensão, de uma falsa liberdade, mas, é só lembrarmos que da mesma forma que são infinitas as possibilidades, está em nossas mãos a capacidade de transformar, não temos o que temer. Precisamos ir e ficar a todo momento, para não cessarmos nunca o movimento de atualização das nossas capacidades. E mais do que isso, para nunca cessarmos a busca por um ser-no-mundo-e-para-o-mundo-e-além-do-mundo, num encontro de dois seres completos, que transcendem e mesmo que por instantes, são capazes de viver o amor.
Taynã Lizárraga Carvalho
Ser no mundo é estar com e para o mundo a todo momento, a partir do momento que existimos, estamos inerentes à essa relação. O que confirma a nossa existência, são as mais diversas formas com que nos relacionamos com as pessoas e com as coisas. Tudo está ligado a tudo. No momento em que penso isso ou sinto aquilo, estou me referindo a algo ou alguém, eu só existo porque o outro existe. "As coisas não podem ser sem o homem e o homem não pode ser sem as coisas que encontra."
"Mesmo o estar só, é ser-com no mundo. Somente num ser-com e para um ser-com é que o outro pode faltar. O estar só é um modo deficiente de ser-com."- Heidegger. O mundo é sempre um mundo compartilhado com os outros.
O que tudo isso quer dizer, é que nós temos a capacidade de nos compreendermos mútua e imediatamente, por sermos essencialmente semelhantes, embora na forma concreta do nosso existir, cada um apresenta-se com suas peculiaridades em seu perceber, compreender e comportar-se. Assim, no encontro de um ser com o seu semelhante, ocorre uma relação de reciprocidade, na qual ambos influenciam-se mutuamente, isso é o que torna o ser humano diferente dos animais e das coisas, esse funcionamento, deixa claro que o ser humano tem consciência de si e do mundo. Se não fosse pela oportunidade de nos relacionarmos com outros seres humanos, não conheceríamos as nossas potencialidades como o amor, a responsabilidade e a liberdade, é só porque podemos coloca-las em prática, que também somos capazes de desenvolve-las.
As nossas relações de contato, de comunicação com as pessoas, começam através do nosso próprio corpo, inicialmente, percebemo-nos e comunicamo-nos mutuamente por meio de contatos e expressões corporais, gestos e atitudes, depois introduzimos a linguagem, afinal, essa é própria do contato com os seres humanos. Porém, seja a linguagem que for, só existe porque nós somos seres com e para, existimos em relação a algo e a alguém.
Aí vocês devem estar se perguntando... "e o mundo próprio? não existe um mundo próprio?". O mundo próprio consiste na relação que o sujeito estabelece consigo mesmo, nos termos utilizados aqui, seria o seu ser-em-si-mesmo, na consciência de si e no autoconhecimento. Porém, ainda que exista a sua relação no ser-em-si-mesmo, o ser humano é um ser-no-mundo, ou seja, sempre é uma pessoa com características próprias, em relação a algo ou a alguém. São as vivências e experiências que cada pessoa tem ao longo da vida, relacionando-se com o mundo e com os outros, que vão tornando-lhe capaz de atualizar e desenvolver suas potencialidades, dando-lhe condições necessárias para ir descobrindo e reconhecendo quem é. Ao passo que a pessoa vai desenvolvendo suas noções de autoconhecimento, vai da mesma forma, ampliando suas noções sobre o mundo que a cerca e as suas formas de ser e estar nele. E esse funcionamento acontece em um fluxo contínuo, estamos constantemente existindo, sempre em direção daquilo que pretendemos ser. As nossas características, qualidades...não se limitam aquilo que já fizemos, embora nosso passado forneça elementos importantes para nos conhecer, não fixa a forma de ser, pois estamos sempre prontos para nos modificar, compensando erros ou aperfeiçoando virtudes.
