terça-feira, 4 de novembro de 2014

O solitário de si mesmo


Tem-se o olhar, o querer, o fazer, viciados. A percepção é enrijecida. Percebe-se com os olhos de suas vontades. A necessidade fica oculta, reside o mais escuro do nosso interior. É grande a dificuldade de expandir, quando limita-se ao que o ego pede. Ignora-se a imensidão do existir. Se age pelos olhos de interesses próprios, não recebe a graça do compartilhar, é um frustrado num mundo de grandes oportunidades, de infinitas possibilidades, de amores que brotam no ar. De tanto limitar-se a si, morre a beira de si mesmo, é um solitário inteiro. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

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