terça-feira, 25 de novembro de 2014

De tudo o que sou


É no horizonte, infindo, que residem as minhas respostas. Sou todo céu e todo mar de possibilidades. Sou o tamanho da minha vontade. De tempos e ventos, sou o traço que lanço. Sou a cara que dá, o tapa que leva, o abraço que acolhe, o beijo que cega. Sou sim e sou não do avesso. Sou a onda que traz, que leva e, às vezes, me deixo. Destino largo, passo a passo, ins[piro] os retratos, do vento, do sol, do mar, de cada caso e acaso. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Da incansável busca pela satisfação

Enquanto houver dúvida, há busca. Incansável é o caminho da satisfação. Se é de si, caminha, faz do tempo, morada da vida, faz  de cada dia, eternidade, seja em si, plena e inteira vontade, de ser vida, possibilidade, completa verdade. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Toda sombra, toda luz


Descobriu que de sombra se fazia luz. Era todo e não percebia. Era vida, mas se escondia. De tanto que queria, perdeu, de si, para si, era tédio e poesia. De letra em letra se construía, de nada, vago, se abastecia. Era nada só porque não se percebia. Nada é tudo e não sabia. Hoje, toda sombra, toda luz, é nada e tudo, inteira poesia. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Se de se a gente fosse

Se tudo o que pudesse ser, fosse, metade do que seria, talvez, eu também fosse o que pudesse ser e assim seria. Nada do que fosse, seria, nada do que pudesse, bastaria. Se de se a gente viveria, nada seria, metade do que poderia, metade existiria, nada fosse e nada bastaria. Ainda que eu, você, fôssemos, o que pudesse ser, nem eu, nem você, existiria, nós então, seríamos nada e de nada bastaria. 
Taynã Lizárraga Carvalho

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Percebe que...


A percepção tem os olhos das nossas necessidades. Como eu percebo, é como eu interajo e é como tudo retorna para mim. O outro é o meu espelho, vejo nele, um reflexo de mim mesmo. Tudo é para mim, como eu sou, naquele exato momento. Tudo é como percebo, sinto, penso e manifesto. O outro, existe. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Dos que vem de passagem

E o fim que acompanha a sua conveniência, é frouxo, escapa sem esforço. Tudo aquilo que você se fez ser, se perdeu no ar no primeiro sopro do universo. É que disso o universo cuida, aproxima os semelhantes de alma e afasta os que não cabem no coração. Sempre voa um e os ventos renovam as moradas do peito, só fica o que é verdadeiro.
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Eu que sou par de mim

Sou o que fica, o que habita, que de ventos e tempos, transforma. Mas sou, de tudo o que há, meu próprio lar. Sou o eterno par que me acompanha, sou meu orgulho e a minha vergonha. Sou vezes pouco, vezes transbordo, mas sou em mim, a medida do que creio, do que quero, do que posso. Sou choro e sou riso, ora entrego, ora abrigo. Sou seu desconhecido, até quando do peito, eu sou distinto. Sou eu e sou o outro, sou agora e sou sem hora, sou de todo o tempo, sua incógnita. Sou risco. Sou brisa. Sou cada passo, passo-a-passo, sou laço, caso, sou também [des]caso e em reticentes passos, é que me faço. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sobre o perdão, a permissão

Perdão e permissão são atitudes que abençoam a nossa existência. O perdão é para si, para que se desprenda de laços passados e caminhe livre pelo horizonte. A permissão é a chave da oportunidade, é onde vivem as chances de ser ou fazer qualquer coisa que se queira. Juntos, são combustíveis natos para a satisfação. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O solitário de si mesmo


Tem-se o olhar, o querer, o fazer, viciados. A percepção é enrijecida. Percebe-se com os olhos de suas vontades. A necessidade fica oculta, reside o mais escuro do nosso interior. É grande a dificuldade de expandir, quando limita-se ao que o ego pede. Ignora-se a imensidão do existir. Se age pelos olhos de interesses próprios, não recebe a graça do compartilhar, é um frustrado num mundo de grandes oportunidades, de infinitas possibilidades, de amores que brotam no ar. De tanto limitar-se a si, morre a beira de si mesmo, é um solitário inteiro. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Do que a gente aprende


Com o tempo a gente aprende, é mais feliz aquele que sente, que não entende, que sabe usar da compreensão. A gente aprende que ser próprio, é o grande negócio para manter as relações. A gente contempla a natureza e vê beleza onde o coração sorri. Caminha lento, atento ao presente momento, conta o passado, sem dó nem nó, olha adiante e só respira, o futuro que ainda não nos abriga. O beijo é longo e silencioso, o abraço é forte, a voz é calma, as palavras representam toda uma jornada. O silêncio é paz, música é arte, poesia é paixão. A gente ama o instante, porque conhece bem a impermanência. O riso é solto, devagarinho, que é para durar mais um pouquinho. O choro é coro, dor é remédio. O tempo é amigo. Meu amigo. 
Taynã Lizárraga Carvalho