Isso me faz pensar no termo autotranscendência, que é a capacidade que o ser humano tem de transcender a situação imediata, de ultrapassar o momento concretamente presente, o aqui-e-agora, o espaço e o tempo. Com isso, podemos trazer o passado e o futuro para o instante atual de nossa existência e nos reconhecermos como sujeitos responsáveis por nossas escolhas e decisões. Diria que essa capacidade é base da nossa liberdade, pois, permite com que voltemo-nos para o nosso passado e ao mesmo tempo, lancemo-nos ao nosso futuro para refletirmos e avaliarmos nossos próprios recursos e as possibilidades que temos para enfrentar não só a situação imediata, mas, para ir através da imaginação, muito além dela. A existência nos proporciona uma enorme variedade de possibilidades para escolhermos como vamos nos relacionar com o mundo. O tal mundo próprio, então, teria como função, o pensar. O pensar engloba todas as funções como a linguagem, o entendimento, o raciocínio, a memória, a imaginação, a intuição, a reflexão...Platão já dizia, "pensar é conversar com um tema, penetrando-o, é o diálogo da alma consigo mesma...Pensar é uma fala que a alma realiza sobre o que quer investigar...O pensamento se dispõe, por sua própria essência, a poder dialogar com os outros...o monólogo já é uma forma de diálogo."
Bom, toda essa reflexão, é para trazer a importância de nos olharmos como seres humanos que somos, sem diferenças, afinal, se todos existimos, a forma de ser e estar no mundo, particular, de cada um, é o que nos torna capazes de nos relacionar, de buscar a transcendência do ser-no-mundo, de entrelaçar existências, tornando-as em sermos-com-e-para-o-mundo, numa forma sintonizada, que mais do que sermos e ponto, sermos seres-com-e-para-o-mundo-e-além-do-mundo, assim, é que podemos finalmente chegar ao amor, a forma fundida, dual, de ser e estar no mundo. Binswanger disse que o amar, é um modo peculiar de existir, no qual o ser humano vivencia a plenitude de suas possibilidades, encontrando-se profundamente enraizado no solo de sua existência, em paz consigo e com o mundo, destituído de desejos e intenções. Para ele, no amor e somente no amor, a pessoa é capaz de experienciar como uma totalidade, a finitude e o infinito, o fato e a essência...No amor, se realiza o verdadeiro "nós", no qual cada parceiro é criador e simultaneamente ativo e passivo, masculino e feminino...Esta inconcebível e inexplicável qualidade do amor é um mistério que se realiza no duplo milagre de amar e ser amado.
Dizem por aí que é preciso ter coragem para ser, porém, já somos...o que podemos fazer? O ter que escolher e ter que assumir as escolhas, traz um sentimento de apreensão, de uma falsa liberdade, mas, é só lembrarmos que da mesma forma que são infinitas as possibilidades, está em nossas mãos a capacidade de transformar, não temos o que temer. Precisamos ir e ficar a todo momento, para não cessarmos nunca o movimento de atualização das nossas capacidades. E mais do que isso, para nunca cessarmos a busca por um ser-no-mundo-e-para-o-mundo-e-além-do-mundo, num encontro de dois seres completos, que transcendem e mesmo que por instantes, são capazes de viver o amor.
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Preste bem atenção, coração...
Que susto! Acordei e estava tudo descompassado. Coração, preste bem atenção, siga seu ritmo mais leve, se entregue na direção que segue...encontre o compasso, entrelace...não se negue. Me deixa sentir seus beats, faça com que eu me arrisque. Se despeça de meros leros, anda com força...não se empurre, não se cale, não sussurre...desperte a calmaria interna, grite de vez, sem espera...sem hora, não demora. Vai...segue seu ritmo. Vai, não faça joguinho. Encontre, compasse, passe...não deixe que te pare. Eternaliza, busca, a hora é sua. Que seja bossa, que grite vitória, que seja calmo, pode ser uivado...que seja lírico, que seja lindo...que seja choro e dê enjôo...que seja e só seja. Coração, te dou a mão, te auxilio, te vejo partir seguro e confio...não dê meias voltas, se solta, se entrega...siga firme, siga forte, compasse até virar nó, desfaz e faz um laço, segura as pontas, pode ser acaso, pode dar dó, pode ficar só. Pode ser escuro, pode ficar de luto...pode tudo, mas, vai...não dê bandeira, encontra o céu, vooe livre, demora...sem escolta, mira, se vira! Tá em mim...é de mim, é sem fim...coração, bate. Reage. Acelera...acelera.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 18 de junho de 2013
Simplesmente faça.
