terça-feira, 13 de maio de 2014

De repente, plim!

Um dia qualquer, não se pergunte por quê. Mas, um olhar, uma conversa, um toque...o cheiro, o gosto...tudo faz sentido, é sentido. Todas as negações são compreendidas ao passo que a aceitação, única no peito de quem sente, toma conta. Nega o que não toca, usa o vazio, desvia do que vê. Tece sorrisos, descansa o juízo, aposenta o que se diz por dizer. Navega sem rumo, sem plano, sem eira nem beira, rema com a incerteza que leva pra lá, pra ali, pro além...que segue o caminho que se fez sozinho, num dado momento, num encontro que já era, antes de ser. De mãos dadas com o desconhecido, tira a fantasia, se coloca de cabeça erguida, se faz protagonista do que se cria. Deixa acelerar o coração, desenha na face o gosto daquilo que veio, que veio só, enroscou de jeito, que de toda a imensidão, pousou no peito, o seu.
Taynã Lizárraga Carvalho

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