Sou o que fica, o que habita, que de ventos e tempos, transforma. Mas sou, de tudo o que há, meu próprio lar. Sou o eterno par que me acompanha, sou meu orgulho e a minha vergonha. Sou vezes pouco, vezes transbordo, mas sou em mim, a medida do que creio, do que quero, do que posso. Sou choro e sou riso, ora entrego, ora abrigo. Sou seu desconhecido, até quando do peito, eu sou distinto. Sou eu e sou o outro, sou agora e sou sem hora, sou de todo o tempo, sua incógnita. Sou risco. Sou brisa. Sou cada passo, passo-a-passo, sou laço, caso, sou também [des]caso e em reticentes passos, é que me faço.
Taynã Lizárraga Carvalho
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