E dia após dia presencio a confirmação de que mundo não é aquilo que eu penso e sim aquilo que eu vivo. Inúmeras são as construções mentais acerca daquilo que se deseja, vivemos figurativamente, buscando significado para tudo o que acontece. Há a necessidade de que as coisas sejam e prossigam e uma grande dificuldade de entender que somos um eterno recomeço. Nada é para sempre, vivemos a eterna impermanência do ser e existir. Portanto, por conta dessa dificuldade de aceitar-nos eternos inacabados, pode-se dizer que somos os grandes clandestinos de nós mesmos. Sempre preocupados com a fantasia que se cria e pouco ocupados com a realidade que se mostra, vivemos como mortos vivos na nossa existência, construindo superficialidades, trafegando por caminhos frágeis, de olhos tapados... Ao acolher toda e qualquer experiência no momento em que ela acontece, estamos dando o passo necessário para o fluir no fluxo da vida. Abrir os olhos e seguir os caminhos que se mostram sem hesitar, é o que nos leva além, além de nós mesmos, presentes e inteiros na complexidade do existir, no mundo, com o mundo e para o mundo.
Taynã Lizárraga Carvalho
Esse é um espaço criado para compartilhar pensamentos e desenhos que saem dessa cabeça que vos escreve. Pensamentos sobre o ser humano e suas formas de ser e estar no mundo. A idéia é expandir os meus pensamentos e tocar não só aqueles que fazem parte das minhas redes sociais, mas àqueles todos que tiverem interesse. Além disso, aproveito para trazer uma ressalva à importância da expressão, tenha a forma que for! Então, sejam bem vindos aos rascunhos da minha cabeça inquieta!
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