quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O que é meu


Para esclarecer, serei sempre responsável pelo o que digo, não pelo o que você entende, ou pela forma que as palavras que eu soltei, tomam, ao chegar em outra boca. Vivemos em mundo de conveniência, age-se pelo próprio interesse em detrimento da verdade. Temem sempre as consequências, há pouco preparo para lidar com o que foge do controle, ou nenhum preparo para enfrentar o que há de pior em si mesmo. Aí está a contribuição para o que tantos reclamam por aí e nem reconhecem a sua participação, a superficialidade das relações. Você não é sincero, oculta a sua verdade, constrói uma falsa imagem de si mesmo e consegue o que com isso? A construção de um mundo paralelo ao real, onde você entra e fica cada vez mais difícil sair dali. A sua percepção da realidade e de si mesmo vai ficando fragmentada, a essência se espalha pelo ar e você fica cada vez mais distante, do mundo, do outro, de si mesmo. Assumir a sua verdade, seja ela qual for, é o que possibilita o contato saudável entre os sujeitos, esse movimento nos torna capazes de acolher e conviver com a diferença, compreender a singularidade na sua totalidade e a sua importância para a reticente caminhada de cada um de nós, sujeitos, em busca da própria construção. Todo o movimento que se faz pra fora, volta pra dentro. 
Taynã Lizárraga Carvalho 

Nenhum comentário:

Postar um comentário