Para mim, a grande questão está na falta de apropriação do próprio eu. É antigo o comportamento de ser algo ou alguém para um outro, em detrimento do que é, existencialmente. Aqui, encontra-se uma divergência de pensamentos a respeito da existência. O que vem antes, a existência ou a essência? E para mim é claro; eu existo e conforme tenho minhas vivências, experiências, minha essência vai sendo criada. A flexibilidade da existência, o poder-ser, permite que eu me redefina cotidianamente, existindo. Nesse caso, percebe-se a essência como constitutiva do ser. A possibilidade do vir-a-ser e o poder-ser infinito, traz a idéia do ser humano como uma totalidade em constante movimento. Pensando assim, apropriar-se como uma totalidade e reconhecendo a totalidade do outro, alcançamos a liberdade essencial para que sejam expressas as singularidades e só assim, os seres humanos encontram-se numa relação de troca fluida e saudável que os mantém no movimento constante de construção.
Nos reconhecendo como um grande todo, funcionando através de todos, se constituindo por meio de uma interminável evolução de todos em novos todos, é possível pensar que, sendo cada um responsável pela sua existência, coexistindo fluidamente, é possível alguma transformação maior desse mundo que é de todos e é "todos".
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
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