quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sou o tempo


Do tempo, eu nada sei, sinto. Ora breve, sou sopro que voa leve. Ora pausa, sou tempo que instala a calma. Ora se estende, sou este tempo que é o passo dado a frente. De todo o tempo, sou o rastro que fica, o vento que leva, a curva que incerta, é direção. Sou meu próprio tempo, que em interação com os ventos, torno-me imensidão. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

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