sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Que assim sejamos

Que a gente então, se permita desfrutar de encantos reais, aqueles que acompanham os encontros reais. 
Que saibamos usar a presença, ignorando as sentenças do ego. 
Que toquemos com sinceridade os corações dos que encostam em nossa verdade. 
Que a vaidade seja o sentir. 
Que o sentir seja expandido por aí e que num rito de contato, nossos sentimentos se abracem, mesmo que não haja tato. 
Que tateados sejam nossos corações, a cada esbarrão dado em nosso mar de acasos. 

Que sejamos em si, abraço e acaso raros. 
Taynã Lizárraga Carvalho

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