segunda-feira, 28 de abril de 2014

Calma que é


Pára. Respira a pausa. Cala. Descansa o peito, desacelera inteiro, pede calma. Sente presente, suave, desfaz da vontade que impede de ver. Percebe o sopro, o vento solto que muda a direção. Releva o conhecido gosto, que soou desgostoso para o coração. Entrega a pena, acaricia sua alma que às vezes se faz pequena para transitar na multidão. Você é a própria multidão. Adormece leve, você já esteve entregue. Abraça a calma, se toma de alma, respira fundo, respira o segundo, olha adiante. Deixa estar, abençoa a razão, mesmo que não seja a sua. A vida é sábia, planta para florir alguma hora, em algum lugar. É sempre tempo de deixar estar e se vento forte levar, lava a alma e outra vez, instala a calma. Sempre, calma.
Taynã Lizárraga Carvalho

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