Não importa onde, como, quando, porque...a gente simplesmente faz acontecer. Não tem hora certa, situação ideal...que possa ser mais certo ou ideal do que o que você sente como tal. Simplesmente faça, com vontade e quando tiver vontade, não ligue para as consequências antes de conhece-las, lembre-se que é você o único responsável pelas suas alegrias e da mesma forma, único responsável pelas consequências da escolhas que faz... Assuma-se, viva com intensidade, seja senhor do seu destino! O medo paraliza, a vergonha esconde...a verdade faz acontecer!
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Ahhh...o beijo...
Faz um tempo que eu comecei a escrever sobre o beijo...nunca terminei. Sempre começo a pensar e me dá agonia quando me vem a cabeça alguns beijos que "eu entendi" como "terríveis". Eu não vou me sentir mal por estar falando isso, porque certamente vários de vocês já se encontraram com beijos assim...né? Tá. Bom, eu sempre escuto das pessoas assim "não é que o beijo é ruim, ele só não encaixou com o seu", ou ainda, "não deve ter rolado química", também, "de repente porque não tem sentimento"... bla bla bla bla...eu voltei a escrever sobre isso quando discordei de todos esses argumentos. Porque o que faz o beijo acontecer é a atração... vou citar a minha tradução para atração: a atração seria o conjunto de a + tração, colocaria crase no à e enfim seria, força aplicada a alguma coisa. A força nesse caso, seria do pensamento, do sentimento, que age no momento que entra em contato com algo que chama a sua atenção. O movimento que se faz em direção daquilo que te tocou de alguma forma. Pronto. Pensando nisso, não há muita explicação para o beijo ser ruim, foi o que eu disse no começo, cada um vai sentir de uma forma, não tem problema ser ruim pra mim e bom pra você. E na verdade, essa coisa do beijo me traz uma outra reflexão, sobre a atração mesmo...acredito que às vezes a gente se confunde com o que chama a atenção, a atração não tem só a conotação sexual e nós não precisamos beijar todos aqueles que nos atraem. Por experiência própria, eu digo que por esses beijos desnecessários, perdemos a oportunidade de ter outras trocas que valeriam a pena...porque um mal encontro desses, acaba gerando um certo constrangimento, tô errada? Também é bom lembrar que não é regra, essa é uma reflexão minha sobre isso. Beijo é encontro, às vezes é caminho... é despertar...
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Ins[pira]ção ão ão
Aquilo que dá na cabeça e aperta o coração. Como chama, mesmo? Esfria o peito, estremece as mãos…Mais um dia, mais beats e beats que desestruturam o esqueleto, mais um furacão de pensamentos inconclusivos…Outro dia, outros sintomas…de que? De vida. Que estremeçam as estruturas, que os beats sejam acelerados a ponto de acalmar a gritaria interna, que os pensamentos permaneçam inconclusivos pra que eu não perca a graça do “não saber, que a intermitência dessa vida bandida me possibilite assaltar todas as possibilidades com a arma mais poderosa, a minha vontade.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
...É sexta feira!
A gente se engana, finge que não vê, paga pra crer, anda na contramão, pula num pé só, tropeça na corda, bamba...bambeia, embola, rebola, enrola e desenrola, tudo de uma vez...acredita, suspira, se irrita e tudo de novo, mais uma vez...e mais uma vez...qual é o da vez? você que se fez...que se faz, passou...e passa, sempre passa.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
quinta-feira, 13 de junho de 2013
O encanto de um olhar, fútil, turvo...nada.
