domingo, 8 de junho de 2014

Sou instantes

Visto-me de momentos. De tempos em tempos aquela roupa não serve mais. Tudo tem morada certa. Desabrigo o peito e tudo corre para o lugar onde deve estar. Se é passado, veste-se de lembrança, se é presente, faz-se vivo e o que não é, desconhecido, é para onde miro, além, fruto do que foi aprendido. Instante[mente] crio e me crio, sou o que o corpo pede e sou também abrigo. Ora laço, entrelaço, ora nó, desfaço. Sou tanto e sou nada, sou eira, beira e estrada. Sou segundo e sou eternidade, sou o que for, na medida da minha vontade. 
Taynã Lizárraga Carvalho

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