segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Um quê de mim


De repente, há um quê de luz pairado no ar. Não sinto luz, percebo o ar. De repente, escuro e turvo, passa, se instala um quê de nada, que toma o ar. De nada, me faço pairar, sou todo o ar. Nada que é toda imensidão, é tão, é chão. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O manifesto do coração


Eis que o coração se manifesta só. A gente traga o vento, encolhe o tempo, pára a razão, esfria a barriga, faz que acredita, no que ainda desconhecido, de beats em beats, palpita. Busca uma resposta, faz que apavora, já não percebe mais as horas. Se entrega ao tempo, que, nem meu, nem seu, é alento. Sopra o medo que evapora no tempo, esse, que é, está e reticente, é presente. Esse é o momento, aqui é o lugar. 

Taynã Lizárraga Carvalho 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Sobre o beijo


Ah...o beijo! Beijo é estalo juntinho, é extensão do carinho, é o que sai do meu eu sozinho, junta sabores, constrói amores, desperta paixões. Beijo que instala presença, é calma e afaga, é fogo e desarma, dispara. Beijo é conforto, é fantasia. Beijo encontra energias, prepara armadilhas, mas, é contudo, sinal de simpatia. Beijo é bom todo dia. 
Taynã Lizárraga Carvalho

[in]esperado

Despropósito insólito, solto, que no caminho, tão insosso caminho, num estalo, se fez razão. Encontro incerto, de vias tortas, possível abrigo para o soar do coração. Pouco pretencioso, este coração bate leve, segue o ritmo que percebe, entregue a imensidão. Ressoa no peito, ainda calado, transita entre o sim e o não. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Trégua que sou


Sou do caos, uma trégua assim...ora me envolvo, sou o m de mim. Antes que tudo seja, sou o que se faz enfim. De trégua em fim, sou passo dado, acaso roubado, nó sem laço, sou trégua de mim. É que sou também um certo além. Sou de quem em quem, tanto, que vezes sou nem. Dos ventos além, sou o que toca a cada alguém, mesmo quem de nada vem. Sopro e vôo zen. Dessa trégua que sou, sou calma que volta, tal vento que sopra. Sou caos, sou além, sou vezes quem e sou toda trégua, amém. 
Taynã Lizárraga Carvalho

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Escuro que sou, amanhece em ti

Eu pude doce, perceber, que o encontro é amanhecer. Escurece para que de novo, venha a acontecer. É calmo e tranquilo, é riso escondido, gargalha a alma. É tal, qual, que o coração dispara, o beijo encaixa, o abraço afaga. Um dia, já escuro, é imensidão, é tempo e espaço sem dimensão, passa e se deixo leve, no ar se perde, amanhece e de encontro, reencontro, se abastece. Ora novo, se transforma, toma forma, toda, que enaltece, é agora, passado o momento, é história. Se no pensamento mora, ora, saudade se torna, instala no peito, aquece, este coração que hoje, anoitece. 
Taynã Lizárraga Carvalho