Ficou tudo turvo de repente. O frio na barriga tomou conta...durou um tempo. Olhei para um lado, para o outro...mas, foi quando olhei em frente que tudo tomou forma de novo. Clara e reticente. A mente ruía.... uma vastidão de futilidades que só encantavam o olhar...ao mesmo tempo, o coração palpitava, descompassado...Me deparei com um espelho e os ruídos foram desaparecendo, a mente silenciando em encontro com o coração. Saí dali numa paradoxa sensação...cheio...vazio...vazio..cheio...voltaram os ruídos, não estavam mais na mente, eram ruídos externos, voltei ao meu lugar, olhei para os lados e me encontrei, mais uma vez, no encontro de "2", "3"...Encontro de graça, de olho no olho, de risadas intermináveis, de verdade que sente, abraço que aperta...Encontro que é, a todo momento, é...não deixa de ser. Os olhos vêem o que quer, a mente deseja o que vê, mas só o coração faz ser. Às vezes me guio em passos curtos, digerindo pouco a pouco cada percepção, num dado momento chego lá, cheguei...dessa vez de carona num vôo raso, ilustrado por uma paisagem futil, que não disse nada, não fez nada, que pinga aqui e ali, lá...em qualquer lugar, da mesma forma, turva. Olhei pra dentro, a paisagem é diferente...é tudo tão florido, bati de frente com o que já foi, ainda estava lá, estava sendo...é! Como eu gosto do que é! Coloquei os dois pés no chão, abri os braços e fui atacada por abraços fortes, olhos trocando brilho, sorrisos do tamanho do rosto...e me fiz ali, meu coração se fez...de uma vez por todas...!Pode ciscar por aí...porque aqui, a gente vôoa! Se a gente se esbarrar, num encontro acaso e você quiser voar, te ofereço um braço.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 11 de junho de 2013
12 de junho, quarta-feira. ( Ainda não chegou, mas o sentimento chegou em mim!)
Ainda nem é dia dos namorados e eu já ouvi, li, vi, tanta besteira... bora falar então! Esses dias um amigo me falou de um cara que escreve e citou parte de um texto dele onde ele fala sobre o seu relacionamento... era algo tipo, "meu relacionamento é um pouco diferente, começando pelo fato de que eu existo, ela não...". Por uns 3 segundos eu não entendi o que ele tinha dito com isso...rapidamente abri um sorriso e pensei, "que foda!"...É! Isso ficou um pouco na minha cabeça...não por ter entendido o que ele disse, mas pelo o que eu tinha entendido naqueles 3 segundos... "eu existo, ela não." Quantas pessoas já não viveram alguma coisa assim, um namoro no qual 2 viram um só, deixam de existir 2 pessoas...vira um nó de metades...? Eu poderia falar de mim, mas vou falar num geral. Voltando em alguns textos que já escrevi, peguei várias reflexões a cerca desse funcionamento que as pessoas insistem em manter... "metade da laranja", "minha vida"... dentre outras definições que os apaixonados gostam de dar àqueles com quem se relacionam. Me pergunto, qual é a vantagem de diminuir 2 inteiros e tornar em duas metades? O "ter alguém" não tem a função de acrescentar? ... Volto láaaaaa no início da infância... nós vamos nos desenvolvendo em busca de independência, não é? A gente começa a falar, a andar, a ler, escrever, a reconhecer os sentimentos, a construir opiniões e assim seguimos em vastos passos em busca de independência. Alguém discorda? Aí, depois de todo esse longo e trabalhoso processo de desenvolvimento - que diga-se de passagem, nunca termina - As pessoas buscam alguém para depender... depender nos mais diversos sentidos, uns emocionalmente, outros financeiramente...por aí vai. Vai entender... Eu me atrevo a dizer que acaba sendo assim, porque ainda existem muitas pessoas que não se assumem senhoras do próprio ser, não se reconhecem seres de si mesmo, não assumem responsabilidades, não buscam o contato com seu próprio eu, buscando sempre a felicidade, as respostas, soluções, prazer e infinitas reticências, fora delas mesmas... Maldito ser humano, medroso, que olha no espelho pra ver a roupa, pentear o cabelo...mas não olha nos próprios