quinta-feira, 20 de março de 2014

Desses amores...

Quem foi que traduziu do amor, o medo? Se deixou ser pego na armadilha que dita, que só sobrevive quem sozinho desdá o nó; nó que aperta nu e cru e envolve todo. Quem disse que não há graça em gastar a lábia, ultrapassar a faixa e dar de cara com um imenso vão? Que mal há em deixar escapar uma paixão? Esvaziar os dedos, livrar as mãos... Andaram dizendo que não vale a pena ceder o peito, alugar o coração, que temporada não vale nada. Mas, isso é pra quem não saber curtir o verão, aquecer o coração, preparar o terreno pra florir intenso e esperar o gelo, do inverno seco. Isso é pra quem não sabe que tudo que vai, volta... e a forma, pouco importa. Pra você que não acredita, que prefere proteger e seguir a risca... Amor é sopro, é ar que leva, releva, que voa livre, que não sacia o apetite, pra viver leve. Amor é forte, mas desmorona, só pra provar pra gente, que a gente dá conta de fazer e desfazer por própria conta. Amor é combustível que alimenta a alma e sacode a calma, a cada suspiro perdido, cantinho do peito invadido. Amor ensina a desmedir, a assumir, a acolher, a deixar estar, amor não tem lugar.
Taynã Lizárraga Carvalho

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