A pessoa reclama da política, da violência, da miséria, mas, mente, fala mal das pessoas, se envolve por dinheiro, paga por facilidades, compra drogas, estaciona na vaga de deficiente, foge do carro que bateu...enfim! Hipocrisia pra quê? Quem tem amor no coração cuida de si, cuidar da própria existência demanda atenção demais. Se eu cuido de mim, para que as minhas ações tenham sempre consequências nutritivas, eu faço o bem, tudo afeta tudo. A política, a violência, a miséria é de cada um de nós, constituintes desse todo que é o universo. Enquanto o sujeito não for capaz de olhar para si e transformar em si e para si, não conseguirá ser com o outro de forma plena e saudável. É preciso antes, assumir a responsabilidade pela própria existência, de suas capacidades, de suas consequências. Assumir-se responsável, é chave para a liberdade. Quem ama compreende a existência em cada totalidade e a unicidade do todo maior. Em um universo onde tudo é um todo, tudo afeta tudo e tudo muda o tempo todo, sou eu e sou o outro a todo momento.
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Protagonista do todo
A dor paralisa. Congela qualquer sabedoria a respeito da v[ida]. Dor é não, é tom de fim, é alastro lapso, mas, só para aqueles que vivem raso. Dor é antes, sinal de vida. É sinal de alerta, é onde a necessidade se manifesta. A dor que a gente sente, é sentido, é riso avesso, que de tempos em tempos, o vento traz para lembrar que, todo segundo, é tempo de transformar. A sabedoria está no reconhecimento das autocapacidades e na apropriação da responsabilidade sobre a própria vida. A cada passo, desfaço nós descompassados. O rítmo da vida, quem dita, é quem protagoniza. Dessa, sou bailarina. Hoje, cheia de dor, sambo leve e tímida, ins[piro] a graça que, sempre desconhecida, é calmaria, ex[piro] o medo que em meio ao vento, voa... Não há força que paralise a graça desse todo que é tudo e sou eu, todo e com-tudo.
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Da percepção
Às vezes não tem mais nada a ver. E não faz mal. Porque acabou, não quer dizer que não deu certo. Nada dá errado, é tudo uma questão de percepção. O que acontece é que nem sempre e eu ousaria em dizer que, normalmente, as coisas não saem bem como o esperado. O tempo é do tempo, a impermanência é lei, por isso, tudo muda o tempo todo. Os gostos, os desgostos, as vontades, as necessidades, mudam, pra que a gente não perca o ritmo, pra que a gente nunca pare. Tudo o que acontece, fica. A nossa história se dá por todas as idas e vindas. É o vento que a todo momento, traz um ponto complemento, que ora fim, ora início, nos coloca reticente.
Taynã Lizárraga Carvalho
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Falta de si, para si
A falta de compromisso começa do ser humano consigo mesmo. O caminho da busca pela transformação necessária, é um caminho que se perde na primeira dificuldade e a primeira dificuldade é olhar para si. Espero que o outro me alerte sobre os meus comportamentos, espero que o outro me diga por onde seguir, quando e porque. Tomo uma iniciativa por impulsos introjetados, ajo pela percepção do outro e me desaproprio cada vez mais da minha existência. Coloco fora de mim a responsabilidade pela qualidade de vida que levo, me expresso esperando retorno, vivo a espera da reciprocidade, fantasiosa necessidade de que o que faço para fora de mim, volte para mim no mesmo formato. Falta compreender que a satisfação da própria necessidade, está na minha ação e não na resposta do outro. Falta compreender a particularidade, a singularidade da existência de cada um. Falta ainda, aprender a nutrir-se de suas próprias ações e se orgulhar da própria capacidade de ser e estar em si e com os outros, num movimento em prol da própria satisfação, da própria felicidade.
Taynã Lizárraga Carvalho
Da vontade, da vaidade.
E independente da vontade que se tenha, o que acontece, legitima a necessidade. A vontade é então, pura vaidade. Dos sopros que dei ao universo, alguns chegaram a tocar corações perdidos por aí, outros não. Eu não sei então. E não saber, deixa de ser uma questão, é simplesmente o passo que manifesta o acaso. Para ser acaso, é preciso ser passo a passo. Deixo, portanto, estar, lido com o que há, aqui, nesse momento, nesse lugar.
Taynã Lizárraga Carvalho
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