olhos. As pessoas esquecem que nasceram sozinhas, com um corpo pronto, totalmente formado e completo e com capacidades natas de se desenvolverem por si só e que da mesma forma, vão morrer sozinhas...a vida começa e termina pra cada um num momento único e exclusivo...A metade da laranja não vai ser enterrada contigo, a sua vida não tem como ser a outra pessoa, porque já tá claro, ela é outra pessoa. Não busque as suas respostas fora de você mesmo, porque ninguém além de você conhece as suas perguntas... Seja um inteiro, completo, pra que o outro que apareça na sua vida, venha para transbordar...Assuma quem você é pra que você possa reconhecer o outro como ele é e aí se apaixonar sinceramente... Talvez algumas pessoas queiram me bater ao ler esse texto, e a essas pessoas, peço que se dirijam a um espelho e olhem em seus próprios olhos e se perguntem "quem sou eu?", "o que eu faço por mim?", "eu gosto de mim?", "o que eu busco no outro?", "o que falta em mim que eu procuro no outro?"... Essas são perguntas que eu me faço diariamente, com o objetivo de não me perder de mim mesma, de caminhar nessa vida com a certeza de que ninguém mais no mundo deseja meu bem como eu mesma. O que acontece no entre do nascer e morrer é lucro, é parte que invade nosso teto a fim de transbordar, como já disse acima. Aí, hoje, depois de longos namoros, paixonites agudas, lalala's intermináveis, posso afirmar, aprendi que esse dia, 12 de junho, que tantos chamam de dia dos namorados, esse ano vou chamar de quarta-feira! Mais uma, como todas as outras e todos os outros dias que busco mais amor em mim, pra mim, pra que possa ser pro outro...não um dia, mas todos os dias...!
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Que seja, nem assim nem assado...que seja e só.
Tem aqueles que gostam assim, outros assado...aqueles que buscam isso ou aquilo...eu gosto e só e busco e só. As pessoas tendem a viver uma eterna lamentação, do que foi...que era pra ter sido...se arrependem demais...com a mesma força que idealizam demais. Acredito que o "mal feito", se assim puder me referir ao arrependimento como consequência, está intimamente ligado ao esperar sempre que seja assim ou assado. É normal desejar e eu desejo, faz parte, mas melhor que desejar, é deixar estar...prefiro sentir o desejo ao invés de enxerga-lo, se o que acontecer trouxer qualquer boa sensação, o desejo foi realizado. Não precisa ser desse ou de outro jeito, precisa ser...e precisa tocar, aí pronto. Às vezes, o desejo engana, nem sempre o mais bonito é o mais legal, o mais caro é o melhor e por aí vai...a gente sabe disso, não sabe? Mas há a necessidade de esperar sempre que seja como a gente gostaria que fosse...a gente se engana em dar mais valor ao "deveria", "poderia", "gostaria", "seria"...enquanto a vida acontece. A vida acontece e muitas vezes a gente nem participa. Sejamos sinceros com o que brota dentro do peito, com o que faz o coração bater forte, com lembranças que ilustram a cabeça e esfriam a barriga...É bem mais simples do que parece, afinal, é só sentir e se guiar dali...
Taynã Lizárraga Carvalho
Porque não ir, mesmo sem conhecer?
E só pra não perder o costume, me pergunto mais uma vez o que é que vale a pena...às vezes é tanto por nada e nada vira algo tão grande que eu me confundo. Aí eu penso, se não fosse o tanto pelo nada, eu não saberia o que é o nada. É preciso doar, mesmo que migalhas, pra conhecer o que tem além daquilo que passa pela cabeça, que vira nó na cabeça. Nesses passos do acaso, desfaço e refaço...num espaço que vai tomando forma, de repente vira laço. Vai saber...porque não ir, mesmo sem conhecer? É no desconhecido que o encontro acontece, no entre, nem lá nem cá...é doar para viver, é entregar para aquecer, sem caminhos mornos e estradas retas, numa onda estrépita e muda...aquele frio na barriga "deus nos acuda"... Pagar para ver, dar a cara a tapa, é se permitir conhecer...em passos vastos, nessa vida ignota, sólida! Afff... Tô entregue.
