segunda-feira, 20 de maio de 2013

O drama da escolha e renuncia...

Porque coube e cabe ainda no momento...

Numa imensidão de possibilidades, escolher e renunciar é tarefa difícil. Optar por aquele caminho que está diante os olhos, no qual cores e sabores são familiares, estrada calma, sem vento, parece a opção mais segura! Mas, quem foi que disse, que a opção mais segura é a melhor opção? Quando é que se sabe qual é a melhor opção? Eu não sei... Decidi optar pelo caminho do coração, aquele que me faz sentir, que vibra meu corpo de energia e movimentação, aquele que me coloca diante de riscos e rabiscos abstratos, que me faz criar a forma, que a familiaridade é somente minha com o meu próprio sentir. Um caminho de ventos alterados, estrada incerta, labirintos infinitos, um caminho cheio de tom sobre tom, incontáveis variações de cor...Caminho inseguro que me obriga a construir segurança, segurança para seguir. Diferente dessa que ouvimos por aí, sem paredes e teto, um chão eterno, reticente...que me coloca diante um céu transparente, de tanta verdade que é difícil de ver. Que é difícil que vejam...Caminho com muitas portas e janelas, banquinhos, sombras...travessias, pedras, pássaros, borboletas...um caminho de vida, que só passa quem sabe viver, con[viver]. Onde a certeza se faz...a cada passo que fica pra trás, onde não se sabe dizer, enxerga-se.
Taynã Lizárraga Carvalho

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