quinta-feira, 13 de junho de 2013

O encanto de um olhar, fútil, turvo...nada.

Ficou tudo turvo de repente. O frio na barriga tomou conta...durou um tempo. Olhei para um lado, para o outro...mas, foi quando olhei em frente que tudo tomou forma de novo. Clara e reticente. A mente ruía.... uma vastidão de futilidades que só encantavam o olhar...ao mesmo tempo, o coração palpitava, descompassado...Me deparei com um espelho e os ruídos foram desaparecendo, a mente silenciando em encontro com o coração. Saí dali numa paradoxa sensação...cheio...vazio...vazio..cheio...voltaram os ruídos, não estavam mais na mente, eram ruídos externos, voltei ao meu lugar, olhei para os lados e me encontrei, mais uma vez, no encontro de "2", "3"...Encontro de graça, de olho no olho, de risadas intermináveis, de verdade que sente, abraço que aperta...Encontro que é, a todo momento, é...não deixa de ser. Os olhos vêem o que quer, a mente deseja o que vê, mas só o coração faz ser. Às vezes me guio em passos curtos, digerindo pouco a pouco cada percepção, num dado momento chego lá, cheguei...dessa vez de carona num vôo raso, ilustrado por uma paisagem futil, que não disse nada, não fez nada, que pinga aqui e ali, lá...em qualquer lugar, da mesma forma, turva. Olhei pra dentro, a paisagem é diferente...é tudo tão florido, bati de frente com o que já foi, ainda estava lá, estava sendo...é! Como eu gosto do que é! Coloquei os dois pés no chão, abri os braços e fui atacada por abraços fortes, olhos trocando brilho, sorrisos do tamanho do rosto...e me fiz ali, meu coração se fez...de uma vez por todas...!Pode ciscar por aí...porque aqui, a gente vôoa! Se a gente se esbarrar, num encontro acaso e você quiser voar, te ofereço um braço.
Taynã Lizárraga Carvalho

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