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Você está satisfeito?
Sabe quando cabeça e coração andam descompassados? Aquela sensação que dá no "entre"do conforto e do apuro... Nós raramente conseguimos caminhar no equilíbrio das emoções, ou é 8 ou 80. Numa briga por não se entregar ao cômodo, acabamos nos jogando ao extremo oposto, acontece que, o extremo oposto não oferece ferramentas de apoio, você chega lá e se vira. A verdade é que as ferramentas estão sempre dentro da gente, mas a gente não consegue enxergar... ou não quer enxergar... sei lá. Você deseja mil coisas, fecha os olhos e consegue se ver realizando tudo aquilo que deseja...mas, o esforço que faz por isso, é muito menor do que o desejo em si, ou ainda, muitas vezes o esforço nem existe. Os nossos desejos tendem a ser calcados no que já existe, uma situação experienciada, aquele sapato daquela loja, aquele carro daquela marca, aquele drink daquele bar, aquele menino daquela foto, aquela menina da academia, enfim...desejamos aquilo que de alguma forma conhecemos, mesmo que sem conhecer...entende? Aí é que tá, esses ideais construídos pela imagem nos atrapalham no reconhecimento legítimo dos desejos. Se desejássemos confiando única e exclusivamente na nossa capacidade de conquistar o que queremos, não desejaríamos "desconhecidos" e nem sofreríamos por não tê-los, afinal, quem são eles? O desejo é ferramenta essencial para o movimento na busca de satisfações, mas, somente o desejo legítimo, pode ser satisfeito, porque ele depende do seu movimento, não de terceiros, quartos, quintos...Acontece muito de nos entregarmos à fantasia e acontece mais ainda de transformarmos em fantasia tudo aquilo que vivemos ou queremos viver. Realidade e fantasia se misturam num furacão de perguntas e respostas. E o que acontece com a gente nesse furacão? Esse movimento em busca da realização fora da gente, nos coloca contra a gente mesmo, subestima a nossa capacidade de desejar legitimamente e concretizar...Você sai de você no movimento da busca e da conquista...Onde você está? Por onde você caminha? Onde você chega? Você está satisfeito?
Taynã Lizárraga Carvalho
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Onde residem as suas respostas?
Se passado fosse, passado seria. Se
assim fosse, assim seria. E o que é? O resgate do imediato é que nos coloca a
frente do que tem por vir. Se apegar a felicidade do momento, é motivação para
buscar a satisfação das necessidades. É preciso vivenciar para concretizar a
experiência e significar o seu valor. Construir é caminhar passo a passo no
tempo exato no qual as coisas acontecem. O tempo é aqui e agora. Nessa dança do passo a passo, me pergunto diariamente...o que é que me faz feliz? A
resposta vem pronta e me seguro aí, pra seguir...e sabe, não há apego mais
seguro, afinal, a felicidade eu sinto dentro de mim e as respostas residem
aí...
Taynã Lizárraga Carvalho
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Des-abafo - frag-mento da mente.
Por um momento me desfiz. Juntei as partes...num encontro de migalhas que não era nada. Criei um reflexo, completo, inteiro, pleno...repleto de mim. Me vi ali. Em retalhos, não. Entre encaixes, num molde base, igual ao que se vê. Ao que se é. Ao que sou. Me vi em fila, muitas de mim, muitas sombras, um eu só, em repetidos reflexos...exos...exos...era um só corpo, uma só imagem, um só eu...inteiro que reparte, mesmo em partes, um só. Não há migalhas, são falhas...de uma percepção daquele ali e agora, que já não é. Já foi...fui. Louca e voltei, num descanso sem paz, eu vi mais e mais e mais...repousei, louca, e acordei igual...ao que é, essência e fé...louca...a seguir...
Taynã Lizárraga Carvalho
Taynã Lizárraga Carvalho
terça-feira, 4 de junho de 2013
Expressar-se é preciso
Hoje acordei sentindo a necessidade de falar sobre a importância de expressarmos o que sentimos, escolhi para exemplificar o tema, um sentimento recorrente nos seres humanos e muitas vezes difícil de ser aceito, a raiva.
