domingo, 18 de maio de 2014

A confusão, eu salvo.

Salvo a confusão, que é parte da cri[ação], engano que mexe a gente, que dá sentido ao passo que é dado a frente. Salvo porque ali desfaço, faço, num movimento constante de desembaraços. Laços falhos se desatam e é sempre tempo de abandonar os rastros. Con-fusão que entrega a gente ao sempre incerto presente que é presente. Desorganiza pra não ser tédio. A ordem é o mistério. Nesse mar de fusão eu fico com, fico entregue, sou então e sou entre e às vezes nada. Sou possibilidade sem hora exata. Sou sendo, sou indo, percebendo e sentindo. Sou abrigo de tudo o que há, assim como o ar, com filtro. Sou de toda con-fusão, a busca pelo sentido, que é tido sentir. 
Taynã Lizárraga Carvalho

Nenhum comentário:

Postar um comentário