Em pleno século
21, vivemos reféns de nós mesmos. A incansável busca por um ideal nos tira da
realidade e vivemos em constante estado de desconforto, o eu real fica a margem
de nós mesmos. Devemos lembrar diariamente que a única pessoa que nos acompanha
desde a nossa concepção, até o fim da vida, somos nós mesmos e é por isso que é
tão importante estarmos de bem com o que somos, que suportemos nossa própria
companhia e estejamos satisfeitos. A busca deve ser constante, porém, em
direção daquilo que precisamos para satisfazer nossas reais necessidades.
Aquilo que nos incomoda, deve ser transformado, porém, a legitimidade dessa
necessidade deve ser reconhecida por nós mesmos. As pessoas são únicas, os valores são moldados
pela percepção que cada um tem daquilo que experiencia, sendo assim, colocarnos
num padrão, é algo torturante, que nos mina a cada tentativa de nos adequar.
Importante é saber que a diferença é o que alimenta o contato, é o que traz
vida para as relações, é o que confirma a nossa existência, o poder ser sujeito
de si mesmo.
A autoestima é
um dos assuntos mais tocados hoje em dia, na verdade, a falta de auto estima
tornou-se uma grande questão para a sociedade. Autoestima significa o valor
que damos a nós mesmo, às nossas capacidades, ao que realmente somos. A auto
estima é desenvolvida ao longo do tempo e depende da forma com que lidamos com
o que somos, o reconhecimento de nossas capacidades, do nosso bem-estar no
mundo e para o mundo, envolve autoconhecimento e autoconfiança. O desenvolvimento
dessas habilidades está relacionado com a percepção que cada um tem daquilo que
vive e do contexto no qual está inserido. Influenciamos e somos influenciados
pelo meio no qual vivemos e devemos saber que isso não nos limita. A influência
é importante, traz elementos para compor aquilo que já somos, porém, nós já
somos, antes de qualquer e toda influência. A importância da auto estima vai
além do bem resolvimento com a gente mesmo, a autoestima é componente
essencial para a busca pela satisfação, para o movimento em busca de realizações.
Tudo isso nos
diz que, nós somos os responsáveis por nós mesmos e que tudo está em nossas
mãos, basta reconhecer quem somos e as nossas reais necessidades, que assim,
seremos sábios o suficiente para criar estratégias de movimento em busca
daquilo que mais desejamos. Somos senhores de nossos caminhos e levamos da
vida, a vida que a levamos. Vamos refletir?
Taynã Lizárraga
Carvalho
Responsabilidade sobre si mesmo é algo que nem todos estão AINDA preparados e dispostos, infelizmente. Algum dia a maturidade ou necessidade irá cutucar para que chegue este momento de independência libertária. Os feedbacks dos que nos cercam não devem precisamente ser descartados, porém também não totalmente considerados, bom senso para filtrar e para se investigar, é essencial no processo. Ninguém melhor que nós mesmos para lidarmos com quem encontramos no espelho, para ressaltarmos as qualidades e enfrentarmos os defeitos. Não é o outro que tem que nos promover, a autopromoção de maneira natural é muito mais eficaz, produtiva e saudavelmente deliciosa de se vivenciar. O prazer de viver a sua individualidade e se enxergar com olhos reais, vislumbrando sim seu potencial e quem mais podemos ser, sem nos perdermos de quem já somos.
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