segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

De um caminho

Não somos donos de todos os pastos percorridos ou existentes.
O limite está entre o interno e o expresso e perde-se quando torna-se parte do grande vão.
O caminho seguro é o caminho que encontra as linhas do pensamento e do coração e, pelas mãos, se faz presente.
Seguro é o eu, senhor dos meus caminhos.
Percorro em paz, quando de mim, sou passo e caminho.

Taynã Lizárraga Carvalho

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Sobre o caminho

Quanto mais fora de mim estiverem os meus pensamentos, mais longo será o trajeto rumo às respostas que procuro. É no eu silencioso, que reside a minha paz. Quando grito a minha busca, acordo a minha ansiedade. Na ansiedade vivo morto, a espera de um estalo. Vivo-morto, atolo à beira de mim mesmo. Não me reconheço mais. Sou o outro e não sou nada.
Corajoso é o eu que se cala durante a jornada.
Vida se faz quando ninguém o repara.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Da autenticidade


É preciso ser autêntico. É na particularidade, que acontece o exercício da existência. Contribuo para o universo no movimento único de ser, ser com, ser para e ser em si. Somos existencialmente presentes, quando somos nossos próprios objetivos e objetos de satisfação. Somos todos, mas ninguém nos é. Somos o encontro. Somos o que somamos ao nosso eu. Se não sou em mim, não sou nada e para nada. Sou imensidão se me reconheço único. Sou gratidão quando me sinto vivo. Somos vivos, quando nos reconhecemos em singularidade para que possamos ser uno - que somos todos nós. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Distante

A distância é espaço para o sentir. 

Aqui, os sentimentos aparecem com a verdade que têm. Os valores são percebidos pelas necessidades que surgem no vão, sem amparo, sem disfarce de uma multidão. 

Distantes, somos essência e estrutura, que ninguém vê. E sabe, o que somos, ninguém precisa ver, precisa sentir. 

O coração é o abrigo das verdades. A parceria não é o favor do dia-a-dia. Parceria é disposição que no peito se cria, não vive de resposta, não vive de expectativa. 
Distantes, sentimos puro, sentimos leve, mesmo aquilo que do outro, não conseguimos, não concordamos. 
Aprende-se na distância que o amor de uma relação não se dá por semelhança ou por aceitação, contrário disso, amor nasce de coração para coração - igualdade que não se julga. 
Por fim, a distância ensina o perdão, que não é para o outro, é para si mesmo.
Taynã Lizárraga Carvalho

Sobre o encontro


Encontro é um sopro de disposição. 
Aqui, não há passado que desaponte um estalo do coração. 
O caminho é incerto e traçado pelo compartilhar. 
Encontro é o acolher do palpitar. 
Encontro é passo cego, é encanto tonto que vive amanhã. 
As manhãs de hoje, são campo fértil do encontro. 
Encontro é suspiro e desejo, é o m de mim entrelaçado no beijo. 
É talvez e é o que não se sabe. 
Te encontro e o que fica, é a ponta de um laço.
Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Das distrações do sentir

Eu me confundo no sentir, na vaidade que distrai a necessidade. 
É o que costuma fazer o coração partir.
A verdade, se é que posso afirmar de ponto e letra, é que a satisfação mora no que a gente já mal consegue ver.
Tão cegos, mascarados pelo ego. 
Raso estamos a viver.
E o coração se parte, não é culpa de João, é de tão desencontrados estão, mente e coração. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Sobre a decisão

Dos atos mas importantes, está a decisão.
É onde mora qualquer realização.
Quando decido, pratico meu poder de ser, a minha coragem. 
Na decisão, vivo o eu real, tal qual, ninguém sabe, exercito o eu capaz.
Decidir é pontuar, é tomar as rédeas, é dizer sobre o próprio destino, é ser senhor dos próprios caminhos. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Das esperanças

Falha-se em criar esperanças a partir das experiências vividas.
As esperanças nascem do que se acredita.
A crença é única, é o estímulo para o movimento. 
E o movimento, é o palco onde as esperanças contracenam. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Tempo de renovar