A raiva é um sentimento normal, honesto. Quem nunca sentiu raiva? A questão está no que fazemos com esse sentimento, na forma com que o acolhemos e o expressamos. Desde cedo aprendemos a qualificar os sentimentos, as coisas, rotulando-os de forma positiva ou negativa. Porém, também é desde cedo que experienciamos a contradição desses rótulos, pois, é feio sentir raiva e expressa-la, mas presenciamos diariamente a sua expressão, em casa, na escola, na rua, com pessoas próximas ou não, direta ou indiretamente. Habitualmente, a privação do expressar da raiva é aplicada às crianças, que consequentemente vão aprendendo a suprimir esse sentimento como resposta ao desagrado dos pais, ou desenvolvendo outros sentimentos no lugar, como a culpa, a vergonha, por ter feito algo tido como "feio". A raiva é manifesta o tempo inteiro em todos os meios de contato em que não só os adultos, mas todo e qualquer ser humano tem acesso. O resultado desse contato inevitável e privado ao mesmo tempo, é a fascinação que as crianças desenvolvem pelo sentimento e a facilidade de transformar aquilo simbolicamente em algo terrível, que deve ser sempre evitado. Evitar esse sentimento, é privar a expressão dos sentimentos autênticos, nós temos a necessidade de colocar para fora o que sentimos, como forma de ressignificar o sentimento. Todos os nossos sentimentos, envolvem o uso da energia física expressa através das funções musculares e corporais, portanto, a raiva que não é manifesta de forma direta, inevitavelmente, será manifesta de alguma outra forma, que provavelmente, será prejudicial a nós mesmos. Mais uma vez, entramos numa questão social/cultural de significados. Bom x ruim, bem x mau, feio x bonito, são rótulos criados para nos encaixar num padrão de comportamento aceitável pela maioria. Será verdade? Será que essa padronização da normalidade é saudável? Posso afirmar que não. O poder expressar o sentimento, é também exercício de encarar a própria realidade, o próprio eu, a singularidade, o ter consciência dos próprios sentimentos e como lidar com eles. Reconhecer os sentimentos é essencial para fortalecer o nosso eu inteiro, para desenvolver a capacidade de ser e estar no mundo por si só, de cuidar de si mesmo e seguir em busca do bem estar e harmonia. Esses rótulos, nos induzem ao pensamento de que os caminhos para chegar ao lugar saudável, deve ser difícil, enquanto na verdade, os caminhos são simples e claros. A dificuldade está na comunicação falha que os seres humanos desenvolvem a partir do momento que aprendem a privar-se de sentimos e expressões. O excesso de cautela no contato com o outro impede a veracidade do contato e assim criamos um ciclo vicioso de opressores e oprimidos. Dessa forma, as pessoas tornam-se cada vez mais frágeis, os contatos cada vez mais superficiais e aumentamos significativamente o número de doenças somatizadas pela necessidade de manifestação dos sentimentos. Já dizia Freud, "...se a boca se cala, falam-se as pontas dos dedos."
