quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Trégua que sou


Sou do caos, uma trégua assim...ora me envolvo, sou o m de mim. Antes que tudo seja, sou o que se faz enfim. De trégua em fim, sou passo dado, acaso roubado, nó sem laço, sou trégua de mim. É que sou também um certo além. Sou de quem em quem, tanto, que vezes sou nem. Dos ventos além, sou o que toca a cada alguém, mesmo quem de nada vem. Sopro e vôo zen. Dessa trégua que sou, sou calma que volta, tal vento que sopra. Sou caos, sou além, sou vezes quem e sou toda trégua, amém. 
Taynã Lizárraga Carvalho

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