Na minha eternidade residem as minhas
histórias. A idade dessa eternidade é a idade do coração..e aqui, o coração é
grande e cabe. Às vezes, sinto a necessidade de mudar as coisas de
lugar, aumentar uns espaços, diminuir outros... Mudar, até mesmo dentro do
coração, é preciso. Essa conclusão não se chega pensando, chega, sentindo.
Simplesmente, alguns valores, pessoas, ideais, perdem o sentido...e ao passo
que se tenta encontrar sentido para aquilo que está perdido, sobrecarrega-se o
coração. Imagine só o seu coração...Você consegue visualizar todos os seus
espaços? todas as suas repartições? ... Eu acredito que não. A gente tem a mania
de lotar o coração. Não vamos confundir afinidade com amor! Afinidade tem a sua
função. O amor, ninguém explica não. Se soubermos dar mais atenção ao que
sentimos, essa divisão fica clara. Nesse sentido, pragmatismo nenhum funciona.
É preciso sentir para reconhecer o valor, para pensar, para agir. Sentir é
criar. Sentir é construir. Pensando assim, repousar fora da lucidez torna-se
imprescindível. É fora da lucidez que encontramos as nossas verdades... e mesmo
que as verdades sejam impermanentes, não deixam de ser verdades no momento que
são. Vamos cuidar dos corações, preenche-los de verdade e sem confusão. Vamos
vez ou outra descansar na loucura do sentir e nos deixar guiar pelo que surgir
dali....
Um coração que silencia, é um coração
cansado.
Taynã Lizárraga Carvalho
Assim como arrumamos armários, gavetas, dá uma vontade de organizar nessa dinâmica o coração, mas ele possui meios próprios pra se ajustar rs. Através de afinidades pode surgir o amor!? Através de diferenças o amor também não pode ganhar espaço!? É um viva e deixe viver pra descobrir, rs. Claro, avaliando se não há ilusão.
ResponderExcluir