A raiva é um sentimento normal, honesto. Quem nunca sentiu raiva? A questão está no que fazemos com esse sentimento, na forma com que o acolhemos e o expressamos. Desde cedo aprendemos a qualificar os sentimentos, as coisas, rotulando-os de forma positiva ou negativa. Porém, também é desde cedo que experienciamos a contradição desses rótulos, pois, é feio sentir raiva e expressa-la, mas presenciamos diariamente a sua expressão, em casa, na escola, na rua, com pessoas próximas ou não, direta ou indiretamente. Habitualmente, a privação do expressar da raiva é aplicada às crianças, que consequentemente vão aprendendo a suprimir esse sentimento como resposta ao desagrado dos pais, ou desenvolvendo outros sentimentos no lugar, como a culpa, a vergonha, por ter feito algo tido como "feio". A raiva é manifesta o tempo inteiro em todos os meios de contato em que não só os adultos, mas todo e qualquer ser humano tem acesso. O resultado desse contato inevitável e privado ao mesmo tempo, é a fascinação que as crianças desenvolvem pelo sentimento e a facilidade de transformar aquilo simbolicamente em algo terrível, que deve ser sempre evitado. Evitar esse sentimento, é privar a expressão dos sentimentos autênticos, nós temos a necessidade de colocar para fora o que sentimos, como forma de ressignificar o sentimento. Todos os nossos sentimentos, envolvem o uso da energia física expressa através das funções musculares e corporais, portanto, a raiva que não é manifesta de forma direta, inevitavelmente, será manifesta de alguma outra forma, que provavelmente, será prejudicial a nós mesmos. Mais uma vez, entramos numa questão social/cultural de significados. Bom x ruim, bem x mau, feio x bonito, são rótulos criados para nos encaixar num padrão de comportamento aceitável pela maioria. Será verdade? Será que essa padronização da normalidade é saudável? Posso afirmar que não. O poder expressar o sentimento, é também exercício de encarar a própria realidade, o próprio eu, a singularidade, o ter consciência dos próprios sentimentos e como lidar com eles. Reconhecer os sentimentos é essencial para fortalecer o nosso eu inteiro, para desenvolver a capacidade de ser e estar no mundo por si só, de cuidar de si mesmo e seguir em busca do bem estar e harmonia. Esses rótulos, nos induzem ao pensamento de que os caminhos para chegar ao lugar saudável, deve ser difícil, enquanto na verdade, os caminhos são simples e claros. A dificuldade está na comunicação falha que os seres humanos desenvolvem a partir do momento que aprendem a privar-se de sentimos e expressões. O excesso de cautela no contato com o outro impede a veracidade do contato e assim criamos um ciclo vicioso de opressores e oprimidos. Dessa forma, as pessoas tornam-se cada vez mais frágeis, os contatos cada vez mais superficiais e aumentamos significativamente o número de doenças somatizadas pela necessidade de manifestação dos sentimentos. Já dizia Freud, "...se a boca se cala, falam-se as pontas dos dedos."
segunda-feira, 3 de junho de 2013
A vida é saborosa pra quem vive e vive quem se dá pra vida...
O ser humano nunca está satisfeito. Se
conseguíssemos nos responsabilizar por aquilo que construímos dentro da gente e
valorizar a nossa simples capacidade nata, de amar, se apaixonar, querer bem,
sem esperar o que vem em troca, seríamos mais satisfeitos. A grande questão das
pessoas, é a expectativa criada sobre tudo...Somos acomodados e queremos sempre
dividir as responsabilidades. Assim, construímos um ciclo vicioso de
frustrações, afinal, o que podemos esperar do outro? Aquele outro que eu não
sei...que nem ele sabe. Como podemos criar expectativas se não conhecemos o
segundo seguinte? Aquela busca eterna por sei lá o que... Viver em busca da
felicidade que nem conhece, impede de viver a felicidade que está acontecendo
naquele exato momento. Se olhássemos para o aqui e agora e soubéssemos
valorizar o que temos nas mãos ( que é nosso e não depende de mais ninguém),
guiaríamos a nossa vida de forma mais sadia, satisfazendo as nossas
necessidades por conta própria, num movimento de auto-conhecimento, auto-nutrição
e realização contínuo, que não nos colocaria nesse status de "pobre
coitado"que tanto nos tenta. É "pobre coitado"quem quer, somos
senhores do nosso destino e ninguém melhor do que nós mesmos para construir
nossos caminhos. Que tenhamos a sabedoria de movimentar nossas fronteiras de
contato, colocando-nos e retirando-nos quando necessário de nossas relações.
Que saibamos conviver com as diferenças, lembrando que por que elas existem, é
que somos o que somos. Que a partir do momento que encaramos as nossas
responsabilidades, estamos assumindo o nosso eu real e esse é o primeiro passo
para a conquista da satisfação plena de nossas necessidades. A vida é saborosa
pra quem vive e vive quem se dá pra vida.
Taynã Lizárraga Carvalho
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