segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Toda sombra, toda luz


Descobriu que de sombra se fazia luz. Era todo e não percebia. Era vida, mas se escondia. De tanto que queria, perdeu, de si, para si, era tédio e poesia. De letra em letra se construía, de nada, vago, se abastecia. Era nada só porque não se percebia. Nada é tudo e não sabia. Hoje, toda sombra, toda luz, é nada e tudo, inteira poesia. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

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