domingo, 14 de janeiro de 2018

Do que alimenta a vida


Devemos nos alimentar de nossas companhias.
Tempo de qualidade é o tempo no qual a experiência se cria e nas linhas do corpo, se instala. 
Os dias passam e as vivências somadas às histórias vividas, tornam-se a nossa própria vida.
Os desgastes dos anos, levam as belezas que colorem as vistas. 
Nesse tempo, teremos que ter aprendido o bastante para conseguir enxergar com o coração.
Hoje é o tempo. Cada segundo é o momento. 
A vida se faz com o que está à nossa volta, na presença mútua da troca.
Taynã Lizárraga Carvalho

Da verdade que sou


Aprendi com o tempo, que muitos são os caminhos, mas, todos serão desconhecidos. Portanto, para fluir em qualquer das possíveis escolhas, é preciso acolher a realidade que se mostra.
Idealizar demais, cega o agora. 
Vive-se assim, a fantasia do que não existe. 
Somos as escolhas que fazemos, que independente das transformações que traz o tempo, somam experiências, que impulsionam o passo seguinte. 
Não temos tudo o que idealizamos, nem tão pouco, sabemos reconhecer o que nos fatos que vivemos, nos alimenta.
Assim, vivemos do que na mente se cria, cheios de dúvidas, com respostas perdidas.
Falta muito pra reconhecer o pouco que nos cria. 
Não somos o que os olhos enxergam ou o que o corpo toca. Somos o que no peito brota, que não se alimenta de resposta, mas, da verdade que transborda. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

Amar.


É que amar diz mais sobre disposição para o amor, que sininhos ou borboletas. 
Amar é estado de espírito.
É amor que nasce no silêncio, não acorda o grito.
É vôo livre.
É saber pousar.
E ainda mais,
É saber partir.
Amar é despertar para florir.
Não tem destino certo.
É fluir no riso.
É no cansaço,
Repousar no peito escolhido.
Taynã Lizárraga Carvalho 

[Com]panhia


Ainda que vivamos a impermanência da vida, os encontros do caminho, tantos e tão distintos, trazem a verdade da busca e a resposta do exercício de viver o encontrar.
Não fossem os esbarrões, não viveriam as nossas emoções, não teríamos a possibilidade sentir, de pensar, de desejar e então, quais seriam os estímulos para o nosso caminhar?
Fazer viver a emoção é dar vida ao nosso eu mais profundo, o eu puro e verdadeiro, que sem medo, anseia evoluir. 
No permitir do fluir das emoções, nasce a disposição para o encontro real.
Aqui, nos reconhecemos no espelho do outro, assumimos o nosso eu e transcendemos em companhia.
Taynã Lizárraga Carvalho 

Presente


A nossa fé é proporcional à nossa capacidade de nos doar para nós mesmos.
O exercício de saber doar e receber,
Nos coloca íntimos do nosso eu profundo, o eu legítimo.
Somos nosso próprio campo de plantio e de colheita.
Crer, só depende do que se faz para ter.
A verdade, única de quem sente, única de quem vive,
É campo fértil para o que ingenuamente, chamamos de sorte.
Sorte, nada mais é que, o poder de atrair aquilo que já é nosso e vive em nossa consciência [presente]. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Meu corpo que sou


E no corpo, somo as lembranças de um eu vivido. 
Cada marca traz em si um sentimento, uma história, que compõe meu corpo presente.
Cada marca é expressão da minha verdade, é o que eu trago de mim. 
Assim eu vivo - sou - linhas de uma vida sem fim. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

O encontro do amor


A disposição para o amor, é primeiramente, disposição para amar a si mesmo.
No encontro do amor, encontramos nosso eu real. 
A entrega, nos deixa nus. 
E nos vestimos a cada momento, com a verdade que nos cabe.
Tememos encarar o que de nós, escondemos. 
Não tememos amar.
O exercício de amar, resgata nosso eu puro, o eu absoluto. 
Na disposição para o amor, a todo tempo, renascemos e florescemos, juntos. 
Taynã Lizárraga Carvalho