segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Protagonista do todo


A dor paralisa. Congela qualquer sabedoria a respeito da v[ida]. Dor é não, é tom de fim, é alastro lapso, mas, só para aqueles que vivem raso. Dor é antes, sinal de vida. É sinal de alerta, é onde a necessidade se manifesta. A dor que a gente sente, é sentido, é riso avesso, que de tempos em tempos, o vento traz para lembrar que, todo segundo, é tempo de transformar. A sabedoria está no reconhecimento das autocapacidades e na apropriação da responsabilidade sobre a própria vida. A cada passo, desfaço nós descompassados. O rítmo da vida, quem dita, é quem protagoniza. Dessa, sou bailarina. Hoje, cheia de dor, sambo leve e tímida, ins[piro] a graça que, sempre desconhecida, é calmaria, ex[piro] o medo que em meio ao vento, voa... Não há força que paralise a graça desse todo que é tudo e sou eu, todo e com-tudo. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

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