A gente deseja pra sair da mesma. Dá um mergulho na poesia para pintar a vida, de coloridos sonhos que nos mantém risonhos. A gente deseja para brincar com a incerteza, sabendo que ela é a nossa única certeza. Há na fantasia, uma única alegria, de ser guiado por um barbante, com pés flutuantes, num céu de gigantes sonhos. A gente pisa nas nuvens pra sentir macio e vivo o gosto de estar dormindo, acordado. A gente deseja para enfeitar a valsa, para encontrar a graça, mesmo que venha [de-s]graça, sem nada. Quando a gente sente, que falta o chão presente, que o desejo tá fora do papel, a gente corta o barbante e se despede do céu. Volta suave, descansado e renovado e adocica a vida, com toda a graça colhida. A gente ignora a ordem e segue assim.
Taynã Lizárraga Carvalho
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