quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Sabe-se

Você conhece alguém igual a você?
Nem você mesmo o é.
Todos nós estamos.

Algumas vezes com quilos a mais.
Outras, magros demais.
O cabelo muda,
Os acessórios,
As roupas,
Os gostos,
Os desgostos.
Vale afirmar - só o que não muda, é a própria mudança.

Mudamos porque as variáveis pedem.
O fluxo da vida, do universo, é inerente a nossa vontade - remar contra, é o que nos faz adoecer.

Aceitar e acolher é o que nos faz seguir serenos pelo caminho.

A verdade, que é impermanente, mora no seio de cada um.
Não existe um só outro, capaz de afirmar o seu eu.
Entre nós, nos confirmamos.
Antes, eu sou e então, me apresento.
Aqui, somos igualmente, um e outro - vazios de rótulos e plenos de possibilidades.
Ou...
Assim seria.

Não fossem os padrões,
Os patrões,
Os grandes portões,
O que se pode comprar para mascarar.
Quantas máscaras você já viu, iguais a você?

Temos 1 padrão.
Incontáveis deprimidos,
Ansiosos,
Mentirosos,
Infelizes,
Incalculáveis perdidos de si.
1 mundo de imposições,
Construindo fracos e covardes,
Porque não são em si.
Não se percebem valor.
Não conseguem sequer, sentir amor.
A essência se perde no ar,
Cada vez que precisamos nos autoafirmar.
Estamos vivendo uma fantasia desenfreada.
Sou o que tu queres, ou, não sou nada.
Salve-se quem puder!
Em terra de imagem ideal,
Sobrevive o eu autêntico, o eu real.
Seja lá quem e como esteja você,
Esteja a ser.
Taynã Lizárraga Carvalho 

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