Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
segunda-feira, 20 de maio de 2013
O que é ser normal? ...revendo o sentido da singularidade
Cada vez mais o ser humano tem sido privado da sua própria existência. Não é possível mais julgar o culpado dessa privação, porque há uma contradição - médicos, aqueles que são responsáveis por cuidar da nossa saúde, são também responsáveis por aumentar de forma impressionante, o número de doentes mentais em todo o mundo -. Como é possível confiar, se não temos como saber quem é o médico que está a nossa frente? Ele pode ser responsável e coerente no cuidado de dar um diagnóstico, ou interesseiro e irresponsável de ditar moda no meio médico. Disse interesseiro, porque a indústria farmacêutica é a mais lucrativa do mundo atual, pra cada transtorno novo, um novo medicamento é produzido e ditar moda, porque é assustadora a quantidade de pessoas diagnosticadas doentes mentais que aparecem a cada dia. As pessoas estão perdendo o sentido de ser e estar no mundo, único e singular, ao passo que crescem os números de transtornos mentais classificados no manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, que é utilizado pela maior parte dos países - são hoje, mais de 300 doenças catalogadas no manual. Eu pergunto, quem é que consegue dizer o que é ser normal, se cada um de nós é 1 inteiro e não existe 2 seres humanos iguais...? Não existem critérios convincentes para esse aumento desesperador de transtornos. Aposto que qualquer pessoa que abrir esse manual, vai se encaixar em uma ou mais doenças. Aquilo que passamos a vida lidando como característica, simplesmente por nos comportarmos de acordo com a percepção que temos - reforçando, singular - sobre o mundo, as coisas, as relações, agora, virou doença. Esse abuso de "poder"dos envolvidos na construção desse manual, prejudica àqueles que precisam de fato dessa atenção, por terem prejuízos diagnosticados com precisão e seriedade, como à todos aqueles que são "normais". Ninguém tem o direito de colocar em alguns sintomas clínicos, a sua liberdade. O poder ser, não cabe em um rótulo. Lutemos pela valorização da diferença, é ela a responsável pela nossa construção infinita de ser humano, é o que nos aproxima e nos faz únicos.
Matéria importantíssima não só para os envolvidos com a saúde, mas para todos, já que somos seres humanos.
Leiam e compartilhem!!!
http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/05/acordei-doente-mental.html
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