Um dia, a esperança toma o lugar do medo. 
Aprende que o caminho para a realização, se traça com passos calcados no silêncio. 
Percebe que a dúvida inspira o movimento e a acolhe, pois, a graça está no descobrir. 
Aqui, já sabe que a qualidade real, é a que sente no peito. Aprendeu cedo que, os olhos enxergam com vaidade e que a vaidade mascara a sinceridade. 
Aprendeu também que, a plenitude nasce da verdade que vive de si para si mesmo e só então, se estende ao outro. 
Com o tempo, vai sentindo na pele que, a satisfação está no brotar do sentimento, sentir com verdade, é viver pleno. Não há necessidade de retorno, a resposta mora dentro de si. 
Com isso, tem aprendido a não sofrer as decisões. Abençoa os pontos finais e segue em paz, afinal, a leveza está no deixar fluir. 
Sempre é tempo de renovar e o movimento, leva cada coisa para o seu devido lugar, no tempo que é, aqui-e-agora. 
Taynã Lizárraga Carvalho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O outro também sou eu

Cada um é o outro e nenhum é ele mesmo. 

Todo mundo tem um quê de sombra e um quê de luz. 

Na hora de julgar, é importante saber, o outro também sou eu. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Sobre o silêncio

É no silêncio, onde a certeza dorme e a realidade se manifesta, que os pontos se encontram e os laços são criados. 

O silêncio é abraço para a consciência, constrange o que falso ensaia. 

Mora no silêncio, o sentir que as palavras não falam. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

Distância que é

É preciso viver distâncias. 

Distância é paz para o pensamento, é espaço para o sentir, é o caminho para o movimento. 

Distante sou em mim e vejo além. 

Taynã Lizárraga Carvalho 

Eu real X Ego

A questão é a força do ego. 

Vive-se de ideal e ignora-se a realidade que se mostra. 

Soma-se vaidades, desapropria-se das reais necessidades. 

A fantasia confunde. 

O ego veste-se do que fútil nos confunde. 

superfície é cheia, o imediato faz barriga cheia. 

Falta-nos perceber a simplicidade do que o corpo pede e a nossa capacidade de nos satisfazer. 

Somos os fatos que apontam, não as verdades que criamos. 

Somos o ponta pé. 

Somos reais quando nos propomos a realidade que é, aqui-e-agora. 

O que de si ninguém sabe, quando o que te movimenta, é a própria fé, no eu. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

Coração - olhos que sentem

De nada servem os olhos se não há sensibilidade para enxergar. 

A beleza mora no coração de quem sente. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

De onde vive a paz

Há paz onde a voz é o silêncio. 

Estou em paz quando o coração adormece e a mente respira. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Do preservar

Nas tarefas mais difíceis, está o preservar. 

O preservar de si, do outro. 
O que devemos espalhar, é o melhor de tudo o que vivemos. 
É preciso cuidar do que manifesto ao universo, afinal, toda informação é uma contribuição ao todo.
As verdades são únicas e impermanentes. Ao passo que são compartilhadas, se fragmentam, se transformam e, do que se quis dizer, não resta nada. 
Preservar é cuidar.
Quando descuido do outro, estou descuidando de mim - o outro também sou eu.
Os caminhos para o cuidado são os caminhos do autosuporte: recebo, acolho e resolvo em mim, os impasses da minha andança. 
Quando falo sobre fulano, você sabe mais de mim, que de fulano. 
Preserve e preserve-se. 
Taynã Lizárraga Carvalho

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Do que o universo faz

É que o universo encontra os semelhantes de alma.
Não sei se posso chamar de sorte o que acontece com a gente, quando a gente se mexe.
Quando a energia que o corpo expele, encontra um corpo que pede.
As almas se esbarram no universo.
Os corpos se encaixam no espaço.
Os ventos estendem os entrelaços.
E então, a gente percebe...
Já era amor antes de ser.
Taynã Lizárraga Carvalho

Eu - o tamanho que sou

O tamanho do eu, é o tamanho da minha verdade, que impermanente, está. Aos olhos atentos, oscilo entre ponto e pingo, parte e todo, indiscutivelmente, imerso na imensidão [uni]verso. M[eu] tamanho representa um sentir, único, de quem me percebe existir. Por fim, eu sou como ar, que toca cada ins[pira] e ex[pira] - ação que se deixa tocar.
Taynã Lizárraga Carvalho

