quinta-feira, 10 de abril de 2014

Dos insights

Escrevendo um e mail para uma amiga que mora longe, percebi uma coisa importante sobre o tempo e o amadurecimento. Pensei então... "quando é que estamos maduros?". E não há uma resposta certa. Mas, o que me fez perceber que algo em mim mudou, foram algumas conclusões que consegui chegar a respeito de coisas triviais da vida. Por exemplo, a gente tende sempre a acreditar que todas as coisas tem início, meio e fim, não é? Nada é para sempre.... enfim! E de fato nada é. A diferença está no peso que colocamos no fim das coisas. O que me fez pensar nisso propriamente, foi o falar de um relacionamento. Parei para pensar em todas as vezes que eu repeti "não deu certo"... e dessa vez, estava eu dizendo.... "aquilo que acontece e nos enche de alegria, de amor, não precisa durar mais que o tempo que durou, o tempo que foi, foi o tempo que deu certo. Porque não é mais, não quer dizer que não deu." Algo mais ou menos assim. E é uma verdade. Além do mais, fim é fechamento, assim como é início. É só porque encerramos as coisas, que novas surgem. Há uma imaturidade impregnada nas pessoas a respeito das relações, querermos demais, idealizamos demais e não aproveitamos nada propriamente dito. É preciso se desfazer de imagens prontas, para construir verdades momentâneas, essas que são exatamente o que a gente precisa. Ninguém precisa de anos de respostas sonhadas. Precisa-se muitas vezes, de um segundo real, suficiente para satisfazer ali, uma necessidade real. O que importa se ele não é alto como o que você desejou, mas, te enche de carinho? Ou de que adianta ser enorme e ter o beijo horrível? Ou ainda, te amar loucamente, mas você não se sentir feliz? Não existe uma forma, cheiro, gosto, tamanho, cor...ideal. As pessoas se encontram por alguma razão e o que acontece no encontro é o que precisava acontecer. É importante que tenhamos sabedoria de olhar sempre para os ganhos de tudo o que nos acontece. E aí você se pergunta... "e onde não há ganho?", é aí que você se engana. Sempre há algum ganho, mesmo que represente algo que você não queira mais na sua vida, o aprendizado foi esse. Tudo acontece para que saibamos lidar com as mais diversas situações, pessoas... A gente se torna mais habilidoso com a vida quando nos dispomos a vivê-la com o que quer que ela traga. Com essa vastidão de experiências, aprendemos também, que não existe uma única forma de amar. São muitos amores. São as mais diferentes possibilidades de amor. E ainda bem, porque imagina, que tédio seriam os relacionamentos, se fossem previsíveis?! Agora, uma coisa é bem certa, é imprescindível que estejamos sempre dispostos, afinal, assim como a vida, o amor é incerto. Não há medo que resolva a insegurança do "não saber", não há distância capaz de não aquecer o coração. Estaremos sempre vulneráveis à todas as paixões. Compreenda que amar alguém nada tem a ver com a eternidade. Disso tudo o que vivemos, só o que não tem fim, somos nós mesmos. Porém, todos os "entres" que acompanham os inícios e os fins, é que nos tornam capazes e sempre mais, de viver. Essa vida não é para temer, não é para compensar, não é para pertencer. Somos livres e soltos, únicos e inteiros. Tudo o que acontece, é para agregar ao que já existe. Portanto, àqueles que tem medo de se envolver, deixe estar, não vai ser você capaz de curar. Aos que despertam o apaixonar, apaixone-se e sempre mais, o tempo que durar. Faça valer. É uma vida, mas, são inúmeros "nascer do sol" para validar.
Taynã Lizárraga Carvalho

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