quarta-feira, 8 de maio de 2013

Tudo culpa de um filme de amor! O da vez foi: "Cartas para Julieta"....

Queria lembrar qual foi o dia que eu resolvi ir...sem nem pensar, de olhos fechados...Depois de tantos tropeções, ainda assim, não aprendi a abrir os olhos...É que eu via uma claridade imensa vindo de muito longe...de um lugar que eu nem sei. Por um momento, cheguei a pensar que tivesse vindo do céu, eu disse: "foi o universo que mandou! foi o universo, eu tenho certeza!" Mas eu estava de olhos fechados...e a claridade era claridade pra mim...eu não sabia o que estava a minha frente. Dei alguns passos...soltei algumas palavras...e dei os braços...abri como se fosse abraçar o céu inteiro...Eu agradecia, porque não podia estar acontecendo aquilo, ali. Veio de longe, nem tinha lugar certo...e o futuro, era ainda mais desconhecido. Havia muito de tudo e uma vontade enorme de qualquer coisa que fosse o que não soubesse que seria. Passou uma noite...eu tive que acordar. Passou o dia, passei anestesiada, falava com o céu, tentava encontrar lá, o que faltava do meu lado. O céu não respondia...mas eu o sentia, de alguma forma eu sabia que o recado estava dado...Mas, talvez eu não tivesse que ter nenhuma resposta mesmo...Essa, viria com o tempo. Cega, surda e extremamente falante, ou "digitante", perdi horas e horas de sono em troca de horas e horas de entrega. Produzi bastante, renderam bons desenhos, bons textos e uma primavera linda no meu coração. Acorda!!! Não existem estações do ano no coração! ... E eu pensava que sim. Meu coração já foi frio como um inverno londrino, quente como o verão carioca, murcho como uma uva passa...ah, esse seria o outono...e dessa vez, estava florido como a primavera! Eu me sentia o próprio ipê do cerrado. Tá, mas isso era uma enorme besteira.  Era tudo tão duvidoso e misterioso...e diferente...e parecido com você. Não podia ser sério. Eu quis acreditar. Fechei os olhos outra vez e lá fui eu...tropeçar em outra cidade, pelo menos valeria pela viagem! Ai ai...Não!!! Não é possível... Queria colocar isso dentro de um vidrinho e guardar pra sempre...é muito especial! Eu cheguei a pensar em escrever essa história. De certa forma eu escrevi...e estou escrevendo, em partes, conforme vou digerindo...ou não. Bom, eu fui florindo, florindo, florindo tanto o meu coração que até alergia deu! Tá, não era das flores imaginárias! Mas, é verdade a parte da alergia. Cada tempinho que eu parava pra sentir o que estava acontecendo, sem me apegar a "magia" dessa história, eu ficava mais e mais impressionada...Aos poucos, fui tendo medo...meus olhos cansaram de ficar fechados...era muita luz, faltava um pouco de escuridão pra eu entender o brilho daquela luz de novo. Pouco a pouco os olhos foram se abrindo... Ainda era tudo lindo... Era! Eu disse era, quer dizer que passou né? Ah...mas eu apertei os olhos com força e quis que fosse, que continuasse sendo...porque não? "Jesus do céu"!! (Para os que me conhecem!) Não é pra passar...Se o universo mandou, tem que ter algum significado...não pode durar tão pouco...Aí, o coelho da Alice veio até mim e me lembrou de um trecho do filme...Aquele que eu inclusive já postei... "Alice: quanto tempo dura o erterno? Coelho: às vezes, apenas um segundo." E eu me convenci de que esse eterno duraria o tempo do tempo e não o tempo que eu queria que durasse. A verdade é que quando algo vem assim, de maneira inesperada, a facilidade de se deslumbrar é muito maior. Então, eu nem sei dizer o que eu gostaria que tivesse acontecido...ou que ainda acontecesse. Outra frase que sempre me vem a cabeça e eu canso de repetir para várias pessoas que ficam "sufridas"... é que nem sempre o que queremos e o que amamos, é o que nos faz feliz". Eu estive feliz em muitos momentos...nunca estive tão perto do céu, nunca me senti tão a vontade em ser eu mesma, coloquei pra fora muito do que estava guardado...inclusive o termômetro do meu coração...que floreou, aqueceu...e virou uva passa outra vez. É outono aqui. De repente, não me vi mais feliz. Os olhos não fechavam mais para essa história. Até que eu tentei...mas só o coração pulsava...forte...eu tinha a sensação de que queria me dizer alguma coisa... Tenho até medo, por essas e outras, meu coração poderia me xingar facilmente! Ou não né, eu já fui uma boa amante...no melhor sentido da palavra, é claro! Enfim...esse coração cinza de outono perdeu muitas vezes a coragem de reverter seu clima, lutou contra ele mesmo na busca de conforto...mas, nem gelado demais, nem quente demais...nem ressecado demais, nem florido demais é bom...bom mesmo é se deixar climatizar de acordo com a estação do seu eu. Que assim seja. Mais uma aventura pra contar, desenhos pra mostrar, histórias para escrever e divertir quem gosta de ler. E eu acabei de lembrar...no começo disso tudo, eu disse... "o universo encontra, mas, o que a gente faz com o encontro é responsabilidade nossa". Se assim ficamos, assim fizemos. Sem lamentos...O universo sempre joga algo novo para nos entreter! Há! Ele é amigo...e tudo o que acontece com a gente, foi o melhor que poderia ter acontecido naquele dado momento. 

5 comentários:

  1. Os opostos se atraem, mas só os iguais permanecem juntos...

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  2. Lendo o comentário de cima eu lembrei de um trecho do grupo O Teatro Mágico: "os opostos se distraem, os dispostos se atraem." Mas o meu comentário mesmo é que fiquei vidrada te lendo e fui longe rs. Muito bom "viajar" assim =)

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  3. Eu tenho algo escrito sobre essa citação! Acho muito pertinente! :) Vou postá-la depois! Obrigada pelo carinho e atenção Rafha!

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  4. Opa! Rs. Já que estou te acompanhando por aqui também, sempre que possível farei uma visitinha básica ou quando sentir necessidade de reler algum texto. Espero encontrar o tal sobre a citação =) Adoro O Teatro Mágico com suas letras, poesia, magia. Não há pq agradecer, Tay, principalmente quando é feito de forma espontanea e juntamente com o coração. Sigo torcendo por ti.

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  5. Tenho aquele tipo de coração bipolar... as vezes várias estações em um único dia - constantemente se climatizando, se transformando.

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