Vontade, vaidade que é

Acredito que a grande dificuldade está em desapegar da vontade. Somos despreparados para lidar com o real. Se soubéssemos tapar os olhos para enxergar com o coração, sentiríamos a legítima necessidade e conseguiríamos sem custo, caminhar na direção que se mostra. Já existe um fluxo único, para cada um de nós. A manha, é remar com a maré e, se ora, quase parada, remar com força, o movimento vem da nossa necessidade. Aqui, aprende-se que a vontade é pura vaidade. É com os olhos de dentro que se enxerga o verdadeiro caminho, é dentro de si que moram as respostas perdidas. Deixa o soar do coração te encaixar no ritmo, segue com a fé do sentir, faz-se protagonista do próprio enredo, cria e eternaliza.
Taynã Lizarraga Carvalho

Cor[agem] - agir com o coração

O bastante é pouco e um caminho é só um caminho. Inúmeras são as possibilidades e as necessidades residem no peito. Ignora o raso, o que em si não cabe.  É preciso ter coragem para seguir, sê íntimo de si, age com o coração.
Taynã Lizárraga Carvalho

Discurso

Poderoso é o discurso. Cuida de cada palavra lançada, jogada ao universo, tem força e se instala. Abençoado é o silêncio, abrigo da calma, onde a alma se guarda.
Taynã Lizárraga Carvalho

Passado

E uma hora, a gente deixa de querer perto, de fazer questão. É o que podemos chamar de fim. O sentimento se transforma de tal forma, que não cabe mais. Essenciais são as limpezas da alma. Rever as posições, as necessidades, deixar o peito dançar com o vento, que sempre cuida de renovar suas moradas. Sempre vôa um e só permanece o que é verdadeiro.
Taynã Lizárraga Carvalho

Coração, abrigo de mim

Falta-nos compreender que a casa dos sentimentos é o próprio coração. É mania, a necessidade de depósito e é imposto ao outro, tal papel, de depósito. Preocupa-se mais com o papel designado ao outro, com o outro como signficado pra si, que com os próprios sentimentos. O sentir perdeu o sentido. O sujeito virou objeto. Teme-se a falta, pela falta que há de si, para si mesmo. Não é senhor de si, é para o outro e não é com. Perdeu-se na imensidão, fragmentado. Mal se reconhece, não consegue juntar os cacos. De tanto viver fora si, é sujeito alienado, é sozinho, não sabe preencher seus próprios espaços.
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Pausa

Não deveríamos usar de motivos comuns, para nos permitir pausas ao longo da vida. As pausas têm função particular, dizem respeito à necessidade de cada indivíduo, de parar, pensar, sentir, para então, traçar o próximo caminho a seguir. Pausa[da]mente, é descanso para os padrões, é respiro que acolhe o agora, é espaço para ver o que vigora.
Taynã Lizárraga Carvalho

Do que ins[pira]

É que as reais ins[pirações] não vêm de fora para dentro. O que ins[pira] é a leveza do ser, o olhar puro, o coração calmo, o passo que é dado no ritmo do próprio embalo. A gente se ins[pira] da verdade que sente e que manifesta. A beleza que se vê, está no olhar de quem sente. O que está fora, é reflexo da gente.
Taynã Lizárraga Carvalho

Do que com o tempo, vem

Com o instalar dos anos, instala-se também uma maior compreensão a respeito de nossas necessidades. Percebe-se que o querer é pura vaidade e que nem sempre, o querer é o caminho para a felicidade. Aprende-se que o equilíbrio não está em manter-se retilíneo em um caminho, mas sim, na capacidade de movimentar-se de acordo com as demandas do caminho, lembrando que, um caminho é só um caminho. Desapega-se da imagem criada pela vontade do ego, deixa manifestar o coração. Cega os olhos de julgamentos prévios, para ver de perto, protagonizando a própria vida. É regra, o tempo traz consigo um despertar para o real. A fantasia já não cabe mais. Abraça o tempo, abençoa os anos e faz-se vivo, você é senhor do seu destino.
Taynã Lizárraga Carvalho

Equilíbrio - pilar de si

É no bambear da linha que identifica-se o equilíbrio. Sentir instável e não se deixar instabilizar, reconhecer-se como pilar e movimentar-se pelo sentimento que há. É de dentro que vêm os elementos do construir. Concretiza-se a medida que expressa e transforma o sentir. A soma do que manifesta, da resposta regressa, é o forte de si.
Taynã Lizárraga Carvalho