E quando eu penso que poderia estar lá até agora sem fazer nada...
Teria protegido meus medos, guardado os meus sonhos, acumulado desejos, tudo para manter intacta a minha frustração.
Ninguém mentiu dizendo que seria fácil sair da zona de conforto. Descobri sozinha, quando coloquei os pés no primeiro ponto das incontáveis reticências do caminho da vida.
Poderia ter evitado tropeções e não saberia o valor de conseguir manter a constância dos passos. Se não fossem os tombos, não saberia como é rir de mim mesma.
Se eu ainda estivesse lá, estaria escrevendo histórias criadas pela imaginação - não que isso seja ruim - mas, não teria uma história própria para contar.
Quando decidi desproteger o meu caminho, abandonei as minhas certezas - mínimas - e me entreguei por alguns segundos ao desespero. Passados esses segundos, pude perceber, que o medo não é do não conhecer, é do não ver. Isso, porque somos tão acostumados com imagens prontas, caminhos já traçados e iluminados, que não conhecemos a nossa própria luz. A dificuldade está em enxergar a si mesmo, no olhar para dentro, não em enxergar o que está diante os olhos.
Se eu não tivesse me permitido caminhar pelas beiradas, não saberia quão grandioso é chegar ao centro do meu todo, desconheceria o valor do todo e do nada.
Esse processo todo de ir e vir, nos leva ao mais profundo ser e estar, que aqui, posso chamar de consciência. Ao soltar as amarras do conforto, seguimos livres e prontos ao encontro do eu consigo mesmo. Esse não é o mais prazeroso dos encontros, implica na flexibilidade das percepções e interpretações mais enraizadas, que facilita o tomar as rédeas do próprio destino. Ser responsável por si, muitas vezes é doloroso, porém, é o passo que nos leva ao mais perto da plenitude do bem estar.
Ao passo que despertamos o nosso eu, em um ritmo fluido, nos desfazemos de tudo o que foi ou que será, para ser no presente momento aquilo que se mostra. Sair do lugar, movimentar-se em direção das legítimas vontades, é que nos coloca no caminho da felicidade, no qual tudo pode ser e o que é, basta.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
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